Archive for January, 2008 Page 2 of 5



Último dia, não percam!

Um amigo ligou ontem, final da tarde, me convidando prum café. Respondi: tou de saída pro CIC, quero ver o filme do Tornatore!

E ele, imediatamente: deixamos o café pra amanhã, e vai mesmo ao cinema. Já vi o filme, e é o melhor filme que vi neste último ano. Não perde!

Confio nos critérios dele, e fui, é claro, pois já estava mesmo até de bolsa a tiracolo…

(O Giuseppe Tornatore, pra quem não lembra, é o mesmo diretor de Cinema Paradiso, que tanto nos comoveu).

O filme se chama A Desconhecida (La sconosciuta) e conta a saga de Irena, prostituta ucraniana que mata seu cafetão e tenta recomeçar a vida na Itália, apegando-se a uma menina de que vai cuidar… Tá na cara que a máfia de sua terra não vai deixar barato, e entre o presente e flashes do seu passado vai se recompondo sua vida. Cheio de ação e de sentimentos, realmente um filme maravilhoso. A atriz principal, Kseniya Rappoport, é muito expressiva, e linda, também. (Wendel tava lá, com a namoradinha… Podem conferir com ele!)

No Cineclube Nossa Senhora do Desterro, do CIC, às 19 horas. Ingressos a 5,00 e 10,00.

Retiro Espiritual frutifica!

Não, não se assustem, não me converti a nenhuma seita estranha…

Mas uma semana de tranqüilidade, longe deste mundo cheio de tentações (hehehe), rende um bocado. Vejam só tudo que li:

1. Três livros de poemas de Rodrigo de Haro (na verdade, reli, para confirmar a escolha dos poemas para o livro didático. Foram eles: Ilha ao Luar, Irmão da Labareda e Andanças de Antônio) e um livro de poemas de Marcelo Steil (Fogofurto).

2. Três romances de Gonçalo M. Tavares, minha nova paixão, e é só olhar o post “Apaixonada traveis!” pra saber quais foram.

3. Um romance de Mário Benedetti, escritor uruguaio dos bão, e também poeta maravilhoso. O livro se chama Quem de nós - uma história de amor. Um triângulo amoroso, e a mesma relação contada por três vozes diferentes, com notas de rodapé do autor, explicando detalhes da escritura. Muito, muito bom!

4. Um romance de Raimundo Carrero, pernambucano de 60 anos, nascido em Salgueiro, e autor de prestígio, mas do qual eu ainda não tinha lido nada. Li O amor não tem bons sentimentos , em cada página uma surpresa, até a gente não ter mais confiança em seu próprio julgamento… Uma coisa incrível! Nem ouso comentar o enredo, pois desfaria as tais surpresas. Um estilo arretado, muito intertexto, valeu a incursão pela obra dele, agora vou andar atrás de mais coisa, imagina se não…

5. Günther Grass - Nas peles da cebola , o livro de memórias em que ele, prêmio Nobel de Literatura, admite ter sido membro da juventude hitlerista (Jungfolk) e causou tremendo escândalo na Alemanha. Grass tem estilo pesado, mas conteúdo denso, e profundidade à beça. Vale bem o esforço.

6. Abel Silva - da série “Gente”, editada pela Estácio, depoimento feito a Carlos Didier, a leveza, a simplicidade, o carinho de um grande letrista da MPB, bom poeta, professor universitário em duas universidades do Rio, bem gostosinho de ler.

7. No preparo da futura conversa com os psicanalistas, a maior surpresa da pilha: para quem já tinha lido Raízes do Brasil, Retrato do Brasil, Casa Grande e Senzala, e tal, foi um tapa na cara ler Brasil - um país do futuro, do Stefan Zweig. Lúcido, muito bem escrito, uma revisão séria sobre a história de nosso país, tirando aquelas vendas que nos são postas nos olhos pela história oficial. ADOREI! A primeira coisa que fiz, ao chegar em casa, foi ligar pra filha, a cientista política, e dizer: se ainda não leste, pode tratar de ir lendo, que vais te espantar!

8. Como vêem, são 7 itens, mas 12 livros… Puxa, gostaria de ver todas as semanas renderem dessa maneira… Hum, deixo pela metade, e tá de bom tamanho!

