Nada como uma filha orgulhosa, né, Aninha?
Cristovão Tezza obteve o primeiro lugar no Prêmio Portugal Telecom, que maravilha!
É mesmo seu ano, sem dúvida. Já posso descruzar os dedos, ufa! Obrigada pelo aviso, Aninha!
Nada como uma filha orgulhosa, né, Aninha?
Cristovão Tezza obteve o primeiro lugar no Prêmio Portugal Telecom, que maravilha!
É mesmo seu ano, sem dúvida. Já posso descruzar os dedos, ufa! Obrigada pelo aviso, Aninha!
Acabo de receber email do Jonas, me contando que o Cristovão Tezza ganhou o prêmio da BRAVO!, com o seu livro O filho eterno…
” Foi bem legal, de toda forma. Ele ficou feliz, dedicou à esposa. E contou para uma repórter que vai publicar uma história de amor em 2009. Na próxima Bravo, anyway, tem um conto inédito dele.”
Puxa, esse menino Cristovão tá demais de “inzibidu”. Mas merece, merece!
Magaly continua repassando uns textos ótimos!Não sei onde ela os encontra, mas eu adoro!
Olhem só este aqui:2009 será
O ANO DO CONSUMISMO
ALEGRE-SE!
Segundo um dos mais renomados especialistas em economia e tendências do consumidor da Argentina, devido à atual crise econômica e financeira mundial, 2009 será o ano do…
C O N S U M I S M O
Pois você terá que ficar (em bom castelhano) :
CON SU MISMO CARRO
CON SU MISMO SALÁRIO
CON SU MISMO IMÓVEL
CON SU MISMO VESTUARIO
CON SU MISMO PAR DE SAPATOS
E SOMENTE SE DEUS QUISER…
CON SU MISMO TRABALHO!
Queria ir, seu Rubens da Cunha, mas não posso! Desejo o maior sucesso do mundo!
Olá Amigos
Convido-os para o lançamento da minha
CAIXA-POEMA “VERTEBRAIS”.
Dia 09 de Outubro de 2008
a partir das 18:30 h
Livraria Midas
Rua João Colin, 475
Joinvile - SC
Vertebrais, meu quarto livro, busca sair do suporte tradicional. A obra Vertebrais compõe-se de quinze livretos, cada um contendo quatro poemas e uma ilustração exclusiva. Os livretos virão em uma caixa. No entanto, também poderão ser adquiridos separadamente, o que permite ao leitor a livre escolha entre ler todas as vértebras que compõe o livro, ou ficar apenas com aquelas de sua preferência.
Os temas abordados nos poemas perpassam a busca pelo divino, e reflexões sobre o amor, o escrever entre outros temas que assombram a condição humana.
Os ilustradores convidados foram Estevão Teuber, Helga Tytlik, Amanda Spitzner, Isabel Rolim e Regina Célia Marcis.
Nas minhas crônicas do AN sai também um email, regicarv13@yahoo.com.br, para contato dos leitores comigo, caso o desejem. Para minha surpresa, recebi hoje, através dele, a seguinte mensagem:
“Meu nome é Antonio,sou Paulistano e moro nesta ilha a 6 anos, mas continuo trabalhando em São Paulo, minha família tem o privilégio de desfrutar a qualidade de vida deste lugar diariamente, e meu sacrifício é compensado por isso. Já tive a oportunidade de viver em outros paises, sou filho de estrangeiros e tenho familiares em alguns países, ou seja , apesar dos meus 40 anos me considero uma pessoa com uma certa “experiência” no que se refere a outras culturas.Desde de criança houvia meus pais, que são Italianos,dizerem que um estrangeiro deve sempre respeitar os hábitos e os costumes de outros países.Em minha cidade, a quantidade de estrangeiros e descendentes é enorme.Quando cursei a universidade(PUC-SP) tive o privilégio de fazer amigos de vários estados do Brasil.Mas vamos ao “ponto” que interessa.Percebo que em Florianópolis existe uma certa preocupação com os “ALIENS” e o que mais me surpreende é que a “elite” formadora de opinião é a mais incomodada.Não gostaria que esta observação fosse interpretada como arrogante ou imperativa, e antes de continuar já me justifico pedindo uma certa compreensão.
