Archive for the 'Filmes' Category

A lista do Mário

The evil of the thriller
É, tava ficando feio já. Mal criei um novo blog e ele fica um bom tempo cheio de teias de aranha, sem novos posts para dar um pouco de movimento à página. Mas, ao ler um texto da minha querida orientadora na UFSC, a Regina, fiquei com vontade de fazer o mesmo. O retorno veio no estilo Rob Flemming, com mais uma listinha para a galera discutir. Desta vez, filmes de terror.

Quem me conhece sabe que eu adoro o gênero, desde os psicológicos até os de zumbis, passando pelos B e sobrenaturais. Então veja bem: essa listinha não tem nada de objetiva. São apenas pensamentos e sensações ao ver as fitas. Ah, também não vai ter ordem, eles estão aqui aleatoriamente formando meu top 5 (afinal, as listas de Rob Flemming tem apenas cinco itens).

5- O massacre da serra elétrica
(The Texas chainsaw massacre, 1974. Direção: Tobe Hopper)
Ele começa com a produção do filme avisando que a história é real e que teria acontecido anos antes nos EUA. Claro, depois de assistir, você sabe que tudo aquilo ali é ficção, baseado muito de leve na história do Ed Gain, serial killer norte-americano do início do século passado. O massacre da serra elétrica é o grande filme do sub-gênero slasher, aquele em que um assassino sai matando todos que vê pela frente da maneira mais sádica possível.

4- A noite dos mortos-vivos
(Night of the living dead, 1968. Diretor: George A. Romero
O grande mérito do Romero é ter conseguido com essa singela fita formar um outro sub-gênero dos filmes de terror: o de zumbis. A pretensão inicial era bem menor: o que ele queria mesmo era fazer um libelo contra o preconceito usando mortos-vivos. De Resident evil a Extermínio, passando por Zombie strippers e Boy eats girl, nenhum deles existiria se não fosse por Romero. É um dos filmes que eu deixo no topo da prateleira, volta e meia pego para assistir. Indispensável.

3- O bebê de Rosemary
(Rosemary’s baby, 1968. Diretor: Roman Polasnki)
Obra-prima do terror psicológico. Não vemos nada, não ouvimos nada. Mas o roteiro, os closes, as sombras e a crescente loucura da personagem principal fazem o clima do filme aumentar a cada minuto. Polanski acertou na mão. E ainda, no fim, deixa uma mensagem que já virou chavão: amor de mãe supera tudo. Mesmo que a criança seja filho do coisa ruim.

2- O iluminado
(The shining, 1980. Diretor: Stanley Kubrick)
A Regina escreveu bem: ele é uma obra muito mais kubriquiana do que kinguiana. As diferenças entre filme e livro se acentuam a partir da metade de cada um. É como se Kubrick e Stephen King tivessem pego bifurcações que os levassem cada vez mais longe um do outro. Para mim, claro, o cineasta entrou na estrada certa. Ele mostra Jack Torrance cada vez mais como vítima do seu meio, enlouquecendo pela pressão de estar isolado no Overlook Hotel em pleno inverno. A cena que eu mais gosto é a de Nicholson arrombando a porta do quarto com o machado, enquanto grita as frases do lobo mau para os três porquinhos e termina com o “here’s Johnny”.

1- A profecia
(The omen, 1976. Diretor: Richard Donner)
MEDO. Esse é o filme mais assustador de todos os tempos. O que dizer do menino, quase sem falas e que assusta todo mundo. A cena final, depois da dúvida de quem morre, é de arrepiar. Já perdi as contas de quantas vezes vi a fita. Mesmo assim, toda vez levo sustos e mais sustos. O que Donner fez está além das palavras.

Meus dez filmes de terror!

Aceitei o desafio, e contribuo com meus dez favoritos. Espero a contribuição de vocês…(não estão em ordem de preferência, não…É uma ordem aleatória!) E, na apresentação dos filmes, há alguns trechos “chupados” do Google… Preguiça faz coisa, já dizia vovó!