Como dizia a Velha Tida…

(pra Keka, que sugeriu a pauta)

A Velha Tida se chamava Erotides, e odiava o nome. Dizia que era nome de um coronel (que, aliás, se chamava Erotildes…). Se lhe perguntassem o nome, dizia: Tida!, sem vacilar, e era assim mesmo que todos a chamavam. “Dona Tida”, a maioria. “A Velha Tida”, na Floripa daqueles anos, pelos cabelos brancos desde os quarenta, traço genético inequívoco de sua família - não adentravam os “Enta” com fios de outra cor na cabeça.

(Não se usava o insuportável e hipócrita politicamente correto, e dava-se o nome exato às coisas: era o Nego Lúcio, a Nega Tide, a Velha Tida, o Cego Inácio…)

A Velha Tida era mãe de minha mãe, e foi minha mãe, na verdade. Adorava nos dar lições (tenho três irmãs) via provérbios, que conhecia ad infinitum. Conforme a situação, o provérbio sofria mutações… Um exemplo: se não queríamos levantar pela manhã, ouvíamos que “Deus ajuda quem cedo madruga”. Se alguém contasse caso de um vadio qualquer que tivesse um lance de sorte, sentenciava, sacudindo a cabeça branca: “Mais vale quem Deus ajuda, do que quem cedo madruga”… (E desconfio que essa era uma reprimenda para Deus…)

E era ela que contava a piada do sujeito que andava de madrugada pela rua, e achou uma carteira recheada de dinheiro. Mostrou prum amigo, dizendo que era verdade, que Deus ajudava quem levantasse cedo. E o amigo na hora respondeu: mais cedo levantou o dono da carteira!

Graças a essa sua abundância de sentenças populares, raramente há provérbio que eu já não tenha ouvido, e adoro quando aparece novidade no mercado. Povos diferentes elaboram provérbios de formatos diferentes, mas com moral parecida - e todos mostram o pensamento sem originalidade, o clichezão, aquilo que não se opõe ao já estabelecido como verdade, não tenta questionar nem mudar: acomodação, enfim. Mas é a chamada sabedoria popular, e é interessante acompanhá-la.

Vovó era uma das pessoas mais supersticiosas que já conheci. Até hoje sou incapaz de deixar qualquer peça de roupa do avesso, um sapato com sola virada; dá um azar danado, dizia, assustada. Tinha sido criada assim, obrigada ao capricho não por prazer estético, mas pelo temor das conseqüências. Eu,não acreditando nisso, não ponho toalha do avesso na mesa, não guardo roupa alguma ou deixo sapato virados. Não pelo azar, mas para não desagradar a Velha Tida…

Era católica, cheia das crendices mais que de princípios religiosos, e profundamente anticlerical, característica muito própria dos açorianos (os portugueses, não, os portugueses do continente, apesar do antecedente do Eça de Queirós, são carolas…)

De vez em quando me lembro das histórias que ela contava, a maioria histórias do povo cá da terrinha. Hoje mesmo eu contei uma pra Dorli.

Vou contá-la pra vocês:

“O casal não vivia muito bem, o marido bebia e tinha outras; estavam acomodados, a mulher infeliz, mas conformada. Tinham um gato, não tinham filhos, e ao gato chamavam Mundo. Uma tarde a mulher tinha feito um prato de bolinhos de banana com canela e açúcar, quando trouxeram o corpo do marido, falecido num acidente de trabalho. Ela deixou o prato sobre o fogão, e foi atender o velório, sua obrigação. Sentou-se em um lugar de onde pudesse vigiar a cozinha. E em meio às lágrimas de amigos e parentes e às condolências todas, de vez em quando ela dava uma olhada no fogão e via, indignada, que o gato vez em quando passava e carregava um bolinho, e a pilha deles ia diminuindo. Até que em um momento não se conteve, e se pôs a chorar copiosamente: ah, Mundo, de um em um vai-se indo tudo!”

Boa, né? Pois é, qualquer hora tem mais.