Li a sua coluna “O jeito mané de ser”, fiquei um pouco confuso, associei suas palavras a outras colunas, outras matérias de jornais, e outros comentários que se houve por ai.É NITIDO que existe uma dose de preconceito, desculpe a sinceridade, não a conheço, mas, com certeza,a Sra. deve ter cultura suficiente para entender expressões como “ALIENS”,”QUEM É DE FORA”,”ONDAS DE INVASÃO”, “…QUE VÁ MORAR EM OUTRO LUGAR”, etc, são expressões segregadoras.É contraditório seu comentário, de um lado a Sra . se sente discriminada por seu linguajar, ou seja, o mané lhe vê como um “alien” e a SRA. vê o individuo que vem de outro estado como um “alien”?
Não sou psicólogo, mas cabe uma análise.O florianopolitano vem defendendo o mané e sua cultura, como escudo para justificar um tempo em que o único “alien” para a “elite” de Florianópolis era o mané, hoje os “aliens” são os paulistas, cariocas, paranaenses, gaúchos, etc.Estes “aliens” carregam com si conhecimento, cultura e personalidades diferentes dos manés, que na verdade sempre foram segregados, discriminados e obedientes pela casta dominante desta cidade. A saudade do mané é a saudade do servo.
Não me diga que a “Casa grande” e a “Senzala” aqui em Floripa acabou, e que o mané não é a senzala! Se os “aliens” ajudaram inderetamente a desistabilizar esta relação cabe a vocês analizarem . O filho do mané é quem mais se incomoda com a expressão “olholhó”, ele não quer mais ser “mané”, ele quer ser Doutor e frequentar uma universidade como seu filho, meu filho.
Me parece que há uma confusão entre a língua do mané, que é comum a todos que aqui nasceram e a classe sócio-cultural-econômica dos verdadeiros manés.
Se assumiu a expressão “mané” com a chegada dos “alienígenas”, para separar quem é daqui com quem é de fora???
E os negros e mulatos nesta cidade? Não são nem cogitados, é como não existissem,e eles existem, e não são poucos, mas aqui não se aborda este tema.”O problema é o mané”.”Aqui não existem negros ou mulatos”.
Aonde quero chegar é ao fato de que formadores de opinião, que têm acesso para alcançar um público maior, tenham a respo nsabilidade de quebrar barreiras e que sejam responsáveis por não alimentar subliminarmente ou até ingenuamente pre-conceitos segregadores, quem paga são gerações futuras.
Se não me fiz entender, peço desculpas, afinal não sou escritor nem jornalista.Gostaria de esclarecer que a intenção não é insultá-la e sim ter uma resposta de alguém gabaritada e que me possa corrigir se estiver equivocado.
Saudações,
Antonio.”
Bem, não sei muito bem o que responder ao Antônio. O que me parece evidente é que meu texto explica bem meu ponto de vista: ser mané é mais do que um linguajar, é uma cultura e uma forma de se situar diante do mundo e da vida, como a de todas as outras pessoas, venham de onde vierem. Se há preconceito aí, é de outros, não meu. Em mim, existe apenas a constatação de que somos atualmente uma minoria, menos de 30%, se as estatísticas estão corretas, numa cidade que tem inchado violentamente, e essa cultura está desaparecendo, como ele também o constata.
Não há a intenção de julgá-la melhor ou pior, apenas diferente. Não há nada de ruim na diferença, desde que ela seja encarada como tal. E de vê-la com bom humor. Não creio que a situação dos negros em outros locais - exceção talvez feita à Bahia - seja diferente da nossa. E os negros daqui não são discriminados na crônica - eles também são manés.
