Não há bom humor…

… que resista!

Os professores da UFSC ganhamos, na Justiça, em 1991, o direito a receber os 26,05% do Plano Verão, criação do Governo Sarney.

Na época, a sentença mandava até incorporar os ganhos ao salário, o que não foi feito. A sentença foi dada como tendo transitado em julgado, mas era brincadeirinha, naturalmente…

Os professores que ingressaram na universidade depois disso jamais conseguiram a isonomia com os colegas que lá já estavam e até se atribuem a jocosa denominação de des-URP-ados…

E temos sido submetidos, ao longo dos últimos anos, a uma terrível provação: vão cortar a URP este mês, no seguinte, no outro…No montante do salário, o índice não alcança os 26%, diminui um pouco. De toda maneira, é horrível receber um benefício por mais de 17 anos, e de repente ver a (IN) Justiça do Trabalho negar um princípio que a tem norteado sempre: alguma quantia recebida pelo trabalhador durante um certo período acaba por se incorporar ao orçamento familiar, não podendo nem devendo ser-lhe retirada. E, convenhamos, 17 anos não são 17 dias…

Isso sem contar que 50% dos atrasados da URP nos foram pagos, mas os outros 50%, já depositados pela UFSC na Caixa Econômica Federal, lá repousam, à espera do final desse imbroglio todo…

Há uma certa esperança de que os aposentados mantenham isso no salário, já que contribuíram com essa quantia por tantos anos, e ela entrou no cálculo do que percebem, mas é uma interpretação, não é uma certeza.

A indignação campeia entre os professores, com justa razão: o Governo não tem concedido aumento, a Justiça nos prejudica como pode, e os colegas “desurpados”, cuja única esperança de ainda verem estes 26,05 chegando a seus salários seria de que os mantivéssemos, podem se despedir dela…

6 Responses to “Não há bom humor…”


  1. 1 Fatima de Laguna

    Zizina está aí o que se pode chamar de um autêntico “sôco na boca do estômago”. E mesmo quem não tem nada a ver se
    entristece, por notar o absurdo da medida. Bj.

  2. 2 regina

    Obrigada pelo apoio e carinho, muié…
    Tenho tentado não pensar nisso, mas ontem fui à UFSC e a conversa com os colegas não me deixa ignorar o assunto. Estou aposentada, tenho
    revisões pra fazer, defendo algum… Meus filhos já são independentes,
    mas muitos dos colegas são pais tardios, têm filhos pequenos ou ainda na universidade, pagam escola,prestação da casa, essas coisas. Ficam bem desesperados, e com razão.
    E há, além disso, uma sensação terrível de estar sendo injustiçado, e
    uma terrível impotência diante dos fatos…
    A gente sobrevive, mas padece um pouco, AFE!Mas, sendo a otimista que sempre sou, no andar da carruagem as abóboras se ajeitam…
    bj.

  3. 3 maria josé

    Eu entrei na UFSC no tempo do FHC - que o tempo o tenha no reino do esquecimento, e nào tive direito a nada: nada de licença premio, nada de plano bresser, URP - nem pensar. Nem vou pensar mesmo, pois vou ficar fula….

  4. 4 regina

    Bem, nega! Pensa assim que nós tivemos, mas já perdemos tudo, né? Roubaram o doce da nossa boquinha…
    Pelo menos GOZEI as tar das licenças-prêmios TODINHAS, enquanto existiram, não deixei pra contar em dobro pra aposentadoria…E não me arrependo!
    Bons tempos, bons tempos!
    bj

  5. 5 Hélio Schuch

    Puta merda! Sacanagem! Agora……….só cachaça brasileira, nada de importados…………aiaiaiaaiaiaiaiaaiaiaai e aquele 12 anos, que desce igual a palmito? Nunca mais?

  6. 6 regina

    Hélio, amado chefe:
    (melhor ainda porque é ex-chefe!)
    Descer igual a palmito vai ter que ser explicado, deve ser expressão gauchesca, né, homem de Santa Maria!
    Te cuida!
    bj

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