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Regina Carvalho
Nasceu em Floripa, em 1946.
De família de escritores, cresceu entre livros, fantasias e escrituras feitas como naturalidade: escrever é viver, tão natural como respirar…
Mãe de dois filhos, avó de dois netos, tem várias gerações com que conviver, em casa. Sem contar os alunos-amigos, eternos colaboradores.E isso é extremamente enriquecedor…
Esperou ter algo pra dizer, aprendendo com os livros, com os amores, com a música, com a vida, antes de se dispor a publicar… Agora chegou a vez!
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Inclusive pelo ouvido, certamente.O poeta tem razão.Tô curiosa pra ler!
Comprei exemplar pela internet, curiosa, pois tenho acompanhado a discussão sobre o “rótulo” de erótico-pornográfico, que Sylvio Back odeia, preferindo “erótico-fescenino”.
A edição é cuidada, as ilustrações são ótimas, os poemas divertidos.
Mas já se sabe: só para apreciadores do gênero…
E agradeço ao designer, que respeitou o repouso pós-cirúrgico da blogueira, e colocou o convite na data exata. Obrigada, Aleph!
O pessoal de Sampa, se quiser, já tem programa pra dia 26!
Acréscimo ao comentário:
Pois dou e não dou razão ao título. Acho que mulheres gozam pelo ouvido, sim,mas pelo que ouvem ANTES e DURANTE…É isso que as move, as aquece, as deixa prontas…
E O QUE SE OUVE, e executa todo esse aquecimento, é muito variável, de mulher pra mulher.
Gosto dessa ambigüidade, que é o que aquece a poesia: cada um interpreta como quer/pode… ou bem entende (ou mal entende, quem sabe!)
beijos.
Regina
Curiosa pra ver as fotos das garças. O poema saiu?
Engraçado, o poema saiu, poema não é pão.
Poema é garça, quer dizer…
Papel do céu em branco.
Voa quando lemos.
Bom fim de semana
Sim, Suzana! A foto saiu, te mando por email.O poema não é mesmo pão, não saiu, hehehe…
Mas sabes como é: a idéia fica brincando, e qualquer hora o pão vem, cheiroso e quente, do forno.
Vais gostar, mas a graça da garça não quis voar pra mim. Voou só pra Fátima, a bandida!(duas bandidas: a graça da garça, e a Fátima, que deu mais sorte que eu, que gastei tempão na tocaia, hehehe…)
beijo.
Amostrinha do livro do Sylvio Back, finalzinho dum poema:
” não briga comigo
enxágua-te vampiro
faminto vou te capar
não briga comigo
mineteiro de uma figa
os dentes crave cálido
não briga comigo
quero parir na tua garganta
todo o meu jorro sempiterno”
(Nâo briga comigo, p.21)