O que Antônio espera que se diga? Que ele e sua família se tornaram manés, por terem adotado Floripa e sua qualidade de vida -a cada dia mais precária - como lar de adoção? Sejam benvindos, espero de todo coração que sejam felizes aqui. Mas isso não muda o fato de que as mudanças são irreversíveis, e que o futuro não reserva a manutenção dessa cultura dita “mané”.
Se ele tivesse lido com maior isenção, perceberia, por exemplo, que me tornei aliens linguisticamente. Isso é um fato - e contra fatos não há objeção possível. Quando pesquisadores da Universidade dos Açores estiveram aqui, buscando informantes para sua pesquisa lingüística do manesês, fui indicada a eles como possível informante com nível superior de formação. Eu mesma me desindiquei: morei fora muito tempo, há outras variantes em meu registro, não sirvo para sua pesquisa.
Minha tristeza é pela inaceitação de alguns pontos de nosso jeito de ser, como há em relação ao jeito de ser de outros desses “aliens”, também. Somos todos brasileiros, sim. Falamos todos o tal “Português do Brasil”, sim. Mas há variações dialetais múltiplas dentro desse vasto guarda-chuva. E cada uma delas corresponde a traços culturais diferentes - que se manifestam no jeito de ser de cada uma. Gosto de percebê-las, de vê-las com clareza e bom humor, para poder aceitá-las. Fazendo gozação, sim, porque este é meu jeito, mesmo que não seja politicamente correto, tendência hipócrita contra a qual nutro o maior desprezo.. Como existem essas distinções para nacionalidades diferentes - e em todas, compatibilidades, também.
Espero ter me explicado melhor. E a forma como encerro a crônica passa apenas o recado de que devemos continuar sendo do jeito como somos, mesmo que não muito bem compreendidos. Simples assim.
Magaly quem mandou, já se sabe porquê. E é por isso que gosto de sapos e não quero saber de príncipes, hehehe… Maga, esta tem cara de Veríssimo, sim!
Era uma vez, numa terra muito distante, uma linda princesa, independente e cheia de auto estima que, enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo estava de acordo com as conformidades ecológicas, se deparou com uma rã. Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Mas, uma bruxa má lançou-me um encanto e eu me transformei nesta rã asquerosa.
Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A minha mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavarias as minhas roupas, criarias os nossos filhos e viveríamos felizes para sempre…
E então, naquela noite, enquanto saboreava pernas de rã à sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria e pensava: ‘ Nem fo-den-do! ‘ .
(Texto atribuído a Luís Fernando Veríssimo)
Mestre Alcides, grande poeta, grande amigo, tá louco de faceiro: a UBE do Rio está lhe dando o Prêmio Ruth Laus, pelo livro Olhar a vida.
Me sinto homenageada junto! Afinal, o livro me está dedicado, e ao Arno Blass e ao Moacir Loth, seus “cúmplices” que somos no Círculo de Leitura de Florianópolis.
E, como se isso não bastasse, lhe nasceu novo neto, o Lucas Moreno, filho do Loreno e da Patrícia, que estão na Alemanha… O primeiro neto é o menino da Deluana, uma gracinha.
Ele e Denise estiveram lá há pouco, de visita e de turismo, e aproveitaram pra dar uma esticadinha a Praga, pra conhecer a cidade do Kafka. Me trouxeram linda gravura art-nouveau, já devidamente emoldurada e exibida na parede. E a delicadeza é tão grande, que a gravura - da autoria de Mucha - representa a musa da poesia e da música, que andam sempre juntas…
Que dia 30, nada!
Cansei, FUI, só volto às quintas, com as crônicas.
Deixei munição suficiente pra mais uns dias, divirtam-se.
E inté maix vê!
beijos mil.
Últimos Comentários