1. Os Inocentes (The Innocents, Jack Clayton,1961)
Nem todos os filmes feitos com esta fórmula de sutileza eram fracos ou com pouco terror. Os Inocentes (The Innocents), de 1961, dirigido por Jack Clayton, tornar-se-ia uma honrosa exceção. O filme era baseado no livro A Volta do Parafuso (The Turn of the Screw), do escritor norte-americano Henry James, publicado em 1898. A temática principal desta obra (e da maior parte da produção literária deste autor) era a de mostrar a perda da inocência: a história gira em torno de uma governanta que, destinada a tomar conta de duas crianças num casarão no interior da Inglaterra, começou a desconfiar que fantasmas as estavam corrompendo. No conto nunca temos certeza da existência ou não dos fantasmas (que poderiam ser apenas frutos da imaginação da governanta) mas, no filme, cujo roteiro ficou por conta dos brilhantes William Archibald e Truman Capote (com diálogos e cenas adicionais do não menos brilhante John Mortiner), os fantasmas efetivamente existem.Deborah Kerr faz a governanta, Marlon Brando faz o mordomo…
O diretor (e também produtor) Jack Clayton, até então apenas uma promessa do cinema inglês, trabalhou nos famosos Shepperton Studios da Inglaterra para conseguir os climas soturnos e atmosfera claustrofóbica típica das mansões e castelos ingleses. A escolha não poderia ser melhor, pois estes estúdios permitiram que o diretor conseguisse captar os inúmeros detalhes e climas soturnos de um casarão velho e assombrado. Ao contrário dos cineastas que se utilizaram das técnicas expressionistas, ou seja, sempre enfatizando as diferenças entre o preto e o branco de maneira brusca, com as sombras carregando o mal para conseguir um clima “pesado” (vide os clássicos Drácula e Frankenstein), o diretor Clayton também apresentou estas diferenças, mas com leveza e suavidade. As sombras são suaves, mas carregadas do mal, como uma pena flutuando no ar, mas uma pena escondendo segredos terríveis - a leveza nos engana, pois carrega o peso do terror. Dentro desta atmosfera leve e aterrorizante, o mal se espalha pela casa, para as crianças e para a visão da governanta.
O número de cenas antológicas é enorme: a primeira vez que a governanta vê um dos fantasmas no alto de uma torre e, depois, numa inocente brincadeira de esconde-esconde, quando ela o confronta diretamente dentro da casa; o encontro da caixa de música que evoca um dos fantasmas, música esta (”O Willow Wally”, de Paul Dehn) cantarolada pela menina por quase todo o filme; a governanta perdida durante a noite, com uma vela acesa, no corredor dos quartos, entre muitos e aterradores barulhos; e o fantástico confronto final entre a governanta, o menino e o fantasma, produzindo um terror magnífico e um dos finais mais tristes da história do cinema.

2. Nosferatu ( Nosferatu, Murnau,1922)

O filme invoca em suas imagens trêmulas, as exóticas paisagens da Alemanha que muito se aproxima da beleza exuberante das regiões desconhecidas da Romênia, a antiga Transilvânia onde viveu na Idade Média o Drácula histórico Vlad Tepes Dracul.
Neste pitoresco cenário, o diretor F. W. Murnau encontrou todos os ingredientes básicos que invocam o vampirismo, montanhas, florestas densas, riachos, pontes, capelas, castelos em ruínas, aldeões ciganos, lobos, carruagens e, é claro, o talento de Max Schreck, que faz o papel do vampiro Nosferatu. E desta forma, a primeira versão para o cinema da obra de Bram Stoker revive todas aquelas imagens do horror de Drácula contidas nas páginas do livro. Tanto o horror como o erotismo são apenas sugeridos - o público da época não estava ainda corrompido pelo “realismo” do cinema americano, e usava a imaginação…

Quem for assistir Nosferatu na esperança de ver cenas fortes de violência e sangue num exagero aloprado e até ridículo, caracterizado pela idiotice da ideologia americana, vai com certeza ficar decepcionado, afinal Nosferatu é uma obra do expressionismo alemão e assim o caráter do horror dá-se num clima de sonhos maus e pesadelos.Tanto o horror como o erotismo são apenas sugeridos - o público da época não estava ainda corrompido pelo “realismo” do cinema americano, e usava a imaginação…

