Archive for February, 2008 Page 2 of 6



Sobre o Oscar

Gosto um bocado de cinema, mas não levo o Oscar muito a sério, e isso faz anos, já. Acho que é prêmio meio comercial, cuja lógica funciona dentro de um modo americano de enquadrar o mundo que me desagrada. Por que indicar historinha tão previsível como Juno, por exemplo?

Ainda não fui ver Onde os fracos não têm vez, por estar obrigada ao repouso pela cirurgia dentária - e faz calor demais para que eu ouse caminhar até o Iguatemi, onde há os cinemas mais próximos, excluindo-se o Cineclube Nossa Senhora do Desterro.

Mas torcia pelo filme, por uma série de razões. Primeiro, por se basear no ótimo livro do Cormac MacCarthy, que já li. (Repito: o livro se chama Onde os velhos não têm vez, e o título se justifica pela epígrafe, um trecho de poema.) Depois, por ser dos Irmãos Coen, que são ótimos. Ainda mais, por ter Javier Bardem, a quem considero um ator fantástico, um homem lindo que se enfeia quando preciso, como fez aqui… Pra mim, seu papel é o de protagonista, porque é o mais importante na trama,e estou curiosa pra ver como ele se saiu da difícil tarefa de fazer um serial killer com as características do livro. Pelas críticas que li, saiu-se muito bem…

Mas também foi legal ver a atriz francesa da Piaff ganhar como melhor atriz, e Daniel Day-Lewis (uma graça, de brinquinhos!) como melhor ator e a Tilda Swinton, britânica também. Quatro europeus premiados, coisa rara no universo habitual do Oscar!

Dennis Radünz: o poeta da perfeição

Dennis retrabalhando Gregório:

À Inconstância

das Coisas desse Mundo

nasce o Sol e some brusco no soneto

sem nenhum dos decassílabos de heróis

nem cesura ou rimas raras em bemóis,

versos brancos entre negros no Soweto.

se de Luz a sua cruz, por que a chaga?

como o Metro a sua língua enclausura?

como foi sua Razão mudar-se em burla?

se é um ser de Forma Fixa, por que vaga?

pois no Sol e sua Luz falta grandeza

dessa sky-line de Xangai, insolente,

que escarnece Nova York e a natureza,

antes nasce do que o Sol e para sempre

com sua forma fixa e rara, na certeza

da firmeza desse World Trade Center.

Gregório de Matos Guerra:

MORALIZA O POETA NOS
OCIDENTES DO SOL A INCONSTÂNCIA
DOS BENS DO MUNDO

Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Dennis Radünz: a poesia em estado de perfeição

Tem poeta de todo o tipo, como tem todo o tipo de pessoa: tem poeta careta, tem poeta junkie, tem poeta avançado, erudito, simples…Tem aqueles que alguém diz que não são poetas, mas simples “versejadores”… Não são dos piores, não, ao menos têm alguma noção de poesia, têm espírito de poeta. E Dona Poesia é mãe generosa, a todos acolhe em seu fecundo ventre e oferece seus fartos e generosos seios. Só não dá pra agüentar poeta ruim e que se acha o máximo…E eles existem aos montes, por aí: põem uma frase embaixo da outra, e acham que fizeram um poema… Estão estuprando Dona Poesia, e nem se dão conta disso, o que é pior.

Dennis Radünz corteja o universo do erudito; é o universo do qual, declaradamente, gosta mais. Mas não corteja só o erudito, corteja também a perfeição, uma senhora já não tão generosa como a Poesia… Por esta razão, em dez anos, três livros: Exeus (EdUFSC/Letras Contemporâneas, 1998); Livro de Mercúrio (Letra d’Água, 2001) e Extraviário (Letra d’Água, 2006). Todos têm um projeto gráfico muito apurado, todos muito bonitos, em que o visual é explorado na sua relação com a significância, e adquirem valor semântico dentro da obra, no seu total e em cada parte delas. E há ainda poemas seus no site www.mafua.ufsc.br

