(Por razões óbvias, não vai pro jornal. Mas vale a pena ver de novo, pois daria uma crônica muito divertida! E, como já disse aquele rei francês, honni soît qui mal y pense!)
Brincar de cachorrinho
Na crônica da semana passada, fez grande sucesso o item sobre brincar de cachorrinho. Me mandaram proposta (de brincadeira, é claro!) de dar uma Oficina sobre isso, e montes de perguntas, pedindo esclarecimentos. Muita malícia e duplo sentido rolando, sem dúvida… Mas ficou muito divertido, e divido com vocês.
Pergunta 1: Fessora, a senhora poderia vir dar, aqui em nossa cidade, uma Oficina de brincar de cachorrinho?
Resposta 1: Primeiro vou treinar bem direitinho, estudar todas as possibilidades,com mordidas e sem mordidas, e depois monto oficina no capricho!Com osso e sem osso…Faz um bem danado pra coluna, fiquem sabendo! E deixa a gente num bom humor danado!
Pergunta 2: No caso específico de brincar de cachorrinho, os ossos do ofício fazem parte?
R2: Em qualquer brincadeira, os ossos do ofício são sempre a melhor parte…
P3: Esse lance do cachorrinho é tipo assim em grupo ou a gente só brinca com outro cachorrinho de cada vez?
R3: Já pensei no assunto, mas brincar de cachorrinho em grupo, pra seguir tradição “cachorral”, exigiria vários cachorrinhos e uma cachorrinha só, né? Complicado! As cachorrinhas não gostam muito, não!
P4: No caso de você vir dar a oficina, temos que nos vacinar contra a hidrofobia antes? E focinheira, é pra levar?
P4: Os adeptos da versão “com mordida” devem tomar vacina, sim…Os outros ficam dispensados. Quem pode se divertir, usando focinheira? Focinheira fora!
P5: A professora tem pedigree? Usa coleira igual à que Luma de Oliveira usou uma vez?
R5: A professora tem pedigree que vai ao mil avô; só não pode usar coleira, porque é de raça sem pescoço…
P6: A professora tem pulgas, ou é limpinha?
R6: A professora não tem pulga, não, mas de vez em quando arranja algum cachorrinho pulguento, porque gosta de ter pulga pra se coçar.
P7:Cachorro molhado pode entrar na sala?
R7: A professora tem faro apurado, e não agüenta cheiro de cachorro molhado. Eles têm que estar secos, limpinhos e cheirosinhos.
P8: Vão usar lingüiça para amarrar os cães desobedientes?
R8: Amarra-se com lingüiça… e lingüiça de Blumenau, daquela especial, é claro, que é a mais mió;
P9: Quem estiver com a famosa tosse de cachorro pode participar?
R9: Depende da tosse: se for intermitente, brinca-se nos intervalos; se for contínua, impossível…
P10: O nado cachorrinho será um módulo à parte? Nesse caso, vai ser em piscina ou em mar aberto?
R10: Nado de cachorrinho - ou qualquer outra atividade aquática - foge à especialização da fessora; ela nada cachorrinho, é claro, mas não fez curso de salva-vidas, e não sabe o que fazer, se alguém muito entusiasmado se atrapalhar e engolir água.
P11: O que será feito com os alunos cachorros que estiverem no mato sem dono?
R11: Os cães sem dono são ótimos: são carentes e carinhosos, ótimos guardas, e serão benvindos; mas os perdidos no mato vão ter que vir limpinhos, sem pulgas, carrapatos ou carrapichos.
P12: Vai ser feita alguma performance com aquele rap que diz assim: ” Só as cachorras!”?
R12: A trilha musical é variada: vem de O Cachorrinho do Lalau,que late em Bossa Nova; passa por Waldick Soriano (Eu não sou cachorro, não), maravilha da música brega, e chega ao funk, glória de todas as cachorrinhas delicadas e de bom gosto…
Aviso importante: pitbulls são ilegais! São ligados demais em mordidas, e não se controlam!A fessora não aprecia brincadeira que acaba em hospital!
(com agradecimentos especiais à Roberta da França, que pôs pilha, e à Fátima de Laguna, colaboradora essencial).
Pra brincar de cachorrinho tem de fazer tosa higiênica? (he he)
Ô Zina tu sabe algum joguinho de brincar de alguns outros bichinhos pra ser feliz? Conta aeh pra nós!bj
Fátima:
gosto mesmo é de brincar de peixe… A gente mergulha e some, e depois fica fazendo caras e bocas nas paredes do aquário, bem friozinho, hehehe…E bem escorregadio, dá pra ninguém segurar, não!
Ricardim, menino inconveniente:
a tosa depende da raça, né? A higiênica não precisa, não, mas a estética DEVE!Quem não gosta de cachorro bonitinho? Bem escovado,bem cheiroso?
Falar nisso, a Katusha tá arrumadinha? Vou arrumar namoradim pra ela! Aqui na vizinhança tem um poodle branquinho feito ela, que é uma graça!
bj pr’ocês
(CRUX, justo eu, que não sou grande fã de cães…Virei autoridade… teórica, hehehe…)
Ah! Claro brincar de peixinho é uma gostosura. Na facul a gente fazia a prática da natação na Escola de Aprendizes Marinheiros (em 1974 ehehhe) e eu ia pro fundo da piscina um tempão (tinha fôlego).De vez em quando ia um menino da turma o “D” lá embaixo e sorria aquele sorriso lindão dele pra mim, mas a menina que ele gostava era a minha amiga que por causa de um bobalhão deixou aquele peixão maravilhoso vendo navios. Hoje ele é casado e eu tambem,não brincamos mais de peixinho…Ele tem a sereia dele e eu sou a baleinha do meu pescador aqui de casa.