3. O Iluminado (The shining, Kubrick,1980)

Baseado no romance homônimo de Stephen King, o fime é mais Kubrick do que King, a ponto de King tê-lo refeito, à sua maneira, mais tarde. Mas o de Kubrick é uma obra-prima, e o de King, uma bobagem, versão literal do livro. (E sou fã do King escritor, ‘cês sabem…)

Jack Torrence (Jack Nicholson) consegue um emprego de vigia em um hotel no Colorado durante a temporada de inverno, e leva a sua família para lhe fazer companhia. Devido à baixa temporada e ao isolamento, Jack começa a ter visões e coisas estranhas passam a acontecer naquele lugar assombrado. Considerado por muitos o mais fraco dos filmes de Kubrick, para os adeptos do gênero é um filme genial…A cena da onda de sangue invadindo o corredor é simplesmente antológica…

4. Hellraiser - Renascidos do Inferno ( Hellraiser, Clive Barker, 1987)

Filmagem de um livro de Cliver Barker, custou 1 milhão de dólares, arrecadou 20 milhões apenas nos States.Os efeitos especiais estão superados, mas é filme com “clima”. Sofro até hoje, ao revê-lo…

Em Hellraiser, um homem inescrupuloso, Frank (Sean Chapman), comprou uma misteriosa caixa mágica e num ritual de magia negra ele descobriu uma forma de abri-la, permitindo dessa forma o contato entre o nosso mundo e uma dimensão paralela habitada por criaturas infernais chamadas cenobitas, que tinham como função capturar almas e proporcionar experiências fora da compreensão humana, através de horríveis torturas na carne, com o uso de correntes e ganchos pontudos, misturando dor e prazer.

5. O bebê de Rosemary (Rosemay’s baby, Polanski,1968)

1968 não foi apenas um ano de grandes agitações políticas e sociais, mas também de grandes momentos para o universo do terror: George Romero fez levantar, literalmente, os mortos para atacar os vivos no clássico A Noite dos Mortos-Vivos (Night of Living Dead), mostrando que o horror explícito e orçamento mínimo poderiam gerar uma obra-prima do cinema; os Rolling Stones colocavam Satã na ordem do dia com a música “Sympathy For The Devil”, onde o “Príncipe do Mal” era retratado como um Anti-Herói e suas maldades serviam como contraponto à ordem social “careta” e ao Establishment, imagens típicas da Contracultura da época; e o diretor polonês Roman Polanski trouxe nada mais nada menos do que o filho do Demônio, o próprio anti-Cristo, às telas no clássico O Bebê de Rosemary (Rosemary’s Baby).
Filmagem de um romance homônimo de Ira Levin, lavra a seara da Demonologia, que não é aminha favorita Mas aqui, ah, aqui tá simplesmente genial… E com atores pra lá de bons!

6. A Noite dos Mortos-Vivos (Night of Living Dead, George Romero, 1968).

É filme B, com baixo orçamento, atores desconhecidos, muitas vezes beira o ridículo. Mas tem rimo, tem clima, é absolutamente perfeito… Há refilmagens e nenhuma passa perto…

7. Coração Satânico (Angels’s heart, Alan Parker, 1987).

Pra variar, eu já tinha lido o livro, quando assisti ao filme. Os dois são bons, mas o filme - híbrido de policial com terror - é fantástico. De Niro faz o demônio, e é antológica a cena em que descasca o ovo, rolando-o devagarinho - e lembremos que o ovo é o símbolo da alma… Passou meio despercebido, pouca gente viu, o que é uma pena. Rourke faz Angel, e ainda era grande ator, antes de se meter a lutador de boxe e ficar todo deformado.

Detetive trabalha para estranho cliente, que o incumbe de localizar um músico desaparecido. Ele segue pistas que o levam a vários personagens, que morrem de forma violenta à medida que ele se aproxima da verdade, levantando a desconfiança da polícia. Baseado em romance de William Hjortsberg.