Nascido em Blumenau, em 1971, Dennis é mais que poeta: é também cronista do DC, às segundas-feiras, com aquilo que chamou de Jornalirismo. Começou muito presunçosamente, fazendo crônicas repletas de uma literatice meio absurda e obscura, que não honrava o gênero modesto que é a crônica. Aos poucos, foi se adequando a ele, e hoje continua sendo cronista, um gênero nada fácil de ser feito com qualidade - e ele sem dúvida chegou a um ponto em que não abdicou de suas idéias iniciais, mas conseguiu um meio termo, adequando meio e texto. Além disso, é um performer de primeira qualidade, e não há nada mais bonito que vê-lo DIZER um poema, seu ou alheio, com aquela voz privilegiada e calma com a qual foi dotado pela natureza, esta uma senhora não muito justa: uns com tanto, outros tantos com algum, mas a maioria, sem nenhum, como canta o poeta popular…

Um dos aspectos que mais me chamou a atenção, nos livros de Radünz, foi o ecletismo de suas epígrafes. Começa com Joyce (A child is sleeping:/an old man gone/ O, father forsaken/Forgive your son!) e passa por Cioran, Vitor Ramil, Girondo, D. Dinis, uma canção dos Goliardos, referências à música de Stockhausen, Lou Reed… E isso demonstra claramente a diversidade de interesses do Autor, que é muito grande inclusive nos assuntos científicos de todas as áreas, chegando a fazer, em Exeus, poemas experimentais com o emprego de números. E um belo poema visual, “Exumação”. E, como diz Lindolf Bell na apresentação, Dennis “propõe uma ilimitada investigação da palavra: polir, deflagrar, desfazer, religar, decifrar, celebrar, podar, plirupartir.”

Se não, vejamos:

(chamam-me dennis;/ não os chamo exagerados)

Mimese

Dennis é antropônimo derivado de Dionísio, significando servo de Dionísio. Nada mais adequado, pois, que alguém com tal nome nele anteveja seu destino!

Tenho reconhecidamente um fraco pelos poemas metalingüísticos:

METAPOESIA

I

o fonema / fabula / e se fia/ na fábula / encadeia asas

II

o poema / incende/ insula / música / em miniatura

ULISSES PRÓDIGO

olhar de ida hidra / na clepsidra ilhar/ (de ítaca a circe)/a ira de ir-se/andar/ilhas/

andar a esmo/ o sal semear/ cisma de arar/ amaras sendas

Um do seus interesses, que na área cultural são muito intensos, e servem para alimentar uns aos outros, também se faz presente aqui:

TEATRO

( Quoth the raven: Nevermore

Edgar Allan Poe )

ente sem uso / o poema parece / estenografia /de deus/ abala-se a ara / o poema perece

ala-se em asas / de alvenaria

E mesmo o poema que parece falar de amor, usando a palavra “vir” tanto no seu sentido de verbo, como no da origem latina, o de “varão”, acaba se mostrando mais que isso, e homenageando Prometeu e seu mito:

r e s s u r r e i ç ã o

eu vivo / a alma a vir / pois amar / (é) fazer passar o fogo/ de mão em mão

POEM

açuda-se o solo / na solidez da água/ aram-se / (da aquosidade / à metáfora) / alma

acudam-nos selo / endereço / casa / casulo da metáfora: / morre a larva

Anamnese

O poeta é o cego que, de repente, vê

E o amor pela Ciência em seu sentido maior transparece, unindo o que é exato ao que é incerto, ambíguo, indeterminado, a Linguagem:

CIÊNCIA DE FICÇÃO

salvaguardo no guardado de salvados / um chumaço dos curativos ao contrário / uns tufos de inchaços bem imêmores / os invernos duma lágrima sem farmácia // conseqüência não me causa mais efeito / (o princípio dessas margens de hipótese) /
(o sereno das sirenes sem alarme) / (o espelho meu inteiro no grau máximo) // mas a chuva não me custa as horas mortas / em procuras pelas águas prematuras / eu dedilho dois tufões ainda filhotes / deixo vago o meu lugar para tormentas