E a minha amiga…pôxa, ficou só! Por amar quem não a merecia e que deu o bolo nela.
Ora, é porque ela não tem charme, guria!
Não há dessas justiças na vida, não…
E concordo contigo: é uma delícia ficar embaixo d’água, naquele azulão todo, e ver o sol batendo…Quando morava no interior de Sumpaulo ia todo dia pra piscina, no verão. AMAVA!
Mas brincar de caranguejo, e andar de lado, correndinho, pra lá e pra cá, também é legal!
Vou treinar, peraí!
bj.
Lembrei de mais uma!
Meu pai, que era alto, gostava de brincar de URSO com a pequenininha aqui:me abraçava dum jeito de quase me quebrar os ossos, o malvado!
SAUDADES!
HAHAhhaahahahah minha filhota adorava que eu brincasse de URSA com ela mas havia uma regra: quando não aguentava mais os meus abraços, bocadas e roncos de ursa
(ela quase morria de rir) dava uma injeção de mentirinha e eu ficava totalmente imóvel. Daí depois a ursa acordava e começávamos de novo…
De vez em quando digo que sou a ursa e ela fala:
Menos mãe! Menos!
Pois Mãe Urso e Pai Urso são uma delícia, né?
E como gosto muito de “inticar” com os amigos, o pai gozava: esta ficou mal acostumada e ama com amor de urso, ali na patada…
Chamo todo mundo de quem goste muito de “abobabado”, “nojento”, nojentinho”, coisas assim…Pudor de mostrar muito afeto, sabe?
E o pai entendia perfeitamente, bendito seja!
bj.
Rê: por que não pode virar uma crônica? Está muito divertido. E eu acho que, guaypeca que sou, já me encaixo em cachorro sem dona, ao menos na oficina… depois a gente conversa.
Vou me inscrever rapidinho! Tem que ter uma aqui em Floripa. Estou me sentindo discriminado. Também, quem manda ser guaypeca. Escolhe uma raça aí meu…
Vai uma perguntinha: o cachorro pode ficar em pé pra pedir alguma coisa?
bjs.
Cachorro que quer pedir coisa tem que ser de pé…fazendo cara bem pidonha, olhar bem caído e triste, e as orelhinhas lá pra baixo…
Mas a fessora não gosta de cachorro babão,nem pensar!
O preferido é o yorkshire, de preferência cinzento…E de coleira vermelha, pra fazer contraste! (mas pode ser fitinha vermelha, também, hehehehe…)
Fessora com pruridos estéticos é fogo, meu!
Não escreveste mais nada, nenhum poema, né, seu folgado!
Vais ficar de castigo!
bj
Regininha, já que vc gostou do meu pitaco vou dar outro. Tem um ditado que diz “canta sua aldeia e serás famoso”, e acho que serve para você. Essas memórias que vc tem da sua infância e de floripa são muito reais, cheias de detalhes saborosos, vc podia aproveitar isso!
Bjos
Vou tentar, lindinha, vou tentar…
Mas elas são meio espontâneas,pintam quando bem entendem.
Às vezes, um bom pitaco ajuda!
Tás contribuindo com a pauta de sexta, porque amanhã reproduzo a crônica do AN.
beijão.
Robertinhaaaaaaa! Eu posso contar uma coisa da minha infância, quando eu brincava de médico com a turma
da nossa rua?
Fátima:
te agüenta, santa criatura!
Todo mundo brincou de médico, não tem originalidade!
Mas tuas memórias da cidade, isso pode!
bj
Duvido e ó dó! Duviiiiiiidddddooooooo que alguem tenha
feito todos os exames que a gente fazia aqui.
A medicina da gente era muuuuuuuiiiiiiiiittttoooooo
adiantada.Mas se voces preferem ficar neste marasmo de
recordações tão limitadas eu me calo, claro.
Ai que alívio Zizina!!! Pôxa eu e a minha sensibilidade
estávamos por um fio. Ainda bem que vc chegou e deu notícias! Ufaaaaaa! SEJA BEM VINDAAAAAAAAAAAAAA!!!
Fátima:
1. olha, nessas coisas de inventidade pros exames, vamos e venhamos,nem os de cá nem os de lá tinham muita, hehehe, nem os da França, nem os da China…
2. Eu voltei/ pras coisas que deixei/ porque aqui/ aqui é meu lugar!
bj
Regina então posso contar a história trágica do cachorro
de raça do meu vizinho que estava brincando com um cachorro de rua e o dono do cachorrão de raça flagrou
e ficou muito emputecido? Eu não ia perguntar isto mas
aqui na minha cabeça ficava aquela coisa:
pergunta, pergunta, pergunta …
Ora, mas tem que ensinar pro teu vizinho que essa miscigenação é muito boa, e fortalece a raça…
Só espero que o cão de rua não tenha sarna, porque pulga pra se coçar pode ser divertido, mas sarna pra se coçar é dose!
Só agora notei que não veio pergunta, e já fui respondendo a uma pergunta inexistente, hehehe… sou mesmo ótima, né?
Tou indo lá pro Café dos Araçás, ouvir um som brasileiro, comer batata suíça de camarão (ADORO!) e tomar uma frozen margherita linda que apelidei de iceberg, porque é lindamente azul! E bater papo com
os amigos queridos que vieram do Paraná, esta a melhor parte…
Abusada!INZIBIDA!NOJEEEEEEEEEEEENTA!
Já fui e já voltei, e tava muito bom!
Detalhes amanhã…
bj.