8. Alien, o Oitavo Passageiro ( Alien, Ridley Scott,1979)

Também tinha lido o livro, antes…
Tripulantes de uma nave espacial são obrigados a desviar a rota para inspecionar um planeta. Lá encontram uma estranha plantação, de onde sai uma criatura que se agarra a Kane (John Hurt), um dos membros da equipe. De volta à nave, Kane parece ter se livrado da criatura, até que um alienígena sai de sua barriga, foge e começa a atacar humanos, espalhando morte e terror. Agora os tripulantes têm de enfrentar esta repugnante e perigosa criatura assassina.

E vamos dar uma folguinha pras comédias que fazem paródia dos filmes de horror, e são ótimas:

9. A Dança dos vampiros (The fearless vampire killers, Polanski, 1967)

Simplesmente imperdível!

10. Pânico (Scream, Craven 1996).

Divertido demais, divertido demais! E olhem que sou chata com comédias!

Os melhores filmes de terror

Sou aficcionada de filmes de terror, ‘cês sabem. Até já dei disciplina sobre eles, na UFSC. Mas incluía a literatura de horror, também. E foi muito divertido. E este post vai como oferta especial para o Vinicius, que se divertia desbragadamente, durante os filmes! Não concordo muito com ela, não. Incluiria outros, excluiria alguns… E corrigi os erros de digitação do texto original…

Por Redação Yahoo! Notícias

Do vampiros aos mortos-vivos, dos tubarões que não morrem às histórias de amor no meio de um ataque de zumbis, a revista americana Time elegeu os 25 melhores filmes de terror do último século.

Listas são sempre polêmicas, e esta não foi diferente. A revista colocou no topo da lista o filme “Todo Mundo Quase Morto”, de 2004, enquanto o “O Exorcista”, de 1973, aparece em 12º lugar.

Entre clássicos e filmes quase alternativos, a lista ainda tem “Halloween”, “Psicose” e “Frankenstein”.

Confira os 15 melhores filmes da lista divulgada pela revista Time.

1 - Todo Mundo Quase Morto
( Shaun Of The Dead, Reino Unido, 2004)
Shaun (Simon Pegg) é um fracassado. Não consegue o respeito de ninguém: nem o da namorada (Kate Ashfield), nem o do amigo que vive de favor em sua casa (Nick Frost), nem mesmo o dos colegas de trabalho. O que já era ruim fica ainda mais alucinante quando Shaun se vê obrigado a liderar um grupo de sobreviventes que fogem de um bando de zumbis.

2 - Dragão Vermelho
( Red Dragon, EUA, 2002)
Baseado no livro de Thomas Harris, Dragão Vermelho faz parte da série de filmes sobre o psiquiatra canibal Hannibal Lecter. Esse filme retrata o médico antes de O Silêncio dos Inocentes. O agente do FBI William Graham (Edward Norton) recorre à ajuda de Lecter para capturar um serial killer (Francis Dollarhyde, vivido por Ralph Fiennes), que está pondo a cidade em pânico. O único problema é que, além de Graham considerar o psiquiatra um de seus piores inimigos, Hannibal está dando preciosas informações ao criminoso a respeito da família do policial.

3 - Audition, 1999

Um produtor de TV é encorajado por seu filho adolescente a se casar novamente antes de ficar velho. Ele inventa uma seleção para um filme forjado para conhecer potenciais noivas. Ele acha que encontrou a mulher perfeita quando conhece uma bailarina; porém, desconfiado, ele decide investigar o passado da moça, o que revela um segredo horrível.

4 - Fome Animal
( Dead Alive/ Braindead, Nova Zelândia, 1992)
Durante um passeio no zoológico, rapaz é vigiado por sua mãe neurótica que, depois de mordida (e contaminada) por uma espécie rara de macaco, transforma-se em zumbi e espalha a doença por toda a cidade. O diretor Peter Jackson criou uma obra escatológica ao extremo. Seus zumbis são retratados da forma mais doentia (e hilária) possível. A cena preferida de Jackson (a do bebê no parque) só foi realizada porque sobrou dinheiro da produção. Caso não rodasse a cena, ele teria de devolver o dinheiro para o estúdio. O filme foi vencedor do Festival de Cine Fantástico em Avoriaz e Jackson foi escolhido como o melhor diretor do gênero em 1993.

