Somos cada vez mais internéticos. São poucos os intelectuais conhecidos que resistem ao computador, e à pesquisa rápida e fácil - mas nem sempre confiável - que a internet oferece. E tá na cara que o Google é o instrumento favorito…Uso o Google da forma mais canônica do mundo, procurando termos específicos, algum trecho de letra de música.
Semana passada descobri que ele apresenta facetas variadas, desconcertantes, até…
Vou demonstrar com historinhas:
A da Francis, jornalista: Eu só queria um xis-calabresa, duma lanchonete que ficava a 3 quadras de onde eu estava, mas queria tele-entrega, estava chovendo. Procurei na lista impressa, liguei pro 102, fui pra lista online, vasculhei o hagah. NADA. Aí fui pro tio Google e digitei ‘x mania’. Só isso. O primeiro link era o do xis que eu queria, com o telefone da tele-entrega. Cheguei à seguinte conclusão: o Google tem que dominar o mundo! Só porque eles são competentes!
Renato, advogado: buscava localizar um réu. Não conseguia. Pelo Google, descobri que era atleta, e seu treinador. Achei o treinador e, através dele, consegui falar com o réu. Chegamos a um acordo, e sem entrar com processo na Justiça…
Sabrina, bolsista da UFSC: somos três bolsistas num mesmo projeto. Um deles perguntou: transmissão é com “ss” ou “ç”? Achamos que era demais, assim também não, mandamos olhar no dicionário… Ele foi direto ao Google. Digitou “transmição”. E veio a pergunta protocolar do Google: “você não queria dizer transmissão”? E ele riu: assim é melhor e mais rápido…
Arno, engenheiro, professor aposentado: o mais inusitado que achei no Google, há uns anos atrás (posteriormente desapareceu) foi um sítio chamado deadoralive.com, que simplesmente informava se determinada personalidade sobre a qual se consultasse ainda vivia ou não. Por exemplo, se eu digitasse “Luciano Pavarotti”, respondia “Morreu em Modena, em 6 de setembro de 2007”; se digitasse “Itamar Franco”, respondia apenas “Vive em Juiz de Fora, MG, Brasil”. (Em inglês, of course). Tinha sua utilidade. Pena que sumiu.
Seu Idro, com seus 80 aninhos, está apaixonado pelo Googlemap, e estuda todos os roteiros possíveis de sua casa a qualquer lugar do mundo. Está achando a coisa mais fantástica que já viu!
E Galeno me manda texto que diz que existe uma Igreja do Google, afirmando que ele é a coisa mais próxima de Deus que existe, e apresentando as seguintes provas:
Prova 1: O Google é a coisa mais próxima de uma entidade onisciente em existência, e que pode ser cientificamente verificada. Prova 2: O Google é quase onipresente. Prova 3: O Google atende às preces. Prova 4: O Google é potencialmente imortal. Prova 5: O Google é infinito. Prova 6: o Google se lembra de tudo. Prova 7: O Google não pode fazer mal. Prova 8: de acordo com as preferências listadas no Google, o termo “Google” é muito mais procurado que os termos “Deus”, “Jesus”, “Alá”, “Buda”, “Cristandade”, “Budismo” e “Judaísmo” somados! (se quiser conferir as explicações, muito divertidas, digite GOOGLISM… no Google, é claro!).
Mas sou de geração paranóica, aquela que sobreviveu à ditadura militar, e confesso que isso me assusta um pouco… É o Big Brother do George Orwell, aperfeiçoado. Possui uma mina de ouro em informações, algumas talvez perigosas, de que não fazemos idéia. E significa a perda de privacidade do cidadão.
Virou até verbo:já googleou hoje? Preciso googlear um pouco! E eu acrescento: googleie, sim, googleie com gosto, mas use com moderação!
(publicada no Anexo, AN, de 29/11/07. p.3)
Regininha querida, tuas crônicas são as melhores de serem lidas! Umas escrita muito bem feita, e com muita simplicidade. Crônica no melhor estilo da palavra e do gênero =D
beijos e abraços,
seu “chato” leitor ^^,
Í.ta**
Meu melhor leitor, Ítalo Puccini!
Na próxima ida a Xarraguá, um chopinho, heim!
bj
Regina, tenho duas histórias hilárias de Google.
Há um tempo ganhei de presente da minha mãe uma bolsa meio bicho-grilo, lindíssima, de lona colorida com uns detalhes em couro cru. Só que os tais detalhes em couro cru tinham um cheiro meio desagradável. Fui nos sites de prendas domésticas mais conhecidos pesquisar sobre alguma maneira de tirar esse mau cheiro do couro, sem sucesso. Daí fui ao oráculo e digitei cheiro couro. Caí numa página de sadomasoquismo.
E há poucos dias resolvi procurar informações sobre um medicamento chamado metotrexato, usado no tratamento de alguns casos de artrite reumatóide. Digitei lá e caí numa página de métodos abortivos. Muito didático: faça assim, faça assado, tome isso, tome aquilo… Fantástico. Remedinho leve o cara tava querendo que eu tomasse…
beijos, amada!
Hahahaa. Ótima, Regina.
O “Dead or alive?” é mesmo uma boa idéia.
T’aqui o link novo: http://www.deadoraliveinfo.com/
Beijo
Aninha: tou vendo que vai sair o Googlism 2, hehehe…Vou juntando, vou juntando!
Felipe: repasso o endereço pro Arno, ele é que gosta!
beijão!
Regininha,
Google é tudooooooo!
bjs
Puxa, até tu, Leiloca?
Parece que é mesmo, né? Um novo deus…
beijão, amada…
E semana que vem tem João Bosco! Quero ir nos DOIS dias, hehehehe…
Sabes “O Mochileiro das Galaxias” do Douglas Adams( ih, agora nao lembro como escreve e estou com preguica de procurar no google). Pois ‘e, no livro, j’a existia um google, muito antes do verdadeiro ser criado. A ideia, na ‘epoca, parecia maravilhosa e imposs’ivel, um “livro” que contivesse todas ou quase todas as respostas que procuramos. Realmente ‘e ‘otimo.
Um beijao, querida,
Silvia
Amei!
Sil:
Sim, eu li O Mochileiro,e adorei!
beijão aí, pelo ar, pras plagas nicaragüenses… ou por sedex 10?
Francis: tás citada, né? E a idéia surgiu de um papo contigo, lembras? E vê que estão aparecendo novas histórias. As da Aninha já dão um início pro Glooglism 2, hehehehe. A das sortes do orkut está sendo trabalhada,e tá ficando legal…
beijão.
O pior é se aposentar, e ver que continuas a ser professor de Redação, hehehehe…Nada como uma boa deformação profissional…
Pronta a crônica sobre as sortes do orkut, vejo que há comunidades do orkut que ridicularizam a dita cuja (Graças à Sabrina).
Resultado: vou reescrever, pode? CDF à beça!
Não dá pra perder, né?
Me aguardem!