A Feira do Livro, em Jaraguá, tem sempre alguma participação minha. Pela razão muito simples de que o Carlos Henrique Schroeder, meu querido editor (e cronista deste jornal aos sábados) não perdoa, e me bota para trabalhar.Eu e seus outros “editados”, não duvidem. Na Feira deste ano, fiquei encarregada de ser moderadora em duas mesas. A primeira, com o autor de livros infanto-juvenis Ricardo Azevedo, a quem não conhecia pessoalmente, e é uma simpatia. A segunda, presente que Schroeder me fez:cuidar da apresentação de meu amigo (faz exatos 24 anos, já!), o romancista Cristóvão Tezza, que nasceu em Lages e mora em Curitiba.
O cenário ficou legal: sobre o tablado, um banco de praça, desses de madeira. Conversávamos ali, para um público muito grande, nós muito à vontade, na quarta à noite. De repente, o tablado se põe a vibrar. Antes que Tezza se assustasse, achando que poderia ser algum terremoto, eu avisei: é o trem! A vibração foi aumentando, depois vieram as sirenes e os apitos da passagem de nível… Alguém da platéia diz: só em Jaraguá! E acrescentei, para esclarecer: ele passa ali na esquina…
Pois é: é só em Jaraguá que o trem passa assim, no centro da cidade, seis vezes por dia, fazendo o maior espalhafato. As pessoas se enervam, os motoristas se irritam, e não entendo muito bem o porquê… Acho a coisa mais linda! Aquele trem é importante para a cidade, e foi ele que lhe tornou possível o progresso que alcançou, trazendo matéria-prima, dando vazão aos produtos jaraguaenses. Atrapalha o trânsito? Ora, pior é pegar filas enormes na ponte, congestionamentos de mais de meia-hora em vias superlotadas, como nas cidades maiores. O trem termina de passar em cinco minutos, e que importância têm cinco minutos, diante de um ator ligado de forma tão positiva à história da cidade? Além disso, como vantagem adicional, o palestrante teve que parar dois minutos de falar, e aproveitou pra beber um pouco de água…
Na manhã seguinte, tive que ir a uma lotérica, fazer um depósito em conta da Caixa Econômica. Havia uma fila bem grande, alguns pagando conta da Celesc, outros fazendo alguma aposta. Atrás de mim, uma senhora explicava que queria comprar um bilhete da loteria, mas queria que fosse do cavalo, tinha que ser do cavalo, pois tinha sonhado com cavalos. E isso agitou todo o pessoal, vendedores e da fila, que se pôs a procurar pelas vitrines, tentando achar um número de bilhete que a satisfizesse. E desta vez fui eu quem pensou: só em Jaraguá…
À tarde fui a uma loja, comprar um edredon, e na hora de pagar deu problema: eles não tinham Redecard, não uso cheque, meu dinheiro não era suficiente. Além disso, o Banco do Brasil está migrando do Visa para o Mastercard, ainda não posso usar o cartão de crédito. Solução? Fomos à agência mais próxima, para eu sacar. Lá dentro, em frente aos caixas eletrônicos, quatro pessoas conversando. Entrei, fiz saque, peguei saldo, saí; eles num papo animadíssimo.Só em Jaraguá… Não sei se tinham se encontrado lá por acaso, e aproveitavam pra trocar as novidades, ou se isso é fato costumeiro. Jamais vi isso em minha agência cá da ilha, mesmo quando encontro amigos por lá: é vapt-vupt.
Adoro fazer compras em Jaraguá. Não sei se é mais barato ou não, isso não me importa muito. Mas me atendem bem, as lojas não são lotadas, e a lentidão de alguns atendentes é compensada - e com muita vantagem - por sua simpatia e boa vontade. Não tenho que pegar senha (uma ou duas exceções) nem encarar fila. Uma maravilha!
(publicada no Anexo, do AN, p. 3. Dia 17/7/2008)
Regininha! Antes de tudo: saudades docê!!
beijoca
Ora, ora, tbem acho lindo o barulho do trem. Estou aqui em Rio Negrinho (pertinho de Jaraguá) e aqui o trem passa no meio da cidade, parando o trânsito, que não é tão movimentado como em Jaraguá. Mas o cenário tbem é belo e o som então, nem se fala!
Me contaminasse: por conta do teu livro, agora só penso em sapos!! e tô adorando.
Só em Jaraguá Mesmo, D. Regininha!!! Hehehehe!
Leiloca:
saudades mil, guria! Mas tou em Sum Paulo, curtindo a Cricri…
Me diz: O Gabriel Gómez, de Rio de Sul, quer recuperar alguns livros. Ainda trabalhas com isso? Caso não, podes recomendar alguém?
Quando voltar, faço contato, marcamos alguma coisa.
Gnosienne:
Jaraguá é um lugar adorável, cheio de gente legal… Assim, tem coisas que só lá (ou aí?) , mesmo…É um dos meus locais favoritos, no mundo!
bj.
é sempre bom tê-la aqui por perto, fêssora! (és professora minha, sim, você sabe).
beijo grande do seu pupilo daqui,
í.ta**
Pode pôr mais água no feijão, que eu tou voltando. E as cervejas pra gelar, of course!
Estarei em casa hoje, sem falta!
bj.
Oi Regininha!
Tenho uma amiga restauradora para indicar.
Espero sua volta, ok?
Beijocas e boa viagem
Leila:
manda a indicação pro meu email, PLEASE!
Cheguei há pouco, vôo atrasado, mas tranqüilo, essas coisas.
Lavando pilhas de roupas, arrumando tudo, essas coisas…
Hoje descanso, depois da arrumação, e amanhã começo a espalhar brasa!
Me aguarde!
bj