Sou dessas raras mulheres que raramente têm dor-de-cabeça. Tive muitas, na infância, e sofria adoidado, até descobrirmos que era pura e simplesmente sinusite. Um tio farmacêutico me botava a fazer inalações sei lá do quê, eu me livrava daquele muco horroroso, e ficava livre por uns tempos.
Mas nada de dores de cabeça em TPM, nada de enxaquecas. Sorte, acho. Quando me dá dor de cabeça, já sei: a Dona Sinusite tá de volta… Puxa, mas às vezes ela capricha nesse retorno, parece até A Volta da Velha Senhora… Vem se vingando de meio mundo, e este meio mundo é a pobrezinha de mim. Mas até nisso tenho sorte: ela vai se localizar naqueles lobos sobre (ou sob?) as sobrancelhas, e sai com facilidade. Depois de me botar desesperada, of course, por um bom par de dias…
Hoje tive que ir ao centro, e vocês já sabem que ir ao centro me põe de mau humor. Com dor de cabeça fica ainda pior… Os remédios me deixam pra lá de sonolenta, e seu efeito não é lá muito duradouro. Tenho TCC imenso pra ler, e os olhos parecem que vão se despregar da cara, um horror.
No centro,ali na feira do Largo da Alfândega, paro na barraca natureba do amigo feirante (pão feito pela mulher dele, um pacote de ervilha seca pruma sopa de inverno, com bacon - não, o bacon não compro dele, hehehe… Nem toco no assunto, aliás!) e ele me recomenda inalação com buxinha do norte. E dá indicação: aquele cara que vende ervas ali na esquina da praça tem.
Passei no cara:”me disseram que vendes buxinha do norte”… E ele, meio desolado: “vendo mais não, senhora. Foi proibido, por ser abortivo. Até o sexto mês, em chá, funciona como abortivo…” Tive que rir: “e as senhoras na menopausa, não ficam liberadas da suspeita?” Bem, pelo menos ele riu.
Num güento mais Tylenol ou Neosaldina, quase morro de sono, me deito e durmo em qualquer canto, feito cavalo velho e cansado. Sei que o alopata me receitaria Bactrim - e Bactrim me arrebenta o estômago. Daí resolvi que ia confiar nos meninos da farmácia. Cheguei lá e pedi: alguma coisa pra fazer inalação pra sinusite, pel’amor de Deus!Mesmo eu tendo que desistir do teatro desta noite!
Tudo bem. Olharam um pro outro, o um perguntou pro outro: qual o melhor remédio? O outro respondeu, o um foi buscar. Sabem o nome do dito cujo? PENETRO… Não, ninguém merece!
Realmente nào tens experiência: compra um Vick Vaporube, esfrega no fundo de uma tigela, despeja água quentes, cheira o negócio e sai para comprar lenços de papel que a coisa fica gosmenta…. argh…. beijos
Vick Vaporube não funciona pra mim, e além disso tem um cheiro insuportável…É bom pra gripe, porque daí não se sente o cheiro…
Já experimentei, santa. Não falei dele, porque nem me lembrei.
Assim mesmo, obrigada pela receita, doutora!
Te vejo hoje à tarde, vou pra banca do Dalmo.
E vou cobrar os beijinhos, o da entrada e o da saída.
bj
Caríssima Regininha.
Numa pesquisa aleatória encontrei teu blog e teu texto sobre Xaraguá! Participei da oficina na feira do livro ano passado… infelizmente não fiz os “deveres” da oficina… ainda não aprendi a lidar direito com o curso de filosofia (ler kant demais faz mal ao bom gosto…) o que acabou prejudicando justamente naquilo em que deveria ajudar. O mais estranho é que já faz um ano e eu continuo não fazendo os “deveres”.
Devaneios a parte, na verdade só comecei o comentário pra dizer que quero acompanhar teu blog e perguntar se mesmo depois de um ano de oficina ainda posso enviar meus textos (isto, é claro, quando eu tiver algum!).
Sarah:
bom te ver aqui.Muito bom, mesmo.
E podes mandar SEMPRE teus textos… Até falando de Kant.
E que lindo estares estudando filosofia! Qualquer dia crio vergonha na cara, peço retorno e volto pros bancos escolares, pra fazer isso.Mas só pra estudar e ler e discutir, sem querer diploma algum…
bj