5 - Men Behind the Sun, 1988
(Conhecido também como Hei tai yang 731)
No final da Segunda Guerra Mundial, prisioneiros de guerra chineses e russos são torturados e feitos de cobaia em experimentos com armas biológicas pelas tropas japonesas.

6 - A Mosca
( The Fly, EUA, 1986)
Seth Brundie (Jeff Goldblum) é um cientista excêntrico que trabalha numa nova invenção, uma máquina de teletransporte - a TelePod. Ao seu lado, tem Veronica (Geena Davis), uma jornalista que acompanha seus projetos acreditando ser essa a “história do ano”. Ao experimentar seu novo invento, Seth não percebe que uma mosca entrou na cabine do teletransporte. O imprevisto faz com que os padrões moleculares do homem e do inseto se misturem e, pouco a pouco, o cientista vai sofrendo terríveis transformações. Remake do filme homônimo de 1958.

7 - Alien, o Oitavo Passageiro
( Alien, EUA, 1979)
Tripulantes de uma nave espacial são obrigados a desviar a rota para inspecionar um planeta. Lá encontram uma estranha plantação, de onde sai uma criatura que se agarra a Kane (John Hurt), um dos membros da equipe. De volta à nave, Kane parece ter se livrado da criatura, até que um alienígena sai de sua barriga, foge e começa a atacar humanos, espalhando morte e terror. Agora os tripulantes têm de enfrentar esta repugnante e perigosa criatura assassina.

8 - Halloween - A Noite do Terror

( Halloween, EUA, 1978)
Na noite do dia das bruxas, no ano de 1963, Michael, um garoto de seis anos, mata sua irmã adolescente. Ele fica internado durante anos, mas o psiquiatra Dr. Loomis (Donald Pleasence) não consegue penetrar na mente do menino. Quinze anos depois, também em um dia das bruxas, Michael foge. O médico sabe que o garoto vai matar de novo e alerta a polícia. Enquanto não conseguem encontrá-lo, Michael segue a adolescente Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) e suas amigas, que começam a desaparecer.

9 - Carrie - A Estranha
( Carrie, EUA, 1976)
Carry White (Sissy Spacek) é uma jovem que não faz amigos em virtude de morar com sua mãe Margareth (Piper Laurie), uma pregadora religiosa desequilibrada. Na escola, uma professora fica espantada pela sua falta de informação, quando descobre que foi menosprezada por suas colegas de sala por achar que estava morrendo ao ter sua primeira menstruação. Sue Snell (Amy Irving), uma das alunas que zombaram dela, fica arrependida e pede a Tommy Ross (William Katt), seu namorado e um aluno muito popular, para que convide Carrie para um baile no colégio. Mas Chris Hargenson (Nancy Allen), uma aluna que foi proibida de ir à festa, prepara uma terrível armadilha que deixa Carrie ridicularizada em público. Só que ninguém imagina os poderes paranormais que a jovem possui e muito menos sua capacidade de vingança quando está repleta de ódio.
Carrie, a Estranha recebeu duas indicações ao Oscar: Melhor Atriz (Sissy Spacek) e Melhor Atriz Coadjuvante (Piper Laurie) e, 23 anos após seu lançamento, estreou nos cinemas americanos A Maldição de Carrie.

