“Qualquer maneira de amor vale a pena”, diz a canção.E virou hino do amor homossexual…Não creio que os autores tenham pensado nisso, ao compô-la, mesmo que sejam gays ( e não sei se o são, ou não, nem interessa). É provável que tenham pensado nele abstratamente, no amor em geral, que é justamente o que torna a canção maravilhosa - e o amor homo cabe dentro dele, também.
Acabo de me indispor com pessoa de quem gostava, mas com quem a convivência era sufocante. E era sufocante porque era desrespeitosa. “Respeito é bom e eu gosto”, dizemos, a repetir velha piada. E esta pessoa me manda email dizendo: quero que saibas que gosto muito de ti. Bem, jamais duvidei disso. E nem de que eu também gosto dela. Só que isso não é o suficiente, nem desculpa tudo, como ela parece pensar: há limites para o afeto, para o amor, para a paixão.
Há pessoas pra quem basta ter quem as ame, e elas ficam à mercê dos comportamentos dessa outra . Se submetem a tudo, ficam passivas, e preferem toda e qualquer humilhação a ficar sozinhas. Há pessoas, por outro lado, para quem basta amar e elas acreditam ter o direito de fazer tudo para saber do outro, para controlar o outro. Nenhuma da duas tem alguma segurança, nem amor próprio, nem noção de limite… Uma amiga vareja milímetro a milímetro a vida do homem amado, fiscaliza sua página do orkut de dez em dez minutos, descobre suas senhas de tudo e pra tudo, e se sente corretíssima ao fazer isso, não se tente questioná-la a respeito. Bem, isso não é amor: isso é doença.
E não é só nas relações amorosas que essa necessidade insana de controle vai aparecer. É até nas relações de amizade, nas relações entre irmãos, nas relações com os filhos. Nosso contatos interpessoais não são seguros, certos, controláveis. Precisamos nos conformar com isso, saber lidar com isso, aceitar isso. “Os corpos se entendem, as almas, não”, diz o poema do Bandeira. Mas se eu sei que a outra pessoa gosta de mim, por que fiscalizá-la? Se eu acredito que ela gosta de mim, por que fiscalizá-la? Se quando estamos uma na companhia da outra temos momentos legais, por que isso não pode bastar? Quando estivermos juntos/as, nos bastamos - é bom, deixe-se que isso seja suficiente.
Não considero um favor alguém tirar pra mim um ingresso prum espetáculo que eu não desejo ver, e querer que lhe faça companhia. Talvez eu até fosse, caso ela tivesse consultado antes, em termos mais ou menos assim: “quero muito ver, e gostaria que fosses comigo. Topas?” A menos que fosse algo muito horrível, por afeto eu provavelmente toparia. Mas comprar primeiro, me avisar depois, em cima da hora, ignorando se eu teria ou não algum outro compromisso (e tinha!) e achar que está me prestando alguma honra, não. Não, não é uma gentileza: é um desrespeito.
Oh, sim, já fiz um dia tudo aquilo que estou condenando aqui e agora. Mas aprendi. Já fiz cenas de ciúmes, já senti ciúmes de me roer toda, inseguranças terríveis, tentei controlar cada segundo da vida do outro, e já fiz até pior, acho: fui pegajosa, chata, insuportável. Afinal, a amiga controladora citada me ensinou alguma coisa…
Mas eu aprendo com os erros, e esta é minha grande qualidade. Aprendi, por exemplo, que a insegurança faz parte, e há que aceitá-la como tal,a conviver com ela numa boa. Aprendi que nenhum afeto, nenhum amor, nenhuma paixão vale a perda da privacidade, o desrespeito pelos limites, a aceitação de autoritarismo(s). Se alguém sai da tua vida hoje, amanhã ou depois outra pessoa entrará - amigo, amante, irmão, qualquer que seja o vínculo. Se não aparecer ninguém? Bem, entre aceitar conviver com quem não nos respeita, com quem não respeita a si mesma/o nem gosta de si mesma/o ( e daí não sabe como respeitar o outro nem gostar dele), e viver só, é melhor ficar só. E bem acompanhada/o.
Amei essa, Regininha. Uma luva na minha (ridícula) vidinha. Obrigada.
Tem coisas que são dolorosas de se aprender, né?
Mas a gente se esforça… e divide, que todos aprendemos com todos…
beijo, linda.
também adorei a maneira como você discorreu sobre o assunto.
compactuo contigo em muitos pontos de vista aí colocados.
como foi o casório por aqui?
beijão de boa semana e já menos frio ^^
í.ta**
Italo:
o casório tava ótimo, a cerimônia foi na igreja do rio Molha, uma capela bem bonitinha.O João e a noiva estavam muito felizes.
O jantar - maravilhoso! - foi num restaurante chamado Pedra Branca, pra cima do Noviciado. Nos perdemos no caminho, foi divertido.
Acabou que não consegui falar contigo. Tou voltando pro hogar, dulce hogar pela manhã. Mas estarei aqui dia 7, pra Feira do Livro, que o Xireda não dá folga, e me pôs mediando duas mesas.A gente se fala daí.
beijão, pra Nice, pra mãe, pro irmão levado da breca!
bela reflexão.
sorte que eu também aprendo com o erros,
aliás, o meu é meio que o contrário, é bancar o ‘esquecido’ demais…
bom, seguimos, ora pois..
Oi, homem da moto vermelha!
Pois se o bom da vida é que ela segue, e nós também…
E como diz a velha canção, “caminhemos, talvez nos vejamos depois…”
beijão.
já vens no dia 07??
participas em quais dias das mesas??
nos vemos, sim.
cervejinhas e conversas à fora.
tô na espera de um “recebido” do dorva. rs
não é nem de um “será publicado”, apenas a certeza de que recebeu meu texto. rsrs
beijão!
Italo:
não sei em que inóspito universo escondi a programação.
Mas devo ser moderadora da mesa do Tezza, e me parece que isso é na abertura.O Xireda é quem determina o dia exato em que vou, pois vem carro daí me pegar. Já lhe pedi “segunda via” do programa, mas o folgado está em Parati, na Flip…
Mas devo ficar a semana, e modero mais uma mesa, a do Ricardo Azevedo.
E é claro que vamos conversar, temos que combinar muita coisa do livro.Vamos voltar lá no Smurf e tomar alguma Original daquelas, bem geladinhas,né? Ou no Meu Boteco, como Xireda gosta. O Tezza também é grande apreciador.
Tou aqui à beira de um ataque de nervos: me dei de presente de aniversário, que tá chegando, uma TV de 29′, tela plana, e não tou conseguindo reprogramar a TV a cabo. E o técnico deles só pode vir na quinta… Vou perder os CSI, oh dor!Sniff, sniff…
Querido, Dorva não avisa se recebeu, nem quando será publicado…Vai olhando o jornal.
bj
rsrs
beleza, rê.
falamo-nos, sim.
beijão!
Ítalo:
já li os poemas do Gui, ele leva jeito, mas tem que melhorar algumas coisas. Quero conversar pessoalmente. Inclui ele em algum dos papos, tá legal?
Já mandei email pra ele, também, falando isso.
E a crônica de hoje do Amilcar no DC tá do cará! Já tá salva e MUITO bem salva…
Esta semana a minha brinca com a do Rubens da semana passada. Já mandei pra ele, ele gostou, UFA!
beijo.