* Um amigo que se diz “analfabeto em inglês” me pede a tradução daquele trecho da letra de Keep the customer satisfied que eu estava cantando ontem. Traduzi, mandei. Em seguida , pensei bem e acrescentei explicação que achei necessária: há um fator característico deles (dos americanos), envolvido. O narrador da canção é mandado embora pelo “Deputy Sherif”, o xerife do condado, que comanda legalmente o condado, e é eleito pelos contribuintes. Não há figura correspondente, no Brasil. Assim, nesse contexto, “customer” é contribuinte. Depois considerei que poderia lhe mandar uma tradução já pronta, da letra toda e fui ao Google procurar. Confesso que não achei graça: fiquei escandalizada. Horríveis, horríveis. Começa que traduzem “customer” por freguês… Quando não há regência em inglês, ela desaparece em português, também: “Everywhere I go”, por exemplo, ficaria “Cada lugar aonde eu vá…” pela norma, mas imaginem se esses caras sabem que o verbo IR exige a preposição A, ou se empregam, em algum momento, o subjuntivo… Não sabem inglês, não conhecem a cultura local, pior: não sabem nem português, afe Maria! Que você use o tradutor, tudo bem, pode facilitar. mas depois, pô, dê uma revisada, né?
* No início da noite, liguei para o Michael. Queria notícias de Marcelo. Por coincidência, naquele momento Michael estava com ele, no hospital. Passou o celular pra ele, e Marcelo estava falando mole, meio grogue dos remédios, decerto. “Regininha, tou com saudades de você!” É, este é o Marcelo que conheço… Foi muito bom sabê-lo bem, animado, fazendo piada de si mesmo: “É, estes atletas noturnos… Viu no que deu?”
* Speck veio jantar, trouxe um vinho de São Bento. Tinha peixe e camarão, mas tomamos um pouco do vinho tinto. Como já disse o Ingmar Bergman, a regra pode ser vinho branco com frutos do mar, mas o tinto fica melhor na cena… Era para falarmos de João Bosco, mas falamos de tudo: projetos, TCCs, mestrado, menos do “Na onda que balança”… E Speck prometeu mandar sua contribuição para minha leitura/escuta do CD ainda esta semana, por email. Se não cumprir, é só eu atravessar o corredor que separa nossos prédios, e ir puxar-lhe as orelhas…
* Estou em fase de “desconstrução” do apê. Ontem pus cadeira na sacada, o pufe em sua frente. Vamos ver se funciona, como área de leitura. Se ficar legal, compro poltrona (tem que ser pequena, pra caber ali…) e me instalo. É iluminado, tem as plantinhas (ainda poucas, mas logo serão mais…), pode ser agradável. E passei no estofador, ali ao lado das Casas da Água. Queria saber quantos metros de tecido são necessários para trocar o forro de meu sofá. Estou indo a Brusque, dou pulinho numa das grandes lojas de lá. Já me deu o preço do serviço, o que é bom: dá para se planejar mais facilmente. Revolução no apê da Regininha- e muita revisão de tudo que há dentro. Há coisas que não uso nunca, estou repassando. Há coisas que deveriam estar no lixo. E há tesouros que estavam escondidos, guardados em algum lugar fora do alcance desses olhos distraídos… Voltaram à vista, voltaram ao uso. É bom. Muita mudança, dentro e fora. Esperemos sempre que seja para melhor.
* Meu quarto está irreconhecível. Daquele moquifo com armário velho e pequeno, lençol velho na janela, ganhou estante enorme na parede maior, guarda-roupa ótimo na outra. Ganhou cortina, tapete, quadros, pintura. Pusemos lustre verde, um tom mais escuro que o da parede, quase do tom da cortina. Na cama, o edredom de sapinhos que trouxe de Jaraguá, uma almofadinha perfumada (cidrão!) da Farmácia de Manipulação. Meu lado criança. Que bom que ele existe… Por causa dele, meu quarto virou Verde Charco, e há sapinhos coaxando por ali, querendo virar história, o tempo todo.
* Se a mudança foi para melhor? Mas sem dúvida: tenho prazer em arrumar, tenho prazer em estar dentro, tenho prazer em inventar moda. Jair ligou ontem: está terminando o resto do quarto. Quando eu voltar de Brusque , ele vem instalar os lambris que funcionarão como cabeceira da cama-box e trará as mesinhas de cabeceira. E daí o quarto estará completo, e começo a atacar a sala. Bem animadinha!
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