DESVIO PARA O DILÚVIO

En el centro incólume del aguacero un pájaro cantando
- josé kozer

o ar baldio da chuva, às vésperas de abril, / as vértebras vasculha, vibra então as vísceras, /os tímpanos e as têmporas e os hímens do vazio

(PRIMEIRA PROVISÃO)
o nado é urgentíssimo / na travessia do sinal // o sol sem serventia – ventanias / se esfoliam no escuro da água falsa / e a cegueira as desossa: lascas / da lua fria nos alvéolos dessa rocha // :o ar bravio estronda e estira-se o estio / nos rasos do baixio da gávea de vigília:/ eu, sem mais nenhum brevê de vida

(NENHUMA PROVISÃO)
o ninho às escondidas / no colo do temporal

Um de seus poemas mais reproduzido vem de Extraviário e é justamente o que tem a epígrafe de Reed. Mas não é isso que lhe causa a popularidade:

ÚLTIMA EPÍSTOLA AO IMPÉRIO

Manhattan’s sinking like a rock (…)

They said it was like ancient Rome.

lou reed

e a víbora da raiva – rápida – vibra em toda a relva, / talvez vestal, talvez, às vezes, máquina, / rebenta desde o centro o esconderijo do seu núcleo, /desmembra em torno o mundo e destroça / a linha-destra do destino e é como se estirasse, / rasgada de oleodutos, trânsitos, discursos,/ a escama da sua carne, carne-sem-sol, o sol à solta/ –

arrasta pelo ermo o turismo de desastres/ nessa indústria do destroço, no rastilho sem a órbita / a serpe do império – talvez o império serpe

Nele se nota, de maneira ainda mais visível, o gosto pelo musical que há na palavra, e não admira, pois, que vários de seus poemas tenham sido musicados. A maioria deles está no Livro de Mercúrio, e desses que brincam com as sonoridades e com sua semântica, reproduzo dois:

O AFOFIÉ E O ADARRUM

o afofié difícil e ínfimo e finíssimo / - arbusto de samba e de bossa: bonsai de sons /-

se drum-drum-drum de adarrum

e nele o nome do instrumento musical, simples flauta de bambu, se internacionaliza, vira bonsai e seu som vai demonstrar de onde veio o termo britânico

que designa tambor, não flauta (“drum”), para encerrar com o toque de atabaques e agogôs (ainda percussão) que se usa no candomblé (“adarrum”).

ALALIA

‘simplemente cansado del cansancio

del harto tenso extenso entrenamiento al engusanamiento

y al silencio’ (Oliverio Girondo)

o nojo da jugular jaz na língua/ (a náusea nascida no linguajar / das narinas). em lugar de gula / ou iguarias, o jaguar, na jaula,/ jejua - já não goza, só ejacula.

Sabendo-se que “alalia” é termo médico que designa comprometimento ou perda da fala por problemas psicológicos, o poema acaba sendo também metalingüístico.

Mas, como sempre, gosto que o próprio poeta se feche. Neste caso, um poema que transforma os fatos de polícia num metapoema, ainda, fixação minha (e, ao que parece, do próprio Dennis) :

BOLETIM DE OCORRÊNCIA

compareceu nesta delegacia de polícia / a vítima, / relatando que ao cruzar o limbo / de linguagens, sentido motins-cela, / foi rendido por elementos em fúria, / anônimos, na mudez do ermo,/ quais o jogaram ao solo,/ sob ameaça de revólveres de inventos / e, revirando-lhe os sentidos, / furtaram:// nomes numes / germes de crimes / cais no caos/

limo de leis / ruína de rio / vaus // após, ordenaram/ sussurros na anatomia do urro, / enquanto fugiam em direção / à palavra fuga. era o relato.

E nada mais precisa ser dito.