(Publicada no Anexo, do AN. 24/1/2008. p.3)

Crônica do Ben-Hur, de Ponta Grossa

Ben-Hur Demenek é grande amigo, e é cronista lá em Ponta Grossa, no PR. Quando estava aqui, fazendo a Especialização em Jornalismo (agora faz o Mestrado), saíamos caminhando por aí, fazendo crônicas orais, que dizíamos serem peripatéticas… Não escrevemos nenhuma delas, mas nos divertimos muito! Uma delas, das que vão pro jornal lá da terra:

Rastros de areia sobre a tenda

Encontrar um defeito parece uma obsessão cívica. Resmunga-se até pelo tom de um bom dia. E as tendas do Complexo Ambiental, que vieram branquíssimas da fábrica, podem ser alvos de um veneninho com boa regularidade – “como estão tão sujas”, “ninguém conserva nada”, “e dá-lhe imposto no lombo”, “tinha que ser hoje”. No cúmulo da rabugice, as estribeiras se perdem – “craquentas!”.

As três barracas são cônicas e cor do leite. Em uns pontos, café-com-leite. Adolescentes, crianças e historiadores costumam bater os olhos nessas coberturas. A praça fica ao lado do terminal central de ônibus, mas essas figuras raramente terminam objeto de comentários de motoristas e cobradores. E os corpos juvenis, esses procuram estravasar a revolução do corpo em pontos no basquete e no futsal. Os historiadores seguem atrás de sentidos mais perenes. Folheiam jornais antigos com luvas plásticas. As armações em lona ficam tão somente como um cenário de chegada ou partida.

As crianças, antes de olharem para as tendas da praça, fazem uso delas. As três dão para o parquinho. As maiores se prendem ao chão de concreto em doze pontas. Entre essas dezenas de tiras, três não quiseram se fixar na pedra, mas no mundo dinâmico da areia. Pronto. Foi o que bastou para ganharem um novo destino. Elas ficam a poucos passos das gangorras e se influenciaram pelo mundo lúdico. Como se vivessem numa casa com criança, passaram a convidar os pequenos a sentarem no colo. Depois, os balançaram afetuosamente.

É quinta-feira, dezoito horas passadas. O menino se embala e toma a direção da tenda. Em poucos segundos sobe quase dois metros de lona com seu pé de areia, sua bota sete-léguas. Ao observar essa escalada, a sujeira logo deixa de ser símbolo do não lavado. E se transforma em rastro feito pelo costume. Em um hábito condizente ao de tocar o topo do mundo enquanto se espreguiça. Quando cai a ficha, até faz bem de ver essa “sujeira”. Um caminho da alegria contornando infâncias limitadas por paredes.

O adulto se espanta com a investida do sobrinho. E se dá conta de quanta coragem perdeu ao longo dos anos. Com receio de tudo, enxerga em escorregadores altos demais a impossibilidade de dispor deles. O menino, porém, prefere fazer rumo contra a gravidade. E acabo-se. Drama de brincalhão seria manter a energia acumulada. Quer mais é transformar toda energia potencial em movimento. E, novamente, o garoto vence a barraca do complexo ambiental. Sobe até a altura das ogivas e de lá, a dois mestros do chão, ele se sente satisfeitíssimo.

Inconsciente do tempo, da economia e do resultado da loteria, o piá escorrega com os braços erguidos. No fim desse trajeto, amortecido pela na areia, solta um riso de euforia. Um retrato em bermuda azul-marinho e camisa regata branca. Logo as mãos se fecham com montículos de areia. Ele já corre para fazer conexão com o escorregador metálico. Da base da rampa, atira os grãos. Esparrama o pó de pura bagunça. Não há gravidade que resista.

(Jornal da Manhã, de Ponta Grossa.24/1/2008)

Apaixonada traveis!

E loucamente apaixonada, ‘cês nem podem imaginar a extensão da coisa! Paixão avassaladora, daquelas que põem a gente de quatro, pedindo chicote, e mais, e mais, e mais (cruzes, como ando indecente!)(se alguém aí ousar se fresquear, leva porrada!)

Primeiro foi um amigo, grande leitor, que leu JERUSALÉM, e elogiou demais. Daí comprei um mais fininho (Jerusalém não é enorme, mas é bem maior - lerei o livro do amigo, fica mais barato!) . O título desse mais fininho é UM HOMEM:KLAUS KLUMP.

