Uma segunda de trabalho

Escrever sobre um assunto faz com que organize o dito mentalmente. Assim também com minha agenda. Vou ter semana pesada, e trato de distribuir tudo de forma adequada, cada tarefa em seu tempo.

Depois de noite bem dormida, fica fácil ter energia pra tocar a segunda-feira. E as tarefas do dia estão na mesa, à espera, mas não gritam, estão esperando, tranqüilas, como estou eu.

Hoje à tarde tenho uma banca de TCC, lá no Jornalismo /UFSC. Júlia Neves fez monografia sobre Clarice Lispector e suas entrevistas (”suas” aqui é ambíguo: as que ela fez, por precisar ganhar dinheiro). Já está lida, tem algumas anotações, mas quero reler o terceiro capítulo e fazer breve roteiro das intervenções, incluindo os elogios, que são vários. É também dia de redigir a crônica da semana, para poder dar mais de olhada antes de enviá-la. Tenho duas preparadas, já escolhi a que vai amanhã pro AN, mas tenho que escrevê-la. Está rascunhada em papel, foi feita em viagem.
Reviso um livro para a Design Editora, quero fechar o terceiro capítulo ainda hoje - e mandar os três prontos pro Schroeder. E penso no artigo sobre o poeta Alcides Buss. Tudo lido, tudo pensando, vão sair dois artigos, um apenas sobre seus dois deliciosos livros de poemas para crianças. Pretendo fazê-lo o primeiro esta semana, ainda, e enviar pro jornal no início da próxima, quando passarei a trabalhar no outro, sobre seus poemas “de adultos” (?).

E vou ter mais uma banca de TCC na quarta, a do Dalmo Borba, e uma última na sexta, a da Fernanda Peres. Terminando a revisão do livro esta semana, também, entram mais duas, que devem ser feitas na semana seguinte. E combinei concerto com algumas amigas, terça à noite, no TAC - com uma cantora e o piano do Heller, homenagem ao centenário de imigração japonesa. Sábado subo a Jaraguá, traveis, pro casamento do João. Mas vou de carona, e isso facilita…

Meu dia começa com o incentivo dado à tireóide aposentada, via hormônio, em jejum. Só meia hora depois é que se pode comer algo, porque o medicamento é em microgramas, precisa ter chance de ser absorvido. Acordo sempre com muita fome, e é duro aguardar pelo café. Me distraio escrevendo, vendo os emails, respondendo os que precisem de resposta, e enquanto faço isso fico planejando o café: torradas que fiz ontem, com manteiga sem sal, meia fatia de presunto, meia de queijo, uma de papaia… E um café feito na cafeteira chinesa, no estilo daquela italiana, mas com design mais moderno, mais bonito… e bem mais fácil de abrir (a italiana trava dum jeito que só mesmo com muita força pra abrir - e não tenho nem força nem paciência…)

Vamos ao dia, ouvindo os ônibus aumentarem seu fluxo, no Terminal da Trindade, ainda escuro, e ainda sem saber a cara que a segunda vai ter… Sabendo apenas que está frio, muito frio…

8 Responses to “Uma segunda de trabalho”


  1. 1 Ana

    mas e quarta??????
    vc não vai fazer um minestrone lusitano pra mim??
    hehehe ;)
    cheguei de ctba 5h30 hj… tô cansaaaaaada!
    beijo!

  2. 2 regina

    Aninha, sua ixganada!
    É claro que vou fazer o minestrone, sim, já testado e aprovado no sábado.
    Deixo prontinho pela manhã, a banca vai ser à tarde, dá mais que tempo, fica tranqüila.
    bj.

  3. 3 Roberta

    Regininha, comprei um Neruda e um garcia lorca em madri por 10 euros e ainda ganhei um livro policial de presente! hahaha

    saudade de aparecer por aqui!!!

    bjao

  4. 4 regina

    E de quem era o policial? Tem uns autores espanhóis do cará!Até hoje me declaro viúva do Montalbán…
    Se leste o post de hoje,sabes que esta semana tou assoberbada - logo que puder vou ver o que contas, pagar a visita.Também tou com saudades!
    Mas me organizei, e tou dando conta bonitinho…UFA!
    Faz frio, e vou pro curso daqui a pouco, pra banca da Júlia Neves.
    beijinho bem frio, daqui da capital-ilha dos catarinas.

  5. 5 Daniel Mayer

    Hoje procurei um exemplar de seu livro (sapinha…)na loja, e não tínhamos mais…sabia! Queria tirar uma dúvida…
    Bem, quando der, apareça para as outras novidades…bjs

  6. 6 regina

    Daniel:
    estive lá no Orlando, sábado, e ele ainda tem algumas sapinhas. Me contava que as pessoas se encantam com o livro, mas acham muito caro… Fazer o quê!
    Devo ir ao centro, hoje, darei uma passada na loja.
    Obrigada pela visita. beijo de volta!

  7. 7 Norberto Wells

    Lembra do Mandrake? Bem nem quero falar disso, mas, como você sinto falta de trabalhos que reflitam mais nossa cultura nos seriados da TV. A moral norte-americana, a cultura com aquela bandeira sempre aparecendo nos momentos que ele consideram oportunos é complicado. Tenho um primo que mora lá desde 1961 e quando ele vem ao Brasil percebe-se que os habitantes dos EUA sabem menos da verdadeira política externa deles do que nós. Experimente alugar filmes iranianos.

  8. 8 regina

    O problema, meu querido, é que se ponho um longa-metragem no DVD, por melhor que ele seja, acabo dormindo - me espicho no sofá e caio nos braços de Morfeu…As séries são curtas, e vejo uma cá, outra lá… Daí funciona. Pra eu ver um filme inteiro, atualmente, tenho que ver aos pedaços, daí perde a graça.Só mesmo no escurinho do cinema!(e chupando dropes de aniz!)
    A gente relaxa, na frente da TV, daí o acidente de percurso…
    E não gostei do Mandrake da série - violência demais, a corroborar o retrato de violência e sexualidade exacerbada que nos atribuem.Gosto, porém, do Mandrake nos livros do Rubem Fonseca.
    bj

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