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Mais frases!

Estas foram presentim de segunda - pra alegrar a semana! - do compadre Flávio José Cardozo. Gostei tanto, que trouxe pra vocês. E com uma observação: não pode haver ninguém chamado Frangonildo, acho que Flávio inventou este nome!

- O casamento é o preço que os homens pagam pelo sexo;o sexo é o preço que as mulheres pagam pelo casamento. (Anônimo)

- Não confio em produto local. Sempre que viajo, levo meu uísque e minha mulher.
(Fernando Sabino)

- É graças a Deus que o Brasil tem saído de situações difíceis. Mas, graças ao diabo, é que se mete em outras. (Mário Quintana)

- Só acredito naquilo que posso tocar. Não acredito, por exemplo, em Luiza Brunet.
(Luis Fernando Veríssimo)

- Política tem esta desvantagem:de vez em quando o sujeito vai preso em nome da liberdade.
(Stanislaw Ponte Preta)

- Muitas mulheres consideram os homens perfeitamente dispensáveis no mundo, a não ser naquelas
profissões reconhecidamente masculinas, como as de costureiro, cozinheiro, cabeleireiro,
decorador de interiores e estivador. (Luís Fernando Veríssimo)

- Ninguém faz tudo bonito sempre. Até Deus. Ele fez o cavalo e também o rinoceronte.
(Vinicius de Moraes)

- O primeiro economista do mundo foi Cristóvão Colombo: quando saiu, não sabia para onde ia;
quando chegou, não sabia onde estava. E tudo por conta do governo.
(Ronaldo Costa Couto) (BOA DEMAIS, BOA DEMAIS!)

Democracia neste país é relativa, mas corrupção é absoluta.
(Paulo Brossard)

- A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa.
(Jô Soares)

- Nunca se ache demais, pois tudo o que é demais sobra, tudo o que sobra é resto e
tudo o que é resto vai para o lixo. (Anônimo)

- Fiz um acordo de coexistência pacífica com o tempo: nem ele me persegue, nem eu fujo dele.
Um dia a gente se encontra. (Mário Lago)

- Fuja das tentações, mas devagar, para que elas possam te alcançar…
(Anônimo)

- O homem é um ser tão dependente que até pra ser corno precisa da ajuda da mulher.
(Anônimo)

- O isopor é meu pastor e a cerveja não faltará.
(Anônimo)

- Existem três tipos de mulher: as bonitas, as inteligentes e a maioria.
(Anônimo)

- Época triste a nossa… mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito!
(A. Einstein)

- Uma mentira pode dar a volta ao mundo… enquanto a verdade ainda calça seus sapatos.
(Mark Twain)

- A família é como a varíola: a gente tem quando criança e fica marcado para o resto da vida.
(Jean Paul Sartre)

- Nunca se explique. Seus amigos não precisam, e seus inimigos não vão acreditar.
(Anônimo)

- Se meus inimigos pararem de dizer mentiras a meu respeito, eu paro de dizer verdades a respeito deles.
(A. Stevenson)

- Não se ache horrível pela manhã:acorde ao meio dia!!!
(Anônimo)

- Em dia de tempestades e trovoadas o local mais seguro é perto da sogra, pois não há raio que a parta.
(Anônimo)

- Se um dia, a pessoa que você ama lhe trair, e você pensar em se jogar de um prédio, lembre-se:
Você tem chifres, não asas… (Anônimo)

- A mulher deve sempre sonhar com um homem fiel e obediente…Só não deve querer transformar o sonho em realidade. (Anônimo)

- Não gosto de enterros. Se eu for no meu, vou a contra gosto. (Frangonildo Barbosa)(NÃO ACREDITO NESTE NOME, PÔ!)