É bonito demax,pô! E devia ser proibido alguém escrever assim! Bota a gente doente de inveja, coidiloco! Me lembra os filmes daquele dinamarquês doidim, o Lars von Trier, de Dogville.

O romancista é um portuga (nascido em Angola em 1970) chamado Gonçalo M. Tavares.

Novinho, pois, só 37 aninhos, pô! (tudo no mundo é relativo, ‘cês sabem… Pros meus 61, é um bebê…) Mas é um senhor escritor, com uma produção invejável, e uma premiação tão invejável quanto.

O amigo tinha prometido me emprestar Jerusalém (Cia. das Letras, 2007) e cumpriu. Nessa altura, eu já tinha lido Um homem: Klaus Klump, e tinha adorado. É um livro cheio de definições originais, de concepções novas, de tiradas geniais.

Na seqüência li Jerusalém, que faz parte de uma tetralogia ainda inacabada ( o quarto livro é inédito) e tem um estilo completamente diferente de Klaus… (nem preciso dizer que a inveja aumentou, né?) Em estilo completamente diferente, mas tão empolgante quanto, empolgante, mesmo. AMEI!!!!

Quando amo, não perdôo, vou fundo. E parti para o terceiro, de uma série anterior, “O bairro”. Este tem por título O Sr. Kraus, e é uma alegoria política, divertidíssima. ADOREI!

Uns pedacim abaixo, pra deixar vocês com água na boca:

De O Sr. Kraus:

“O que eu quero, sabe - exclamou o Chefe, no seu tom empolgado - o que eu quero é fazer tudo, tudo, pela população!

- Então, Chefe, não faça nada; eles não notam a diferença.” (p. 92)

De Klaus Klump:

“Mas na notícia acontece isto: os sofrimentos individuais e as alegrias íntimas desaparecem, tudo se torna propriedade colectiva: o jornal como teoria geral da inexistência do indivíduo.” (p. 98)

” O dinheiro é democrático, se necessário, e ditatorial. É a matéria flexível por excelência. Obedece às leis que ele próprio impõe: eis o dinheiro.” (p.104).

O “Toca Raul!” ainda rende!

Olá, Regina… claro que não chegaria nunca até você essa mensagem. Observe que no endereço abaixo, que enviei na semana passada, está faltando o 13.

Abç,

Henrique

—– Original Message —–

From: Henrique

To: regicarv@yahoo.com.br

Sent: Thursday, January 17, 2008 9:10 PM

Subject: Toca Raul. (toca o disco, o CD, a fita na cabeça deles…)

Ola, Regina…, entrei no seu blog pensando em deixar um comentário, mas sinceramente - ainda hoje comentei com um amigo, professor da Univali que recentemente colocou um blog na rede e vive me pedindo comentários - não tenho paciência para tanto clic e cloc, blic e bloc, coisa e tal, etc. Os caras precisam facilitar na internet as coisas para as pessoas normais. Mas, agora, depois de explicar (tentar explicar) minha desistência quanto a deixar ou não comentário em seu blog, vou ao assunto, ok? (rsrs)

Olha, menina, você me fez rir um monte hoje com seu artigo “Toca Raul”. Verdade, esse parece que foi combinado. Já estou repassando para alguns amigos que conhecem minhas histórias da época que tocava nos bares da vida por esse mundo de meu Deus. Foram muito anos de música, muitos anos de felicidade plena em companhia diária com a arte maravilhosa.

Meu avô foi maestro. Comecei a tocar muito cedo. Com 14, 15 e 16 anos, tocava em festivais por todo o Brasil (principalmenrte aqui na região Sul), e logo e seguida, ainda menor de idade, comecei a tocar na noite, já que com 1,80 de altura, enganava muita gente parecendo ter mais idade e tal. Era baterista. Na verdade esse foi o instrumento que toquei oficialmente, mas praticamente todos (ou na maioria) os músicos que tocaram (ou tocam) profissionalmente, tendo convivido (ou convivendo) com outros instrumentos, em estúdio, entre um ensaio e outro e tal, tocam mais de um instrumento - claro, sempre tendo um preferido, que domina e tal. Também deu para aprender alguma coisinha de violão (cordas) e outros mais.

