Archive for November, 2007

Por causa do Clóvis

Da Márcia Frozza, que mora em Lages. Professora de Português, revisora, e contista das mais mió.

Para poder fazer meus trabalhos sem interferências, mandei o marido para Belo Horizonte e Recife. E ele foi. Mas me deixou sem dinheiro, sem talão de cheques, cartão de crédito com limite estourado e sem nada na despensa. Pelo menos a geladeira do Clóvis tem alguma coisa para ficar verde. Na minha, nem isso.

Aí, como não achei nenhum nome interessante para meus móveis, resolvi conversar comigo mesma, por e-mail. Recebi uma mensagem que dizia assim:

Parabéns pelo esforço de agüentar o traseiro nesta cadeira o dia inteiro, depois de tê-la deixado às duas horas da madrugada e, com certeza, só a deixará novamente amanhã, lá pelas duas da madruga.

Estou orgulhosa de você. Mas sei que vai doer quando levantar daí. Boa Sorte!!

Não agüentei, xinguei a pessoa e desisti da brincadeira. Mas resolvi olhar minha caixa de correio. Tenho uns amigos que me ajudam pra caramba. Mandaram mensagem informando que há na praça uma nova cerveja, importada, japonesa, chamada NoKu e me convidaram para tomar com eles.

Até aceitaria o convite se já não estivesse tomando a dita a semana inteira.

Estava eu no meu silêncio quando percebo sons estranhos entrando pela janela. Prestei atenção. Meus vizinhos, que já acabaram as aulas e com certeza já entregaram as monografias, se divertiam cantando “Dormi na praça” e não sei mais quê. Fechei a janela, o calor aumentou. Ainda não sei o que é pior, se fuscão preto, a dama da noite ou esse calorão que faz aqui dentro.

Para terminar: dia desses alguns alunos pediram para eu contar uma história que não fosse literatura. Não perdi tempo. Contei aquela que vivenciei quando vim para Lages e fui naquele psiquiatra maluco. Acredite, um dos alunos é sobrinho do cara. Felizmente ele conhece a peça e, para meu alívio, me informou que o homem está internado: no hospício.

É mole?

Nenossolar

Nenossolar

João Bosco na UFSC!

O show do João, o sapinho cantor , vai ser no Centro de Eventos, da UFSC, dias 5 e 6, quarta e quinta da semana que vem.

É pelo Projeto Pixinguinha, e por causa disso o ingresso é baratinho: 5,00 e 2,5o…(e eu pago meia, terceira idade tem suas vantagens, vou nos dois shows, imagina se não!)

Vão começar  a vender os ingressos lá no Elefante Branco, mesmo, na terça, ou na hora.

Quem não for jamais saberá o que está perdendo: João é bom demais! ( e ninguém pendurado em mim, faz favor! Nada de beiradas em camarim  e parceria em fotos, seus abusados!)

Grande festa de jornalistas

Festa

A Noite do Chorinho

Ontem, depois do surrasquim de lingüiça dos TCCentos, queridos como sempre (obrigada pelo convite, Tíci!), fui ao Café dos Araçás, na Lagoa, pra mais uma Noite do Chorinho.

Era o Grupo Garapuvu, simplesmente bom demax!

E naquele casarão antigo, com a janela dos fundos abrindo pruma jaboticabeira iluminada, ouvindo uma série de bons chorinhos muito bem tocados, houve uma noite de deliciar qualquer um…

Como se não bastasse, a batata suíça com camarão é fantástica, o chope é da Eisenbahn, e ainda tem a simpatia carinhosa do Marcelo!

Sabe aquelas noites em que tudo sai certo? Pois que venham todas assim!

Lost Zweig

Lost Zweig

Baseado no Livro do Alberto Dines, Morte no Paraíso, o filme é falado em inglês. O roteiro, feito a quatro mãos, está muito legal.

Pelo treiler do filme que se vê na internet, a fotografia está divina e a reconstituição de época, muito bem feita.

E nós, quando vamos merecer assistir? Ou ter, como o pessoal do Rio, direito a lançamento do livro com subseqüente exibição do filme?

A gente acha que merece!

E lembro ainda:

boa parte da obra do Sylvio,  (17 títulos, entre curtas, médias e longas) já estáem DVD.

Mas use com moderação!

Somos cada vez mais internéticos. São poucos os intelectuais conhecidos que resistem ao computador, e à pesquisa rápida e fácil - mas nem sempre confiável - que a internet oferece. E tá na cara que o Google é o instrumento favorito…Uso o Google da forma mais canônica do mundo, procurando termos específicos, algum trecho de letra de música.

