Primeiro, porque as cozinhas se aquecem desde cedo, preparando a ceia: mosca ao molho de nozes, estrogonoff de insetos, musse de asa de besouro, gelatina de flor de manacá - linda! - o cardápio mais caprichado do ano inteiro!
Quando chega a noite, tudo pronto e arrumado, eles vão indo pra igreja, assistir à missa, missa cantada, com suas músicas especiais num órgão de tubos de bambu, e o coral de sapinhos-cantores desempenhando ali, no capricho…
Pros sapinhos que não têm pai nem mãe, eles se lembram de fazer um presente, cozinhar alguma coisa legal, e entregam na entrada da igreja, pros sapinhos terem sua festa especial depois. Pros sapinhos que são velhinhos e estão no asilo, também; pros doentes, no hospital, também.
Os sapinhos de Verde Charco são GENTE, e gente muito fina!
Depois da missa, eles se cumprimentam na saída: FELIZ NATAL! FELIZ NATAL! E vão pras suas casas, loucos pra comer aquelas comidinhas maravilhosas, e pra saber o que vão ganhar de presente, e cantar em casa suas músicas favoritas, e ir olhar o que os vizinhos ganharam e fizeram, e…e…e… mil outras coisas.
Por causa disso, no dia de Natal eles estão alegres, mas cansados. O Sapinho Rechonchudo riu uma porção com sua gaiola de moscas na ratoeira,mas ele também tinha aprontado com o presente do sapo Rinaldo, e os dois se divertiram à beça com a peça…
E o sapinho Padre, que é esperto pra daná, marca a missa do dia de Natal pras onze horas – pra dar tempo do pessoal dormir à vontade, e chegar bem descansadinho na Igreja.
E eles já chegam se coaxando FELIZ NATAL! FELIZ NATAL, contentes da vida!
UM FELIZ THE END
Oba, li a história toda. E gostei.
Fiquei imaginando as ilustracoes, os sapinhos trabalhando, a sapinha cor-de-rosa, o presépio e, principalmente, a ceia.
Vai demorar um pouqinho pras fotos de Suchitoto entrarem no blog. Estamos bem atrasados. A última postagem foi sobre a Colômbia. De lá até aqui muita coisa rolou. Mas entrarao, nao sei quando.
Beijo pra ti, querida
Ah, que loucura essa do cinema cult, é pra esculhambar, nao é?
Oi,amadinha!
É claro que tinhas que imaginar a ceia, mas não uma de sapo, uma de gente, com peru e farofa de passas, maionese, arroz bem soltinho,e uma sobremesa (a tua favorita) no capricho…
Não, não tou querendo judiar, não… Imagino tua vontade de passar o Natal com amigos e entes queridos, pois mesmo uma atéia como eu gosta dessa confraternização toda…Mas tens Eumano, e isso é o mais importante, né?
A “sessão cult” me revoltou, não porque tenha alguma coisa contra os pornôs, mas porque é safadeza pura…Vou fazer uma crônica, pode deixar…
Tá um dia lindo e quente em Floripa. Fui caminhar há pouco, muito engraçado o movimento na avenida beiramar: para cada dez carros que voltam da praia há um em sentido contrário…Voltei, e tou ouvindo As mil e uma aldeias, do João Bosco, pra montar a entrevista com Chico Bosco, filho e parceiro em três CDs. Chega de descanso, não sei descansar por muito tempo, começo a ficar inquieta!
beijão. E um feliz resto de Natal pr’ocês.
Regina adorei os quitutes as iguarias que são feitos para
a ceia lá em Verde Charco! Aliás este conto é muito gostoso
porque se há água onde a vida se prolifera, é sinal de natureza preservada.Parabéns e obrigada por nos levar junto consigo em tão doces viagens.
Abraço “pós-natalino” e “pré-anovinho-em-folha” onde teremos a chance de continuar buscando mundo melhor para todos, inclusive para Verdes Charcos!
P.S.:Quero a receita da gelatina de manacá!Hummmm…
será que piavas crestadas (na pedra, ao sol),curtidas ao suco de hortelã não seriam apreciadas pelos habitantes de lá?
Fafá:
bom te ver de volta!
Acho que meus sapinhos gostariam de piava, sim… Mas cruazinhas e nadando, hehehe… Eles espichariam suas lingüinhas maravilhosas e … plaft!, uma piava a menos no mundo!
Estou testando a receita da musse de manacá, depois te mando!Gosto mais daquela feita com o manacá rosa, fica mais bonita (a Sapinha Cor-de-Rosa também prefere esta!)
beijo.