10 - Tubarão
( Jaws, EUA, 1975)
Até os dias de hoje o enredo é bem amarrado e atual: em uma pequena cidade litorânea dos EUA, um enorme tubarão branco começa fazer vítimas entre os banhistas das praias. Só que o grande problema é que a história se passa nas férias, período em que se fatura alto com os turistas para viver o resto do ano, e o tubarão pode afastar a freguesia. O xerife Martin Brody (Roy Scheider) acredita que pode vencer a criatura, mas a tarefa não será fácil. Ele, um policial que deixou o seu trabalho em Nova York para garantir uma vida melhor para sua família em uma cidade pequena, vai enfrentar todos os seus medos no pior dos pesadelos. Para ajudá-lo, ele contrata um velho caçador de tubarões e um oceónagrafo. A caçada está apenas começando. Tubarão foi o primeiro filme da história a superar a casa dos US$ 100 milhões de bilheteria e chegou a acumular no total US$ 260 milhões. O orçamento de produção foi de US$ 8,5 milhões, sendo que o originalmente previsto não passava de US$ 4 milhões. Ganhou 3 Oscar (Melhor Montagem, Melhor Som e Melhor Trilha Sonora), sendo também foi indicado para Melhor Filme.

11 - O Massacre da Serra Elétrica
( The Texas Chainsaw Massacre, EUA, 1974)
Quando ouve dizer que o túmulo de seu avô foi violado, Sally vai com alguns amigos checar o assunto. No caminho para a fazenda onde seu avô morava, eles dão carona a um homem, mas ele se revela um louco e eles o deixam. Chegando na fazenda, que está deserta, eles encontram uma casa desconhecida. Começa o pesadelo: lá mora o louco que pediu carona, o mascarado Leatherface e o resto da família de canibais, que usam serras elétricas, martelos e coisas do tipo para matar pessoas.

12 - O Exorcista
( The Exorcist, EUA, 1973)
Baseado no livro de William Peter Blatty. Linda Blair é Regan, uma menina misteriosamente possuída por uma força maligna, que a faz levitar e rodar a cabeça, entre outros terríveis fenômenos. Em pânico, sua mãe chama um lendário exorcista para livrá-la do que parece ser o demônio. Indicado a 10 Oscars, tendo ganho de roteiro e som. Devido ao seu grande sucesso, O Exorcista foi relançado em 2000 em uma versão com algumas cenas a mais.

13 - A Noite dos Mortos Vivos
( Night Of The Living Dead / Night Of The Flesh Eaters, EUA, 1968)
Um satélite cai numa pequena cidade da Pensilvânia e sua radiação faz com que os mortos deixem suas tumbas e saiam à caça de pessoas vivas, pois se alimentam de carne humana. Numa fazenda, um grupo de pessoas armam uma barricada na tentativa de sobreviver ao terrível ataque dos mortos-vivos, que só podem ser mortos (mais uma vez) com um tiro na cabeça.
14 - Blood Feast, 1963
Um maníaco mata várias mulheres no subúrbio de Miami sem deixar pistas e usa parte do seus corpos para trazer de volta à vida uma deusa egípcia, enquanto um policial tenta pegá-lo.

15 - Black Sunday, 1960

Uma bruxa e um fiel servo retornam do túmulo após 300 anos, para começar uma vingança de sangue. Ela quer possuir o corpo de uma bela moça, mas seu irmão e um jovem médico estão no seu caminho.

Ciclo de Documentários Itaú

CINCO SOBRE CINCO - documentários.

Vale a pena (fui ao de ontem), e é “de grátis!”)

18 de agosto de 2008 - Segunda-feira

Margem (Maya Da-Rin, Rio de Janeiro, 2007, 54 min) - com a presença da diretora.

19 de agosto de 2008 - Terça-feira

Histórias de Morar e Demolições (Andre Costa, São Paulo, 2007, 54 min)

20 de agosto de 2008 - Quarta-feira

Eu Vou de Volta (Camilo Cavalcante e Cláudio Assis, Pernambuco, 2007, 54 min)

21 de agosto de 2008-Quinta-feira

Procura-se Janaína (Miriam Chnaiderman, São Paulo, 2007, 54 min)

22 de agosto de 2008- Sexta-feira

Diário de Sintra (Paula Gaitán, Rio de Janeiro, 2007, 54 min)

Horário: 19 horas

Local: Sala Multimídia do MIS/SC


Na Natureza Selvagem

Jon Krakauer é um jornalista americano, especializado em esportes, principalmente alpinismo. (Não, não errei na grafia de seu nome: é JON, mesmo, sem o h). Sendo eu mesma fascinada pelas expedições ao Everest, leio com imenso deleite tudo que sai sobre elas ( se for pro K2, também serve…) Assim, devorei NO AR RAREFEITO em dois dias, e adorei. E, obsessiva como sou, quando gosto de alguma coisa, vou acompanhando o que foi traduzido depois: Sobre Homens e Montanhas, Na natureza selvagem e Pela bandeira do paraíso.

