Usei um verso desta canção na crônica dessa quinta, 22/5, e por causa disso fiquei com ela rodando na cabeça… Acho muito bonita!
O autor é Luiz Antônio, e quem cantava era Miltinho.
Eu e o rio
Rio, caminho que anda
que vai resmungando
talvez uma dor
Ah, quanta pedra levaste
quanta pedra deixaste
sem vida e amor
Vens lá do alto da serra
o ventre da terra
rasgando sem dó
Eu também venho do amor
com o peito rasgado de dor
e tão só…
Não viste a flor se curvar
teu corpo beijar
e ficar lá pra trás
Tens a mania doente
de andar só pra frente
não voltas jamais
Rio, caminho que anda
o mar de espera
não corras assim
Eu sou um mar que espera
alguém que não corre
pra mim…
Desconhecia. São versos muito bonitos,
e toda a composição, revelando um coração apaixonado.
Gosto muito destas imagens:
“Vens lá do alto da serra o ventre da terra”
“Rio, caminho que anda o mar de espera”
Parece tão simples, mas os segredos da vida no
planeta estão nesta maravilha, que o ventre da
terra deixa fluir para compor a descomunal massa
líquida que se faz mar.
E o amor? Não fica fora, quando o assunto é vida.
bj.Fatima
Puxa, a canção te despertou o lado romântico, né?
São imagens simples, comuns, mas funcionam bem, concordo plenamente.
(Só o João Cabral pra falar em cão sem plumas… e tão lindamente)
Mas deves conhecer, sim, só te esqueceste dela. Fez muito sucesso na voz do Miltinho, tocou muito nas rádios,e procurei pra pôr o link, mas não achei. Só no you-tube tem um vídeo com um quarteto que achei muito fraquinho.
Já escrevi a crônica da semana que vem, já revisei, já deixei nos trinques…
Agora vou ler os jornais, sair pruma voltinha e depois começar o artigo sobre a poesia do Mestre Alcides…
Ah, sisquici: desta vez a lasanha ficou muito boa! Puxa, até que enfim acertei! Acho que foi a tentativa no. 364, hehehe…Assim, hoje não preciso me preocupar com o almoço, não é uma maravilha?
bj