Muito tempo depois de já ter parado, comecei com alguns amigos em encontros por aí a mandar umas rodinhas de samba aqui, outra ali, uma um pouco mais pra lá e outras, inclusive fora do Santa Catarina. Tudo (essas rodas de samba, de amigos) começaram como brincadeira, mas logo estou eu metido de novo com a música.

Realmente, acho que poucas coisas incomodam mais um músico do que esse “toca Raul”. Tive (vivi) várias experiências engraçadas com essa coisa de Raul. O homem morreu e não subiu. Anda por aí como fantasma alugando orelhas por todos os lados. Vou contar uma das mais engraçadas e marcantes, que se não estou enganado aconteceu em Curitiba, ok?

Bom, estava no palco com o violão puxando os sambas, graças a Deus com uma cozinha (percussão) de primeira no acompanhamento e mais um cavaquinho. Desde o início comecei a escutar um latido de cachorro bem ali pertinho, parecia que estava embaixo do palco, sei lá Música pra lá, música pra cá e aquele latido não parava. Fora algumas horas assim. Durante o intervalo perguntei se alguém tinha visto ou sabia de alguma coisa sobre um cachorro ali. Nada. Fim do intervalo e - “vamos pegar, pessoal”. Começamos e foi soar o primeiro acorde, o latido começou. Caramba, aquilo estava me alugando e para minha surpresa aumentou consideravelmente. Cara, o que e isso? Onde tá esse cachorro? A essa altura todos ja ouviam o au au au… au au au…. au au au. Parei de tocar e no microfone pedi (com calma e educadamente) que alguém tirasse dali (procurasse) um cachorro que ja estava atrapalhando. Lembro que pedi que fizessem isso sem maldade, sem machucar o bicho e tal. Nesse momento alguém fala alguma coisa ali atrás de mim, bem pertinho. Olho, e eis que me deparo com alguém que já estava ali desde o início. Na verdade era um funcionário da casa onde estávamos tocando, que estava ali nos dando apoio.

Regina, faça o seguinte, pronuncie em seqüência o nome Raul. Assim > Raul, Raul, Raul. Procure fazer isso imitando um cachorro, um pouco mais lento e com o intervalo maior entre um Raul e outro, aliviando o “R”. E aí? Será que já estás entendeno? Putz, Regina, fiquei estarrecido quando o cara me olhando de frente disse “Raul, Raul, Raul…moço, toca uma do Raul.” hehehe. Bicho, foi uma das coisas mais marcantes da minha vida com a música.

Hoje quando li tua coluna não me contive. Ri por uns bons minutos. Me fez bem um bem tremendo. Obrigado!

Estou enviando teu artigo para alguns desses amigos que tocaram comigo. Muito legal!

Grande abraço,

Henrique Ortiga Filho

Vestibular de Música

Nem quem me mandou nem eu sabemos se é verdadeiro, mas nós dois AMAMOS.

Vestibular é sempre vestibular, hehehe… Divirtam-se!

Respostas dadas pelos estudantes nos recentes vestibulares de Música pelo Brasil afora…

- Bach está morto desde 1750 até os dias de hoje.

- Agnus Dei é uma famosa compositora que escreveu música para igreja.

- Handel era meio alemão, meio italiano e meio inglês.

- Beethoven escreveu música mesmo surdo. Ele ficou surdo porque fez música muito alta. Ele caminhava sozinho pela floresta e não escutava ninguém, nem a Pastoral, uma MOSSA que poderia ser a sua Amada IMORTAU e inspirou ele a criar uma sinfonia muito romântica. Ele faliu em 1827 e mais tarde morreu por causa disto.

- Uma ópera é uma canção que dura mais de 2 horas.

- Henry Purcell é um compositor muito conhecido, mas até hoje ninguém ouviu falar dele.

- O Bolero de Ravel foi composto pelo Ravel.

- A harpa é um piano pelado.

- Opus Póstuma é música composta quando o compositor compôs depois de morto.

- Mozart morreu jovem. Sua maior obra é a trilha do filme “Amadeus”.

- A importância de “Tristão e Isolda” reside no fato de que é uma música muito triste. Mais triste que a “Tristesse” de SCHOPING.

- Virtuoso no piano é um músico com muita moral.