(publicado, com poemas a menos, no Idéias do AN, 24/02/2008. p. 4)

 

A mulher calada

A Mulher Calada

 

 uma fivela de prender silêncios

            (Manuel de Barros)

 

possa esta fivela

assim vermelha

e gasta

expressar tudo

que tenho trazido

cozido em veias

cosido em lágrimas

no peito exposto:

                           paixão doída

                           ciúme agudo

                           angústia mórbida

e a alegria imensa

     do corpo manso

     colado ao teu

           nas noites sem

           solidão

           ( desejo

           satisfeito),

           quando o silêncio

            canta, embevecido.                         

Mais Quintana!

AS TIAS

O crítico baiano James Amado, irmão de Jorge, publicou na revista Província de São Pedro um artigo em que voltava baterias contra Quintana. Criticava o seu lirismo, o seu intimismo, numa época em que a situação do mundo, em plena Segunda Guerra, exigia engajamento.

Na biografia de Quintana, que escreveu em 1985 para a coleção “Esses Gaúchos”, da editora Tchê! e da RBS, a jornalista Néa Castro reproduziu esta preciosidade que é a carta-resposta, publicada no número seguinte da revista, em junho de 1946. O trecho inicial:

“Meu caro James: Li com espanto e apreço o ensaio que V. remeteu para a Província de São Pedro e no qual tem a bondade de avisar-me que tomei o bonde errado em poesia. Apressei-me então em ver o que têm feito os poetas que, segundo V., tomaram o bonde certo. Eis dom Pablo Neruda: publica ele, numa revista nossa, uma ode à sra. mãe de Luiz Carlos Prestes. Abro outra revista e surge-me o sr. Camilo Jesus com um ‘poema para Anita Leocádia’, filhinha do sr. Luiz Carlos Prestes. Desconsolo-me. Vejo que cheguei tarde, muito tarde. Agora só me restam as tias do sr. Luiz Carlos Prestes.”

Quintana costumava dizer que uma boa causa não salva um mau poeta.”

(IN-: Ora bolas - o humor de Mario Quintana. de Juarez Fonseca. 4a. ed. Porto Alegre: L&PM, 2007. p112-3)

As mulheres gozam pelo ouvido

As mulheres gozam pelo ouvido

Ser feliz

(Esta foi idéia boa demais pra desperdiçar…Retomei, ampliei,  e foi pro  jornal)

Ser feliz é dormir muito bem, sair incólume do ataque dos pernilongos, e acordar com uma disposição danada, disposta a dividir o dia em gomos, e devorá-los todos;

Ser feliz é acordar mais tarde do que de hábito, ALELUIA!, abrir o janelão da sacada e ver que está nublado, e podes sair numa boa, sem cozinhar ao sol, como cozinhaste ontem;

Ser feliz é sorrir porque tem um chato dum bem-te-vi cantando seu canto chatinho, como faz todos os dias, dedo-duro que é,  e sentir que é muito legal  que ainda existam bem-te-vis, mesmo que dedo-durando tudo;

Ser feliz é poder conversar com a filha que mora em João Pessoa, na Paraíba,  pelo skype, poder ouvir sua voz, mesmo que ela esteja tão longe que essa voz ( igualzinha à tua!)(cordas vocais são herdadas…) demora 15 segundos pra chegar, e tenhas que esperar um pouco entre cada locução;

Ser feliz é ter melhor amigo (um dos quinze, entre adoráveis amigos e amigas), que te chama de Gigininha, e é a única pessoa do mundo que faz isso;

Ser feliz é ter amigo temperamental, que bate o telefone na tua cara, porque não disseste o que ele queria ouvir, e desligas rindo, porque continuas gostando dele do mesmo jeito, assim mal-educado e tudo;

Ser feliz é ter compromisso pro almoço, e saber de antemão que o papo vai ser gostoso e leve, e a MPB vai ser passada a limpo, e no fim falar de outra coisa, e assim mesmo achar que valeu;

Ser feliz é ir pro almoço, não falar nada de  MPB, mas passar a vida a limpo pros ouvidos amigos, e ouvir a vida passada a limpo com ouvidos amigos;

Ser feliz é ter um livro novo pra ler, e sentir aquele cheiro de papel que  livro novo tem –   uma diliça! –  amar a capa linda que fizeram, e gostar dele de monte, sem vontade de largar, e aprendendo uma porrada de coisas novas sobre gentes e sentimentos;

