( homenagem ao amigo Guido Wilmar Sassi, amada e desbocada criatura, que já se foi… Um inesquecível amigo velho!)
” O pinheiro podia ser considerado um membro da sua família, um amigo velho e querido que deixava de existir. Aquela árvore estava ligada à sua pessoa com laços muito fortes: os laços da amizade, do costume. Desde pequenino ele se habituara a brincar à sua sombra, a vê-la carregar-se de grandes pinhas e a saborear-lhe os pinhões. Todos os invernos, bandos de maitacas em alarido vinham pousar nos seus galhos, à procura das sobras que porventura houvesse. Mas a família de João Onofre não deixava nada para as aves; limpava tudo. Era tão fácil conseguir alimento: bastava trepar pelo tronco onde os talhos de facão, feitos para facilitar a subida, já haviam cicatrizado, e então, lá de cima, fazer rolar as pinhas e debulhá-las. Era como que uma despensa, bem pertinho da casa, onde a comida estava armazenada com fartura.”
(IN-: Amigo Velho. 4a. ed. Porto Alegre: Movimento, 2005. p12-3)
Confira neste link o ensaio.
OBRIGADA, ALEPH!!!
Esta autora aqui se vira muito bem com a postagem dos textos, mas não há meio de gravar os procedimentos que permitem colocar as imagens…
Pra isso ainda depende do designer,mas promete que vai aprender…
Por enquanto, agradecimentos mil pro Aleph, que ainda não perdeu a paciência comigo (e ele que ouse, hehehe…)
Guido Wilmar Sassi:
conheci o Guido há muitos anos, quando organizamos, na UFSC, uns dias de debate sobre Literatura, no encerramento da disciplina de Experiência de Criação Literária, ministrada pelo Alcides Buss.
Eu era professora há anos, mas fui aluna da disciplina, naquele semestre, e AMEI.
Guido, que morava no Rio, veio participar de uma mesa sobre Literatura e História, junto com o Raimundo Caruso e meu tio Almiro Caldeira.
Depois da palestra, levamos os convidados pra jantar. E Guido e eu simplesmente nos apreciamos demais - eu ria muito com ele, seus desbocamentos e sua teoria do mata-borrão, e nos divertíamos muito juntos.Falando bobagens, mas sem maldade alguma, o jeito do Guido…
De volta ao Rio, ele ainda ligava de vez em quando, pra bater papo,e ficava tempão ao telefone, pra desespero de sua mulher, preocupada com as contas astronômicas…Porque ele ligava desse jeito pra todos os amigos, em busca dum papo animado, dum contato afetuoso. Guido, criança grande, se divertia com isso, malvadamente.
Mas já estava com muitos problemas de saúde, e não foi muito longe.
Penso nele sempre, com extremo afeto, com saudades de nossos ping-pongs maliciosos, apenas pelo prazer de fazer trocadilhos e rir muito… Saudades, amigo!
oie, regininha! qto tempo!
ha alguns meses tentei contato contigo num email q eu tinha, mas so dava erro e voltava a msg. q otimo encontrar teu blog! ainda nao tive tempo de ler, mas espero q no final da semana possa sentar umas horinhas e dar uma boa espiada.
eu estou morando em londres e sou editora do jornal brasileiro daqui. otimo o trabalho, apesar de ser uma correria! a gente publica uma cronica por semana, queres enviar alguma? eheheh…
mil bjks com muuuita saudades, paula medeiros.
Paulinha:
bom saber de ti, e que estás com bom trabalho aí pelas “Oropa”…
Pois as minhas crônicas expostas aqui no blog estão à disposição, linda!
Dá uma olhadinha,vê se alguma se encaixa aí pro público de vocês… e sirva-se.
Caso pinte alguma idéia especial, te mando!
beijão cá do sul do mundo.
Tá bonita a araucária! Vá clicando, vá clicando garota!
Bj da Fatima.
Fátima:
as araucárias são vaidosas, porque sabem que são lindas…
A gente passa, e elas ficam pedindo: olha que pose caprichada, não vale uma fotinho, não?
Claro que levam, né?
bj
Rê: eu li “Geração do Deserto” e gostei muito. Passei a ter uma visão bem diferente da Guerra do Contestado.
As fotos das araucárias estão lindas!
bjs.
Obrigada, Zé!
As araucárias são árvores maravilhosas, se dividem em macho e fêmea, pelo formato se distingue, e ainda dão pinhas muito lindas, e das pinhas aproveitamos o pinhão,que é uma delícia.Sem falar da qualidade da madeira, que atualmente não querem mais explorar, porque leva 30 anos pra ficar adequada para o corte. Dói saber que se encontram em extinção.
Geração do Deserto é muito bom, mas o livro do Guido de que eu mais gosto se chama SÃO MIGUEL, sobre as enchentes do rio homônimo. Guido perdeu um filho numa delas, a grande dor de sua vida…
bj,