- Os maiores compositores do Romantismo são: Chopin, Schubert e Tchaikovsky. No Brasil temos Roberto Carlos e Daniel.

- Música cantada por duas pessoas é um DUELO.

- Eu sei o que é um sexteto, mas não sei dizer.

- Stravinsky revolucionou o ritmo com “A MASSACRAÇÃO da Primavera”.

- Carlos Gomes compôs a PRÓTESEFONIA do programa de rádio “A Hora do Brasil”.

- “Carmen” é uma ópera e “CARMINHA Burana” é sua filha.

- Muitos pesquisadores concordam que a Música Medieval foi escrita no passado.

- A ópera mais Romântica é a Paixão de Mateus por Bach.

- Tem dois tipos de Cantatas de Bach: as Cantatas religiosas e as CANTADAS DI PROFANAÇÃO, que ele usou no palácio.

- Meu compositor preferido é Opus.

- Chopin fez poucas baladas, pois sofria de tuberculose. Assim não dava para ele cair na gandaia à noite, dançar, beber e curtir as minas, MAIS parece que ele não era chegado.

- Cage inventou os 4 minutos de silêncio.

- Suíte é uma música de danceterias barrocas.

- Há uma espécie de Corais feitas por Bach, que se chamam Florais e são usados como remédios milagrosos.

- “Messias” é uma missa de Handel cuja originalidade é ter muitos aleluias.

- Joseph van Damme, além da arte lírica, é adepto das artes marciais. Não assisti nenhuma ópera dele, mas tenho o DVD de 3 filmes dele.

- Os menestréis e trovadores transmitiam notícias e estavam nas festas. Andavam de cidade em cidade, de castelo em castelo e iam até nos shows de TV.

- O regente de uma orquestra é igual a um guarda de trânsito maluco porque agita os braços controlando muitos instrumentos na sua frente.

- “As 4 Estações” é o CD mais vendido da banda do Vivaldi, depois que fez sucesso num comercial de sabonete, que não me lembro o nome agora.

- Os compositores Renascentistas reviveram a música, pois ela havia sido morta pela Inquisição.

- As Fugas de Bach são famosas porque ele não queria ficar preso em nenhum sistema.

- A música eletroacústica é a mais avançada das tendências da música eletrônica hoje em dia. Seus principais compositores são os DJs e a banda Craftwork.

- O metrônomo foi inventado para os músicos não andarem depressa.

- Barroco é uma palavra derivada de Bach.

- Handel compôs muitas peças geniais para COURO.

- Música atonal é aquela sem som ou que explora o não-som, mais ou menos quase um anti-som. Seus mais importantes criadores são da família Berg: Schoenberg, ALBANBERG e WEBERG.*

- Pierre Boulez e STOQUEHAUZEN são compositores contemporâneos. É raro ser contemporâneo, pois muitos contemporâneos não vivem até morrer.

- A mais bela sinfonia é a ÓDIO ÀLEGRIA de Beethoven.

Regininha sobe a serra!

Sou estouradinha, pavio curtinho, essas coisas todas em -inho(a) que servem pra amaciar o fato verdadeiro de que sou geniosa que é um horror… Mas o título aí está empregado em seu sentido literal, mesmo.

Janeiro na ilha é mês improdutivo, de tanta interrupção que se tem - são legais, as atividades e visitas todas, a gente se diverte um monte, mas o trabalho atrasado vai se acumulando em cima da mesa, inexorável… E a nóia começa a se instalar: não darei mais conta, oh dor!

Pois tou indo pra serra, prum lugar bem tranqüilo, com livros, cadernos, pen-drive, MP3 carregadinho de João, e tratarei de deixar tudo em dia. Sem celular, sem internet, sem montes de gente pra todo lado, sem estresse. Muita caminhada, fazer pão, aprender a fazer cuca, comer verduras frescas, ficar na varanda, à noite, apenas relaxando, olhando vagalumes tão grandes que até parecem ETs, e depois vendo o luar se espalhar pelo terreiro, soberano.

De modo que o blog tá entrando de férias de novo, mas volta dia 28… e isso é uma ameaça!

E já sabem: se comportem direitinho, na minha ausência, ou ficaremos de mal pra sempre!