(Este soneto é da Sandra Fonseca, que conheci através da Ilaine. Tem um blog chamado A solidão das mulheres poetas. Muito, muito bom!)
Recebe a minha alma navegante
Cansada de vagar de sonho em sonho
E o corpo a levitar tão delirante
Lançado a um mar imenso que suponho.
Um corpo de mulher, um barco à vela
No ardor de atravessar dias e noites
Em nau de insensatez, a caravela,
Alheia aos ventos maus, aos seus açoites
Se nada além dos mares me importa
Senão as tuas mãos abrindo a porta
No abraço sem igual de um cais amigo
Que sejas um farol, a luz mais forte,
Brilhando além do mal, estrela e sorte,
Pra ser depois do mar meu porto abrigo.
Tua contribuição tem-me feito repensar meu olhar sobre Poesia. Obrigada.
Dá um passeio em http://recordacoesesentimentos.blogspot.com . É um blog lusitano. É uma delícia acompanhar o ritmo da língua.
Um abraço atrasado pelo teu aniversário; quem recebe o presente somos nós por ter teu entusiasmo ao alcance da mão.
Belo, soneto, iluminou meu domingo.
Beijo
É bom descobrir poetas novas, né?
E assim boas, então, deixam o coração aquecidinho…Na solidão da mulher poeta nunca estamos tão sozinhas.
bj
Clarmi:
teu comentário tinha ido parar no spam, tive que desbloquear…(não dá pra entender isso, pois já tinha aprovado comentário anterior teu…)
Vou dar uma olhadinha no site português, depois comento.
E se puderes, não perde o Cidade Contada, amanhã.
bj.