Semana passada descobri que ele apresenta facetas variadas, desconcertantes, até…

Vou demonstrar com historinhas:

A da Francis, jornalista: Eu só queria um xis-calabresa, duma lanchonete que ficava a 3 quadras de onde eu estava, mas queria tele-entrega, estava chovendo. Procurei na lista impressa, liguei pro 102, fui pra lista online, vasculhei o hagah. NADA. Aí fui pro tio Google e digitei ‘x mania’. Só isso. O primeiro link era o do xis que eu queria, com o telefone da tele-entrega. Cheguei à seguinte conclusão: o Google tem que dominar o mundo! Só porque eles são competentes!

Renato, advogado: buscava localizar um réu. Não conseguia. Pelo Google, descobri que era atleta, e seu treinador. Achei o treinador e, através dele, consegui falar com o réu. Chegamos a um acordo, e sem entrar com processo na Justiça…

Sabrina, bolsista da UFSC: somos três bolsistas num mesmo projeto. Um deles perguntou: transmissão é com “ss” ou “ç”? Achamos que era demais, assim também não, mandamos olhar no dicionário… Ele foi direto ao Google. Digitou “transmição”. E veio a pergunta protocolar do Google: “você não queria dizer transmissão”? E ele riu: assim é melhor e mais rápido…

Arno, engenheiro, professor aposentado: o mais inusitado que achei no Google, há uns anos atrás (posteriormente desapareceu) foi um sítio chamado deadoralive.com, que simplesmente informava se determinada personalidade sobre a qual se consultasse ainda vivia ou não. Por exemplo, se eu digitasse “Luciano Pavarotti”, respondia “Morreu em Modena, em 6 de setembro de 2007”; se digitasse “Itamar Franco”, respondia apenas “Vive em Juiz de Fora, MG, Brasil”. (Em inglês, of course). Tinha sua utilidade. Pena que sumiu.

Seu Idro, com seus 80 aninhos, está apaixonado pelo Googlemap, e estuda todos os roteiros possíveis de sua casa a qualquer lugar do mundo. Está achando a coisa mais fantástica que já viu!

E Galeno me manda texto que diz que existe uma Igreja do Google, afirmando que ele é a coisa mais próxima de Deus que existe, e apresentando as seguintes provas:

Prova 1: O Google é a coisa mais próxima de uma entidade onisciente em existência, e que pode ser cientificamente verificada. Prova 2: O Google é quase onipresente. Prova 3: O Google atende às preces. Prova 4: O Google é potencialmente imortal. Prova 5: O Google é infinito. Prova 6: o Google se lembra de tudo. Prova 7: O Google não pode fazer mal. Prova 8: de acordo com as preferências listadas no Google, o termo “Google” é  muito mais procurado que os termos “Deus”, “Jesus”, “Alá”, “Buda”, “Cristandade”, “Budismo” e “Judaísmo” somados! (se quiser conferir as explicações, muito divertidas, digite GOOGLISM… no Google, é claro!).

Mas sou de geração paranóica, aquela que sobreviveu à ditadura militar, e confesso que isso me assusta um pouco… É o Big Brother do George Orwell, aperfeiçoado. Possui uma mina de ouro em informações, algumas talvez perigosas, de que não fazemos idéia. E significa a perda de privacidade do cidadão.

Virou até verbo:já googleou hoje? Preciso googlear um pouco! E eu acrescento: googleie, sim, googleie com gosto, mas use com moderação!

(publicada no Anexo, AN,  de 29/11/07. p.3)

Tristezinha

Sou, ‘cês sabem, preguiçosa pra fazer exercícios. O que me sobra em energia para o trabalho intelectual, me falta por completo para ginástica, exceção feita ao caminhar: ADORO andar por aí, e ver gente e papear um pouco… Caminhar na avenida também é legal, pra ir pensando na vida, bolando texto, recebendo poemas lá do reino da poesia, onde eles se escondem, ariscos que são.

Reconhecedora da limitação, e querendo me obrigar a exercitar o resto do corpo, contratei um personal-trainer, o Daniel Castro, lageano, mas limpinho. De tanto conversar nas sessões de caminhada, contamos toda nossa vida um pro outro, viramos grandes amigos, confidentes, cúmplices… ADORO Daniel (e a namorada, a Fernanda, que é outra gracinha!)

Pois Daniel vai embarcar no navio negreiro, e trabalhar nos States, por três meses. Vai me deixar sozinha e desprotegida, oh dor! Já tou triste, sofrendo de saudades antecipadas, mas lhe desejando toda a sorte do mundo.

De despedida, vai ganhar uma caixa especial da Eisebahn, que ele adora, com quatro tipos diferentes da cerveja… Tomaremos mais na volta, tá na cara!

E não, não se preocupem, não sou de entregar os pontos: vou fazer hidroginástica neste período… Mas rezingando! Sob protesto!