- Errar é humano, persistir no erro é americano, acertar no alvo é muçulmano.
(Autor anônimo)

- Crianças nós somos, a vida toda. O que muda são os preços dos brinquedos.
(Autor Anônimo)

- Roubar idéias de uma pessoa é plágio. Roubar de várias, é pesquisa.
(Autor Anônimo)

- Por maior que seja o buraco em que você se encontra, sorria, porque, por enquanto, ainda não há terra em cima. (Autor desconhecido)

- Só o Ctrl+S salva! (Autor Anônimo)

- Aquele que, ao longo de todo o dia: é ativo como uma abelha, forte como um touro, trabalha que nem um cavalo, e que ao fim da tarde se sente cansado que nem um cão… deveria consultar um veterinário.
É bem provável que seja um grande burro. (Autor Anônimo)

Recadim pros compadres blogueiros

Fui a Blumenau, ano passado, assistir a uma apresentação do João Bosco com uma banda alemã de jazz. Pedi socorro pro compadre (e amigo) cronista Maicon Tenfen, e ele gentilmente tirou o ingresso pra mim,e fez reserva no Hotel Glória - que fica perto do teatro. No dia seguinte, ainda me deu carona pro retorno, pois estava vindo a Floripa.

Chovia que era um horror, e viemos batendo papo animadíssimo, porque é algo que não faz falta a nenhum dos dois: assunto. Maicon tinha acabado de assumir a direção da editora da FURB (Fundação Universitária da Região de Blumenau) e me lançou isca sedutora: que tal fazeres uns livros didáticos sobre a atual literatura feita em Santa Catarina? (Sabia da coletânea de contos que organizei, da qual faz parte - O novo conto catarina, EdUFSC. 2008).  Fiquei de pensar,  mas caí na esparrela,  e topei.

Pensei em três livros, não muito grandes: poesia, prosa de ficção, prosa de não-ficção. Maicon pediu que pensasse num pras crônicas, também, franzi o nariz (não tinha pensado nisso…), mas tudo bem.

Comecei pela poesia, e fui fazendo. Selecionar poetas e poemas foi fácil e prazeroso, mas é difícil comentar, explicar, ser DIDÁTICA em nível de secundário - que nunca foi minha praia, porque sempre fui professora universitária, sem outro tipo de experiência. Uma “puta responsa”, como diz a gurizada.

Para os cronistas, ofereci parceria para o Italo Puccini, que mora em Jaraguá. Ele aceitou, trabalhamos juntos: faço os daqui, do litoral, ele faz os de lá,os do norte do estado (dos que publicam lá, of course - sou daqui  e publico no AN),  trocamos figurinhas pela internet. E falar de crônicas está sendo fácil e rápido. Escolher as três de cada um, as que entram no livro, é mais difícil, de vez em quando me embanano e peço socorro pro autor. E eles têm atendido prestamente, indicando suas favoritas.

Quero encerrar esta função o mais rápido possível - na pior das hipóteses, até 15 de setembro - pra poder revisar, juntar com  a parte do Italo, e me dedicar aos outros dois livros.  Mandamos este pras editoras interessadas (são duas) e esperamos que saia o parecer dos relatores.Se rejeitarem, partimos pra outras, que não somos de desistir. Mas confio no meu taco (expressão mais sacana!) e acho que está ficando muito bom, não vai dar problemas…

Como vocês sabem, atualizo o blog diariamente - o que demanda tempo,e costumo responder os comentários, mais um tempo. E dou sapeada (linda palavra!) nos blogs de amigos e outros. E tem a crônica semanal pro Anexo do AN, texto com dead-line rígido: escrevo normalmente nas segundas, reviso na manhã de terça e envio pra eles - sai na quinta. Antes tinha sempre algumas de reserva, e ainda tenho, mas acabo deixando lá - não gosto muito das que ficaram guardadas, e felizmente nunca me falta assunto…

Tudo isso pra dizer que vou passar uns tempos sem poder fazer visitinha procês, meus compadres e comadres blogueiros… Mas, quando eu voltar, vou pedir aquele cafezinho fresco e fumegante, e umas fatias de bolo ou cuca no capricho! Beijão, e confesso que vou sentir falta! (se puder, dou umas escapadinhas de vez em quando e apareço de repente!)