Escritor classificado na seara do Jornalismo Literário, Krakauer é muito bom de se ler. Houve uma reportagem sua sobre a expedição ao Everest, em revista americana de alpinismo, em que atribui boa responsabilidade das mortes daquela temporada relatada em In thin air, a um guia russo da equipe. Em sua defesa, o guia deu uma série de entrevistas para um jornalista francês, que fez muito bem a averiguação toda, e saiu um outro ótimo livro:não lembro os nomes, sorry!

Li Na Natureza selvagem quando saiu no Brasil, e com muito prazer, como sempre, sempre que leio Krakauer. Mas não passou disso, a história de um jovem idealista sonhando em levar uma vida de aventuras como a que fora levada por escritores do passado que tinham vivido em comunhão com a natureza (Jack London, Thoreau), sem se dar conta de que seres urbanos de hoje não têm preparação para enfrentá-la, a menos que se preparem adequadamente para isso. E ele , sonhador por excelência, gauche ao extremo não o fez: achou que bastava sonhar…

Na Natureza Selvagem, o filme, porém, me causou impacto emocional muito grande. Porque não sei se o Sean Penn - bom demais, seja como ator, seja como diretor - forçou a mão, ou se a redução a que o filme obriga, aquela condensação maior, tornaram muito mais cruel o que houve com o guri. Alguém gauche, tão despreparado para a vida como sempre fui (fator fodido de identificação), mas que acabou morrendo por causa disso.
Um jovem recém-formado na uniersidade, daquela boa classe média americana, decide viajar pelos Estados Unidos, em busca de liberdade e aventura, e acaba indo para o Alasca. E é aí que a coisa complica. Paisagens lindas, raciocínios lindos ( o diário que o menino escreveu acaba sendo utilizado aqui), mas uma tristeza, uma tristeza, que não tem tamanho! Talvez porque a vida seja uma puta que nunca cede aos nossos apelos, e exija suas próprias condições, sei lá… Que desperdício: de inteligência, de talento,de emoções, porra! Não me conformo!

PS.: para uma mulher inteligente, às vezes consigo ser bem burrinha… Mas a diferença toda entre o livro e o filme é que o livro é grande reportagem, impõe um certo distanciamento (mesmo  com aquele traço literário que o JL dá…) e o filme é uma ficcionalização, com bons atores VIVENDO ali, na nossa frente…

Dirigido por Sean Penn e com Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt, Catherine Keener, Jena Malone e Kristen Stewart no elenco, este filme recebeu 2 indicações ao Oscar.

FICHA TÉCNICA:

Título Original: Into the Wild
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 2007
Site Oficial: www.intothewild.com
Estúdio: Paramount Vantage / Art Linson Productions / River Road Films / Into the Wild
Distribuição: Paramount Pictures / UIP
Direção: Sean Penn
Roteiro: Sean Penn, baseado em livro de Jon Krakauer
Produção: Art Linson, Sean Penn e William Pohlad
Música: Michael Brook, Kaki King e Eddie Vedder
Fotografia: Eric Gautier
Desenho de Produção: Derek R. Hill
Direção de Arte: Domenic Silvestri
Figurino: Mary Claire Hannan
Edição: Jay Cassidy
Efeitos Especiais: Entity FX
Elenco
Emile Hirsch (Christopher McCandless)
Marcia Gay Harden (Billie McCandless)
William Hurt (Walt McCandless)
Jena Malone (Carine McCandless)
Brian Dierker (Rainey)
Catherine Keener (Wayne Westerberg)
Kristen Stewart (Tracy)
Hal Holbrook (Ron Franz)
Zach Galifianakis (Kevin)
Robin Mathews (Gail Borah)
Bryce Walters (Christopher McCandless - 4 anos)
Steven Wiig (Steve Koehler)

A Antropóloga

O filme do Zeca Pires tem já um clipe no you-tube.

