Estive em Brusque a convite da cronista Suzana Mafra, para participar de eventos do aniversário da cidade: Brusque completa 148 anos.Lancei a coletânea de contos O Novo Conto Catarina e dei Oficina de Crônicas. Foi demais de bom.
Minhas passagens por Brusque são sempre relacionadas ao circuito de compras, que é ótimo. Mas minha relação com as cidades se dá em função de pessoas, que é o roteiro turístico que interessa. E, antes de Suzana, os brusquenses que conheci e conheço não moram mais lá.
Fui com carro da prefeitura , que veio buscar a mim e a Inês Mafra, irmã de Suzana, escritora também.Foi viagem muito agradável, um motorista muito simpático, o Tiago. A tarde estava bonita, num dia que tinha amanhecido com chuva, e estava quente, mas não demais. Fomos por dentro, por Tijucas, e quando subimos a serra após São João Batista, a neblina se espalhava bonita pelas encostas. Eram seis horas da tarde, estava escurecendo, e eu ia ficar no Hotel Veneza, no centro, e Inês na casa da mãe dela.
O Hotel Veneza é bom, simples, limpo, quartos bem modernizados, ar condicionado, TV a cabo. E TV a cabo com a maioria dos canais, nada daquele engodo chamado “Pacote para hotel”. Um único defeito: o posto ao lado fica aberto durante a noite, tem loja de conveniências e quando não é o som dos carros a mil decibéis, é papo de bêbados também a todo volume.
Quando fui para o local do evento, a Fundação de Cultura e Biblioteca Municipal, num prédio lindo, Suzana tinha ido em casa se arrumar, e eu não conhecia ninguém. E ninguém me conhecia. Por sorte, Inês chegou logo, e fiquei me sentindo menos desamparada… Havia uma exposição de ilustrações da Márcia Cardeal, mostrando a linha do tempo de sua carreira, gostei demais.
Mas depois foi ótimo. De início me olhavam sobressaltados - professora da UFSC, escritora, cronista do AN - parece que assusta as pessoas. Mas depois que me ouviram falar, me acharam muito simples e simpática (foram dizer isso pra Suzana), adoraram o que eu disse e vieram falar comigo feito um enxame…. Um senhor, casado com uma japonesa de Sampa (eles moraram lá muitos anos, até sua aposentadoria) fez questão de vir apertar minha mão - era a primeira professora da UFSC que ele conhecia.Eu ri: somos mais de dois mil, não é nada difícil encontrar algum por aí… Ele não queria acreditar!
Pela manhã caminhei pelo centro, atravessei a ponte, fiz fotos, fui ao Banco do Brasil. Parei num café da praça, tomei uma média enquanto lia o Santa que tinha comprado na banca em frente .
Ás onze as irmãs Mafra vieram me pegar no hotel e fomos almoçar no Schuma, lá em Guabiruba. O Schuma é abreviação carinhosa de Schumacker, e é restaurante tradicional ali, que serve todo dia uma maravilhoso “mareco com r-epolho r-oxo” (o r sempre como vibrante simples…) O restaurante foi reformado, mas manteve o mesmo formato, muito agradável - o pessoal que atende, também. O almoço é servido quase imediatamente, e a fartura do que vem pra mesa é simplesmente espantosa!AFE! Chegamos com ele vazio, saímos com ele lotado.
A Oficina à tarde (das duas às cinco) foi bem legal, lá num salão do sótão da casa da Fundação - que é linda, repito! Um pessoal pra lá de animado e simpático, todos dispostos a se tornar cronistas, uma atividade que, se não paga bem, ao menos dá muita visibilidade. E, em dando visibilidade, abre caminhos para muita coisa. Agora nos correspondemos por email. Encomendei três crônicas, e o pessoal está enviando. Assim, poderemos escolher as melhores e publicar, com as ilustrações feitas numa oficina dada pela Márcia. Vai ser jóia!
(Saiu no Anexo de 21/8/2008, p. 3. Já tinha feito este relato aqui, mas quis ampliar o alcance, mandando pro jornal. Tive que enxugar bastante, mas, afinal, Suzana e o pessoal de Brusque me receberam tão bem, que merecem!)
Já que o AN da banca esgotou (por conta da tua crônica, acho), vim ler no blog.
Abraço brusquense
Hoje o jornaleiro esqueceu de separar o meu, peguei o último…
Será que foi por conta dos brusquenses da capital? Puxa, hehehe…
Desse jeito vão me convidar pra dar oficina em tudo quanto é rincão cá do estado!
bj.
Então?? Como vão as crônicas? Vim conhecer “tua casa” e estou te linkando lá na minha! Gosto daqui! beijos
Márcia:
obrigada por gostar da casinhola!
Vou retribuir a visita, pó deixar!
Quanto às crônicas, vão bem, tanto as minhas, como as do pessoal daí. As que me mandaram, já revisei, comentei, devolvi pro autor e repassei pra Suzana.
Boa oficina pra ti, dia 29. Que aqui vai ter apresentação do Bolshoi lá no CIC, no Teatro Ademir Rosa. Vou lá hoje, ver se tiro ingresso!
bj,
Regina