Marcelo Mirisola

Já na época em que eu professora do LLV da UFSC, colega me recomendou muito o livro de um novo autor, que tinha acabado de ler, e do qual tinha gostado muito: O azul do filho morto, de Marcelo Mirisola. Comprei, li, e também virei fã: gostei demais.

Quando fui removida (a meu pedido!) pro Departamento de Jornalismo, comecei a ter leituras mais dirigidas para aquele curso, e não acompanhei tão de perto os autores nacionais que não fossem do interesse de meus programas de ensino. Assim, acabei lendo prioritariamente muitas grandes reportagens em livro, ou romances de jornalistas, como Carlos Heitor Cony ou Flávio Louzeiro.

À beira da aposentadoria, há cerca de um ano, comecei a criar o que denominei “estoque de atualização”. Neste grupo estavam dois livros do Mirisola: Fátima fez os pés pra mostrar na choperia e O herói devolvido. E daí, num domingo fatídico, li uma entrevista dele no Cultura do Estadão. E Marcelo foi tão infeliz naquela entrevista, tão escroto, pra dizer em bom português, que peguei enorme ojeriza: não leio mais nada desse cara! E pus os livros dele na última prateleira da estante, aquela que não consigo alcançar, a não ser com a escada de cinco degraus…

Mas sábado passado, dando uma olhada na TV Cronópios (www.cronopios.com.br) vi que tinham feito uma entrevista com ele. Resolvi arriscar. Ao vivo e em cores, como ele é simpático e espontâneo, suas colocações não foram tão pesadas. Mas as idéias ainda são as mesmas.

Com a afirmação de que concursos literários são um exercício de compadrio, até concordo. Já ouvi algumas histórias que não depõem muito a favor do resultado desses grandes concursos. Mas Marcelo faz algumas colocações meio indiferenciadas, simplistas demais, especialmente a de que autor só consegue destaque e sucesso se participar das festas todas, for simpático e amigável com todo mundo. Não é bem assim, né? Se fosse, nada explicaria o prestígio de um Dalton Trevisan, por exemplo, criatura arredia e ranzinza. Há outras variáveis atuando, como fazer parte do eixo Rio-São Paulo, acertar a mão em estilo e tema, ter a sorte de publicar por editora que invista em seus autores - e não em termos de grana, apenas.

Fiquei achando que entre meias verdades e muito ressentimento, escondidos sob uma capa de franqueza excessiva, Mirisola se indispõe com o mundo editorial… e mais ainda consigo mesmo, inclusive desvalorizando, muitas vezes sem razão, a obra de colegas escritores. Mas posso me esquecer da bronca anterior, e voltar às boas com ele e sua obra. Logo que puder, retiro seus livros do exílio a que os submeti, e vou ver se ele é tão bom quanto ele mesmo acha…

PS.: lembrei depois dele dizendo na entrevista que - formado em Direito pela UFSC - foi o único aluno a ler Kelsen, um teórico alemão famoso da área. Posso garantir que não foi:testemunhei inúmeras discussões de minha filha - também formada em Direito pela UFSC - e sua turma, em desespero diante da necessidade de entender Kelsen. Era uma turma grande, e todos tinha lido ou estavam lendo…

Virando eco…

Infelizmente, não estou virando a deusa Eco, embora dessas coisas de se apaixonar por Narciso eu até entenda… e compartilhe da sina (hehehe…) Mas começo a me preocupar com o que eu mesma tenho produzido de lixo e de poluição pelo mundo. E olhem que moro sozinha, e não tenho carro… Assim, ando atenta a dicas ecológicas, e ontem assisti a alguns programas da E! (Enternainment Television, canal 50 da TVA) em que alguns famosos se posicionavam dessa maneira, e contavam, na maior, o que andam fazendo para diminuir a carga destrutiva que o planeta anda recebendo destes seres humanos, a espécie mais deletéria que existe. Se eles podem, eu mais ainda!