Ser feliz é te olhar no espelho, ver a cara de uma senhora que aparenta ter os 60 anos que tem, e, e apesar de toda a propaganda sacana de apologia  da juventude que te rodeia de todo lado, estar contente contigo mesma, teus cabelos brancos e tuas gordurinhas, faceira da vida;

Ser feliz é saber que envelhecer faz parte, e que aprender com a vida compensa qualquer outra descompensação  que  a beleza da juventude traga e diga;

Ser feliz é exigir atendimento preferencial, sem vergonha alguma de declarar que tens mais de 60, e garantir o direito que outros antes de ti batalharam pra conseguir;

Ser feliz é poder se sentir criança, e inventar moda, pensando em brincar de cachorrinho, latindo,  mordendo, rosnando e rolando pelo chão com alguém e para  alguém;

Ser feliz é ter alguém com quem brincar de cachorrinho;

Ser feliz é ouvir CD do Willie Nelson, e ele te surpreender com linda interpretação de “Geórgia on my mind”, uma canção muito especial;

Ser feliz é ser bobo, bobo alegre, risonho, satisfeito com a vida;

Ser feliz é fazer planos pra semana, e ver que tem cirurgia de dente, mas também tem jantares com outros amigos, cinema com mais um, e boteco na sexta;

Ser feliz é ter muito trabalho pra fazer,  ter prazer em fazer, e ter tesão de fazer até as partes mais chatinhas deles;

Ser feliz é gostar de preparar tua própria comida, e adorar passar a manhã de domingo fazendo pão;

Ser feliz é ir pro boteco na sexta-feira, tomar cerveja bem gelada com o pessoal, ouvir MPB ou jazz,  e ir embora tranqüila, pois, como não diriges, não precisas te preocupar com as últimas invenções do Tarso Genro, que permite que as fábricas de bebida funcionem, mas não quer que elas vendam;

Ser feliz é deixar que  a vida te leve numa boa…

(publicado no Anexo do AN, de 21/02/2008. p. 3)

Outra do Quintana

” BRUNA

Um grande assunto que chega à roda, num intervalo da gravação da Antologia Poética: Bruna Lombardi. Os olhos verdes, a delicadeza, o tudo. Quintana define, sonhador:

- Ela é bonita por demais, aquilo é até covardia. E é portátil!

Logo a conversa passa a ser sobre Gilda Marinho, a jornalista que rompeu preconceitos e marcou época na vida social de Porto Alegre. Foram muito amigos. Mario diz que foi mesmo uma grande mulher, conta histórias. Até perguntarem se é verdade que tinham sido namorados.

- Não, não, porque ela não era portátil…”

(A Bruna Lombardi, ‘cês sabem, tem 1,47. Dois centímetros a mais que eu… Fiquei faceira: Mario iria gostar de mim, também sou portátil!)

(Extraido do livro Ora bolas, o humor de Mario Quintana. de Juarez Fonseca. 4a. ed. Porto Alegre: L&PM, 2007. p. 86)

Decepção!

Uma amiga faz aniversário, e me dizia, alguns dias atrás, que anda com muita vontade de ler A menina que roubava livros, do Markus Zusak. ( Rio: Intrínseca, 2007).

ADOREI a cantada, assim me facilitava a vida, eu não precisaria quebrar a cabeça escolhendo um livro que fosse de seu agrado.(Meus amigos já ouviram milhões de vezes que a única coisa que sei comprar é livros… E daí, se não lhes compro um livro, ficam desapontados, né?)

Comprei, tava fazendo o pacote, e, quando fui escrever a dedicatória, não resisti, curiosa como sou, e fui ler, querendo descobrir a razão de tanto sucesso.

Agüentei bravamente até a página 30…(já sabem: se não fica bom até a página 30, não há chance de que melhore, depois. São raríssimas, as exceções). Que decepção! O estilo é chatésimo, a história é tola! Só espero que a amiga goste!