Do Rubens da Cunha pro Ítalo Puccini, do Ítalo pra mim.
Aí vão as respostas:
1. O que você estava fazendo em 1978 (há 30 anos)?
Ih, eu tinha acabado de completar 31 aninhos, e tava me sentindo a criatura mais velha do mundo, hehehe… (Não esqueçam que sou da geração que não iria confiar em ninguém com mais de 30 anos!) E agora, a caminho dos 62, me sinto jovem que só. Cuméquipode, né?
2. E em 1988, 20 anos atrás?
Criada ouvindo que “ruim com ele, pior sem ele”, pensava em me divorciar, mas temia fazê-lo - estávamos juntos desde que eu tinha 17. Pois não é que foi bem legal pros dois? Estamos bem felizes assim: eu escrevendo, como sempre quis; ele casado outra vez, com uma mulher que consegue entender… Maravilhoso, isso.
3. E em 1993, 15 anos atrás?
Eu tava começando a pensar em outra mudança na vida: passar do Departamento de Língua e Literaturas Vernáculas para o de Jornalismo. Minhas aulas era quase todas (havia semestre em que eram todas, mesmo) no Jornalismo, e eu achava que poderia “funcionar” melhor se estivesse mais próxima deles, no cotidiano. E andava entediada com o resto…
4. E há dez anos, 1998?
Já estava com o processo de mudança encaminhado, e quase no Jornalismo. Com medo, mas disposta a enfrentar os riscos, que sou pessoa desassossegada, mesmo…
5. E há cinco anos?
Mudar de departamento, de ambiente, de assuntos, foi bem complicado, mas valeu: o Jornalismo me ensinou a soltar o texto, a não ter medo de críticas, a discutir o que penso, a sentar na frente da máquina e “lead, sublead e toca ficha”… Nada daquele sofrimento atroz a que estava habituada em Letras, nem exageros de crítica: não tá bom hoje, vai melhorar amanhã; um texto é a semente do seguinte, e trazer os mecanismos azeitadinhos é o que importa, pois escrever é um mecanismo autoalimentado.
6. E hoje, 2008?
Tou fazendo o que sempre quis, mas não ousava, deixava, podia… Fazendo novos amigos, conservando os antigos que valham a pena… e vivendo, porque viver é muito bom!
Viver é muito bom… nada como seguir e saber-se para onde se está caminhando!
Aprendi que nunca devemos, sempre podemos…
Nunca confiar tanto a ponto de não nos permitirmos a duvidar. Sem certos e errados, conceitos, definições!
Excelentes textos, os lerei com frequencia…
Seja benvinda, Muny!
Lendo umas às outras, poderemos tornar os caminhos todos mais suaves, né? Fui olhar teu blog, sim, achei bem legal!
grande abraço,
Regina
e bota bom nisso!!
é preciso sempre arriscar, sem dúvida. ainda sou novinho, novinho, por isso tento não me desesperar com os desencontros que esse viver também nos acontece. assim é que crescemos.
beijo grande,
Í.ta**
Obrigada duas vezes: por ter me incluído na brincadeira, o que me fez ir atrás do passado, sob um certo enfoque apenas, é claro, mas bem produtivo. E por ter gostado das respostas, como gostei das tuas…
bj.