Como fiz algumas anotações a partir de certas vinhetas do Home and Health ( Canal 59 da TVA, tá OK? Ih, tou aprendendo coisas na TV - não é que ela tem alguma serventia?), repasso procês. Muitas já experimentei (inclusive as de beleza, embora não tenha ficado mais bonita…) e sua eficácia recomendo. Limpar geladeira (um saco, já sei…) com água morna e bicarbonato de sódio funciona e desodoriza. Vantagem adicional e ótima: sai MUITO, mas MUITO mais barato!

Esta semana, depois de eu lhe encher o saco, em doutrinação, por cerca de dois meses, a faxineira resolveu experimentar, também. Me disse: tá bom, vou limpar o banheiro na base do vinagre de álcool, vinagre branco. Dali a pouco me chama: venha ver! Ela tinha passado na porta do box, que é blindex, e estava ótima: desengordurada, limpinha e brilhando… Animou-se toda, e o banheiro ficou que foi uma beleza. Sua única queixa: cadê o cheirinho? Perfume pra quê? O cheiro de vinagre aparece no início, mas em 15 minutos desaparece. Como o tal “perfuminho”, que faz um estrago danado pra quem sofre de rinite ou sinusite.

Abaixo coloco algumas das dicas, para que vocês aproveitem. Cuida-se da saúde do planeta, e das nossas finanças, junto. Meu único senão, até aqui, é saber como substituir os sacos plásticos de lixo. Espero palpites, por favor!

1. Para nutrir pele e cabelos:

Um ovo. Separe a clara da gema.

Passe a gema nos cabelos: nutre , hidrata, dá brilho e auxilia no crescimento deles. Deixe meia-hora, lave com xampu - cheiro sai todo (fiz e dá certo).

Passe a clara no rosto: é ótimo hidratante e esfoliante. Deixe quinze minutos, e enxágüe com água morna.

2. Para limpeza de pele:

1 tomate - corte ao meio, esfregue suavemente no rosto. É bom para limpar a pele, e auxilia na retirada dos cravos.

3. Para limpeza da casa em geral: 4 partes de água e 1 de vinagre de álcool, coloque num spray, e borrife a superfície que deseja limpar. Esfregue com uma escovinha de dentes, e depois passe um pano seco.

4. Para os vidros: ¼ de xícara de vinagre de álcool, ¼ de xícara de água. Umedeça um jornal com a solução, e esfregue na vidraça. Use depois um pano seco.

5. Para a geladeira, use bicarbonato de sódio com água e sal. Esfregue com uma escova de dentes.

6. Para o vaso sanitário: 1 xícara de bórax e ½ xícara de vinagre. Deixe durante a noite, e pela manhã esfregue com a escova. (vou ver onde se compra bórax, aviso depois).

7. Para a cozinha: suco de limão. Borrife e passe um pano (usei no forno, e tá garantido!). Se a superfície estiver muito suja: suco de limão e ¼ xícara de bicarbonato. Fica uma pasta.

Deixe agir um pouco, e enxágüe.

8. Para mãos ressecadas - aveia, mel, suco de limão. Faça uma pasta. Espalhe nas mãos. Ponha uma luva, deixe por 20 minutos e enxágüe.(Use luva que dê pra jogar fora, Caso contrário, é uma meleca pra limpar!)

O sapo

(presente de um amigo, poema sem autor declarado. Mas gostei, gostei!)

O sapo

- Olha um sapo! Ih ! que feio! …
Vou matá-lo num instante
E traçar de meio a meio
Animal tão repugnante.

Eu não sei para que medra
Bicho tão feio e tão mau:
Vou esmagá-lo co’uma pedra
E depois cravar-lhe um pau.

- Não o mates. Porque odeias
O inofensivo animal,
E matá-lo tanto anseias ?
Acaso já te fez mal ?

- A mim não: mas, porventura,
Não sabes que os desta raça
Fazem muita desventura
E causam muita desgraça ?

- Pobre do sapo, coitado,
Que não faz mal a ninguém !
Porque há-de ser odiado,
Se afinal só nos faz bem ?

- Lança veneno a distância
E de cegar é capaz …
- Revela ignorância
Quem to disse, meu rapaz.

