da crônica do João Ubaldo no Estadão de hoje, intitulada ” As causas da dengue”:
“O comportamento do aedes também precisa ser fortemente denunciado e se faz tardar um pronunciamento no Senado, mostrando como essa criatura delinqüente ameaça as instituições. Em primeiro lugar, a conduta da fêmea (sim, como muito se reitera, quem morde é a fêmea, o macho vive de vapores poéticos, como todo macho), que, além de não conter seus impulsos libidinosos, seduzindo os pobres machos ao pecado qual uma Eva díptera sequiosa de prazer carnal, se recusa a usar qualquer método anticonceptivo. Se não ficasse grávida, não precisaria de sangue. Coisa da Zelite perniciosa e libertina, que só pensa nos próprios interesses. Em segundo lugar, suas entidades se negaram até o último instante a admitir que estavam formando quadrilha, fazendo epidemia. A imprensa dizia que sim, os doentes mostravam que sim e nada de eles reconhecerem a patente verdade.
Agora estão aí desmascarados, certamente vem CPI, mas no fim vai dar tudo em poça, podem crer.Pouquíssimos mosquitos jamais foram punidos no Brasil, com a exceção dos que morderam certos políticos e jamais conseguiram zumbir uma verdade novamente.
” E o complô mundial da indústria farmacêutica, especialmente no setor de analgésicos? O aedes - Zelite é Zelite - não aceita Melhoral e contam aqui que os estoques de remédios, repelentes e inseticidas estão acabando. Quanto aos fabricantes de repelentes e inseticidas, já devem estar gerando empregos (olhem aí, isso ninguém fala) para contadores de dinheiro. Mas é claro que os preços vão baixar, não só, como qualquer um que procurou um repelente ontem verificou, porque as farmácias colaboram e os laboratórios idem e o governo vai retirar os impostos sobre eles (isso, claro, depois dos necessários estudos, que estarão concluídos assim que a epidemia acabar e já formos uns cem milhões de saudáveis sobreviventes).
” Deixei para o fim o principal culpado. Nós, o povo, não há discussão. Sem povo, não haveria epidemia e muito menos reclamações. É o povo que fica doente ou com medo de estar doente e é o povo que não faz o que devia para não ficar doente. A conclusão impõe-se: o povo é que é o grande problema dos governos, especialmente nas democracias.”
(IN- O Estado de São Paulo, Caderno de Cultura, p. 3)
Rê: depois que o EpideMaia foi pra Bahia pedir aos santos para os mosquitos irem pro mar, eu não espero mais nada. Aliás, o FHC já tinha feito o mesmo quando da seca no nordeste, na década de 90. Tira o polvo, bota reza, vela, incenso e o diabo a quatro… Mas o governo, este está blindado. Não só contra o mosquito, mas contra qualquer picada, ainda que seja fatal.
E o Lula segue confortavelmente, sem qualquer crise… O Cabral, não aquele, mas o governador do Rio, também. Tudo pelo mercado, tudo por um programa social eleitoreiro. Nada para o social, infra-estrutura, saúde, educação… bjs.
Ouvi a faxineira, esta semana: é o primeiro presidente com cara de povo. E LI Cacau Meneses…Até o Cacau está a favor…
E ouvi a mim mesma. Não briga comigo, mas eu AMO o Lula…
Entendo os “pobrema”, fazer o quê…
bj
Oi, Regina!
Também gosto muito muito do Ubaldo.
Vim aqui desejar uma boa semana para você.
Ontem entramos no horário de verão… cinco horas nos separam, pois.
Eu já fui ao médico, já fiz compras, respondo e-mails e agora vasculho aqui em teu blog… Tenho dois relógios grandes na parede, um deles marca a hora em POA e o outro a de Copenhague. São 7:41 aí.
bj
Bom dia, amiga, e boa semana pra ti, também!
Ando atrasada com o blog, pois decidi caminhar primeiro, e escrever depois - senão, sento aqui, e acabo não fazendo a caminhada…
bj.