Dêem aí uma olhadinha!

http://www.youtube.com/watch?v=ibkhpOjMTwU

O banheiro do Papa

O Carrión mora no prédio em frente ao meu, e seu quarto dá para minha sacada. Cortinas azul-escuro, sempre fechadas. Por razões que desconheço, Speck e ele trocaram de quarto. Agora as cortinas estão sempre abertas - ou quase sempre. Hoje vi Speck ali,e fui falar com ele, pois combinamos discutir um CD do João Bosco. Só não poderia ser hoje, porque eu estava saindo pra ir ao CIC ver este filme, O banheiro do Papa, que ia passar às 18:15.

Ontem vi o Meireles recomendar o filme na TV, e me animei. Speck também recomendou: um belo reforço.

É uma co-produção Brasil-Uruguai, mas é um filme uruguaio, cuja história se desenrola em Melo, perto da fronteira dos três países do cone sul. O Papa vai visitar a cidade, e as pessoas fazem planos mirabolantes, esperando mais de 20.000 brasileiros, depois 40.000, depois 60.000, que iriam até lá para ver Sua Santidade. Ignoravam que o papa já estivera no Brasil, e entre Melo e uma grande cidade brasileira, os fiéis do Brasil iriam vê-lo por aqui, mesmo…

As pessoas pobres de Melo resolvem investir na visita: se endividam, se aplicam, vão fazer lanches para vender, ganhar algum dinheiro e melhorar de vida. Como diz o Negro, continuarão pobres, “pero con plata”…

Beto, o protagonista, um muambeiro, tem brilhante idéia, mais uma: os visitantes vão precisar de banheiro. Em sua casa o que existe é uma “casinha” daquelas mais antigas. Vende a alma ao diabo, e consegue construir. Mas falta o vaso sanitário, e ele vai a Aceguá comprar, no último minuto, sacrificando o futuro da única filha. A cena mais patética do filme, patética mas comovente, é vê-lo aparecer na TV, aos olhos de mulher e filha, atravessando a multidão com o vaso nas costas - a bicicleta confiscada pelo policial atrabiliário…

Comovente também é ver aquele povo , que mal tem pra comer, olhar desolado para os montes de pastéis , de lingüiça, de pão, tudo sobrando, e ainda fazer piada: vamos ter lingüiça até o Natal… E no dia seguinte começam a se reerguer, reiniciam a vida, e, usando o banheiro novo, Beto tem mais uma de suas brilhantes idéias… Que lugar poderia ser mais adequado?

Lindo, lindo filme, com alusões interessantes - como aos Diários da Motocicleta do Chê - boa fotografia, atores adequados pro seu papel. O ator que faz o Beto tem uma semelhança extraordinária com o Belchior… O Meireles recomenda, o Speck recomenda, eu recomendo. Não percam!

Zweig, última personagem trágica

Vamos falar sobre Lost Zweig, filme de Sylvio Back. Mas, antes de começar, vou me dar o luxo de repetir uma historinha que vivia contando pros meus alunos.

Na Roma Antiga, um pintor romano expunha seus quadros numa galeria da cidade, e gostava de se esconder atrás das cortinas que havia a um canto, para ouvir a opinião mais livre dos visitantes. Um dia, ele escondido, passou por lá o sapateiro vizinho, a quem ele conhecia bem. O sapateiro olhou atentamente quadro por quadro, e em todos criticou detalhes das sandálias que as personagens retratadas calçavam. Após sua saída, o pintor foi olhar os quadros, e concordou com ele: as sandálias não estavam bem, poderiam ser melhoradas. Trabalhou nelas duramente, e uma semana depois, o sapateiro voltou. Ao re-examinar os quadros, ficou tão orgulhoso de ver que seus palpites tinham sido seguidos, que se pôs a criticar todos os outros elementos dos quadros.

links para o treiler: http://tvuol.uol.com.br/cinema/trailers/2006/03/14/ult2489u727.jhtm

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