- É feio não gosto dele;
Repara que boca enorme !
Não vês as rugas da pele
Como o tornam tão disforme ?

- Em tudo quanto tens dito
Há somente esta verdade:
“o sapo não é bonito”
Tudo o mais é falsidade.

É feio, sim: mas que importa
Que seja o pobre animal,
Se limpa o jardim, a horta
Sem nos causar nenhum mal ?

O prejuizo que evita
Sabes lá a quanto monta ?
Destrói, no campo que habita,
Bichinhos vários sem conta.

Vermes, caracóis, insectos,
Alguns bastante daninhos,
De que os campos são repletos
Come-os como passarinhos.

Merece-nos, pois, respeito
E as melhores atenções.
Ser feio só é defeito,
Se s~so feias as acções.

É feio ? Sim, na verdade,
Não tem o talho perfeito:
Mas que tem a fealdade ?
É o ser feio um defeito ?

Não julgues as criaturas
Somente pelas feições:
Vê se são dignas e puras,
Julga-as por suas acções.

(Do livro de leitura da 3ª classe de 1951)

Deu a louca no sapinho!

Publiquei meu primeiro livrinho de sapo, O Sapo Azul, em 2000. Foi ilustrado pelo Mano (José) Alvim, fazendo experiências com desenho em computador, é em preto e branco, e ficou uma graça. A capa é branca, com um vazado em formato de sapo, que mostra a primeira página, que é… azul, naturalmente, a única cor no livro. Foi edição da autora, e pensou-se principalmente em fazer o melhor com poucos recursos. (Não me peçam, está esgotado!)

Foi a partir daí que começaram a me dar sapos de presente. Tinha até sapo do Laos e do Tibete, gentileza da Larissa Junkes,q ue andou fazendo TCC por lá. Tinha sapo italiano, sapo francês, sapo japonês, mas a maioria era de sapos brasileiros, mesmo, uns feios, outros bonitos, sapos, sapos e mais sapos, todos coaxando neste verde charco que é minha casa. Tinha até sapo pornô, com uma enorme estrovenga nada sapal, onde se situava, estrategicamente, um copo, hehehe… (Um dia o copo quebrou, e a faxineira, evangélica, deu jeito de que aquele sapinho indecente também fosse pro beleléu…)(mas fiz um conto em homenagem a ele, e ficou muito divertido - não, não mostro! Que gente mais xereta, sô!)

Mas eu morava numa casa meio grande (não muito), cheia de estantes, pelas quais eles se espalhavam, com muito espaço para todos. Ao vender a casa e me mudar prum quarto e sala, estava não só assumindo o risco de não me adaptar a essa nova opção. Tive que me desfazer de móveis, livros, estilo de vida… e de
muitos dos meus sapinhos. Fiz várias triagens: na primeira, me livrei dos mais feios; na segunda, dos não tão bonitos; alguns se quebraram na mudança e outros desapareceram (eram pequeninhos, talvez tenham passado despercebidos, embrulhados como estavam, de um em um).

Foi depois que saiu A Sapinha Meiga (também esgotado!), ano passado, que realmente começou a invasão de sapos aqui em casa. De novo tenho sapo pra todo lado, de pelúcia, de plástico, de louça, de madeira, de vidro, de tecido. Muitos de presente, outros comprados por mim, que não resisto ao apelo batráquio…Tenho até edredom e duas almofadas de sapos… Tenho chaveiros, pendurados nos cabides do banheiro… E foi justamente um desses, o de pelúcia, que pirou de vez, esta madrugada.

Era um sapinho de pelúcia verde, pequeninho e feio, presente de um amigo de Xarraguá. Ficava ali quietinho, dando sua nota colorida num banheiro muito feio… Gostava dele, como gosto da pessoa que o deu de presente. Nunca fez barulho algum, eu nem sabia que podia. Daí levantei às seis, como sempre, e quando entrei no banheiro, ele começou a piscar uma luzinha vermelha e a fazer um ruído que deveria ser um croaaac-croaaac, mas era um soma disso com um outro ruído não identificável, como o de um camundongo preso em ratoeira.

Primeiro foi engraçado, mas ele se assanhava cada vez mais, e não queria parar de jeito nenhum. Apalpei, apertei, procurei a bateria, apertei pra todo lado, pra ver se desligava… e nada! Pensei: vou esperar um pouco, pra ver se a bateria acaba. Meia hora, 45 minutos, e aquele ruído interminável (se fizesse croaaac-croaac, talvez eu deixasse passar…). Fui lá, apalpei-o todo outra vez, e ele nem tchuns. Gosto dele, e pensei: quem sabe se eu brigar ele pára?

Olhei bem séria pra ele, e falei, com aquela voz de mãe-de-saco-cheio: pára já com isso, ou levas umas marteladas! E, exatamente como filhos fazem, ele nem pelota… Daí o saco encheu, mesmo, e joguei-o solenemente na lata de lixo. E levei o lixo embora, porque ele continuava o barulhinho e o acende e apaga vermelho lá dentro. Agora, tou tristinha, aqui, como se tivesse perdido um amigo…

As avós são o máximo!

(com o que concordo plenamente…)(e Magaly continua imbatível!)

Perguntaram a uma menina de nove anos o que ela gostaria de ser quando crescesse.
Ela respondeu:
- Eu gostaria de ser avó!
Ao ser interrogada sobre o porquê dessa idéia, ela completou:
- Porque os avós escutam, compreendem. E, além do mais, a família reúne-se inteirinha na casa deles.
E a menina continuou:
- Uma avó é uma mulher que não tem filhos. Ela gosta dos filhos dos outros. Um avô leva os meninos para passear e conversa com eles sobre pescaria e outros assuntos parecidos.
Os avós não fazem nada, e por isso podem ficar mais tempo com a gente. Como eles são velhinhos, não conseguem rolar pelo chão ou correr. Mas não faz mal. Levam-nos ao shopping e nos deixam olhar as vitrines até cansar.
Na casa deles tem sempre um vidro com balas e uma lata cheia de suspiros.
Eles contam histórias de nosso pai ou nossa mãe quando eram pequenos, histórias de uns livros bem velhos com umas figuras lindas.
Passeiam conosco mostrando as flores, ensinando seus nomes, fazendo-nos sentir seu perfume.
Avós nunca dizem ‘depressa, já pra cama’ ou ’se não fizer logo vai ficar de castigo’. Quase todos usam óculos e eu já vi uns tirando os dentes e as gengivas.
Quando a gente faz uma pergunta, os avós não dizem: ‘menino, não vê que estou ocupado? Eles param, pensam e respondem de um jeito que a gente entende. Os avós sabem um bocado de coisas… Eles não falam com a gente como se nós fôssemos bobos. Nem se referem a nós com expressões: ‘que gracinha!’, como fazem algumas visitas. O colo dos avós é quente e fofinho, bom da gente sentar quando está triste.
Todo mundo deveria tentar ter um avô ou uma avó, porque são os únicos adultos que têm tempo para nós.
(Autor desconhecido)

Em Brusque

Estive em Brusque a convite da escritora, cronista, poeta… e amiga Suzana Mafra, para participar de eventos do aniversário da cidade: Brusque completa 148 anos. Eu lançaria a coletânea lá, na noite de quinta, já que há duas escritoras da terra que mostram seus contos ali, e daria uma Oficina de Crônicas na sexta.

Minhas passagens por Brusque têm sido sempre relacionadas ao circuito de compras, que aliás é ótimo. Mas minha relação com as cidades são sempre em função de pessoas, que é o roteiro turístico que me interessa. E, antes de Suzana, os brusquenses que conheci e conheço não moram mais lá.

Fui com carro da prefeitura , que veio buscar a mim e a Inês Mafra, irmã de Suzana, poeta das mais boa, escritora também, e também com conto na coletânea. Foi viagem muito agradável, um motorista muito simpático, o Tiago, seguro, tranqüilo, apesar de jovem. A tarde estava bonita, num dia que tinha amanhecido com chuva, e estava quente, mas não demais. Fomos por dentro, por Tijucas, e quando subimos a serra após São João Batista, a neblina se espalhava bonita pelas encostas. Eram seis horas da tarde, estava escurecendo, e eu ia ficar no Hotel Veneza, no centro, e Inês na casa da mãe dela.

O Hotel Veneza é bom, simples, limpo, quartos bem modernizados, ar condicionado, TV a cabo. E TV a cabo com a maioria dos canais, nada daquele engodo chamado “Pacote para hotel”, com os canais de esporte e notícias, muito ao gosto de executivos… e mais ninguém. (Bem, suponho que executivos formem a maior parte da clientela, mas é dose agüentar aquilo…) Um único defeito: o posto ao lado fica aberto durante a noite, tem loja de conveniências e quando não é o som dos carros a mil decibéis, é papo de bêbados ( o que inclui bêbadas…) também a todo volume.

Depois de um banho e de me arrumar, comi alguma coisa num local ao lado do hotel, chamei um táxi e fui para o local do evento: a Fundação de Cultura e Biblioteca Municipal. Suzana tinha ido em casa se arrumar, e eu não conhecia absolutamente ninguém. E ninguém me conhecia. Por sorte, Inês chegou logo, e fiquei me sentindo menos desamparada… Havia uma exposição de ilustrações da Márcia Cardeal, mostrando a linha do tempo de sua carreira, sempre legal de se ver, este desenvolvimento de estilo e aperfeiçoamento contínuo de um artista… e artista talentoso ainda mais, caso de Márcia.

Mas depois foi legal. De início me olhavam meio sobressaltados - professora da UFSC, escritora, cronista do AN - parece que assusta as pessoas. Mas depois que me ouviram falar, na apresentação da coletânea, me acharam muito simples e simpática (foram dizer isso pra Suzana), adoraram o que eu disse e vieram falar comigo feito um enxame, foi até bonito de ver. Um senhor de Brusque, casado com uma japonesa de Sampa (eles moraram lá muitos anos, até a aposentadoria) fez questão de vir apertar minha mão - era a primeira professora da UFSC que ele conhecia. E eu ri: isso me espanta; afinal, somos mais de dois mil, não é nada difícil encontrar algum por aí… Ele não queria acreditar.

Pela manhã caminhei pelo centro, atravessei a ponte, fiz fotos, fui ao Banco do Brasil pagar o Visa. Parei num café, tomei uma média enquanto lia o Santa que tinha comprado na banca em frente . (O Santa, pra quem não sabe é o “Jornal de Santa Catarina“, também da RBS, que circula principalmente pelo Vale do Itajaí).

Ás onze as irmãs Mafra vieram me pegar no hotel e fomos almoçar no Schumma, lá em Guabiruba. O Schumma é abreviação carinhosa de Schummacker, e é restaurante tradicional ali, que serve todo dia uma maravilhoso “mareco com r-epolho r-oxo” como eles dizem (pronunciem o r sempre como vibrante simples…) O restaurante foi reformado, atualizado, mas manteve o mesmo formato, que é muito agradável - o pessoal que atende, também. O almoço é servido quase imediatamente, e a fartura do que vem pra mesa é espantosa: marreco com seu recheio, chuleta de boi, frango, macarrão com e sem molho, arroz, aipim cozido (se desmanchando…bem como gosto!), farofa maravilhosa com batata palha junto, repolho branco, repolho roxo, saladas… AFE!

A Oficina à tarde (das duas às cinco) foi bem legal, lá num salão do sótão da casa da Fundação - que é linda! Um pessoal pra lá de animado e simpático, todos dispostos a se tornar cronistas, uma atividade que não paga bem, mas dá muita visibilidade. E, em dando visibilidade, abre caminhos para muita coisa. Agora nos correspondemos por email. Deixei três crônicas encomendadas, e se o pessoal cumprir direitinho o que prometeu, vamos escolher as melhores e tentar publicar. Vai ser jóia!