O nome do sebo é Sebo Rani. O nome do dono é Ivair, e é uma peça. Adoro ele!
Quando minha estante nova ficou pronta, e fui arrumar os livros nela, vi que teria que me desfazer de mais um monte deles. Mas já estava mesmo me aposentando, e não pretendia guardar a imensa maioria dos teóricos usados pra preparar aula. Manteria só aqueles muito, muito amados: Said e seu Orientalismo, Anderson e Comunidades Imaginadas, Mandel e Delícias do Crime - os que de vez em quando são relidos ou consultados. Separei os que não queria mais, encaixotei, liguei prum sebo da Estante Virtual, que era justamente o do Ivair.
Ele veio aqui num sábado à tarde, e se apaixonou pelos meus livros, inteirinhos todos, bem cuidados e só coisa boa. Mas infelizmente, me disse, não tinha dinheiro pra levar muita coisa. Tive um dos meus impulsos: confias em mim? perguntei. Diante da resposta afirmativa, eu disse: também confio em ti. Vais levar os livros em consignação, me prestas contas periodicamente. Se a gente faz isso com livraria, pode fazer com o sebo, também…
(Meus filhos dizem, desses meus impulsos, que me baixa o espírito de Madre Teresa de Calcutá. O amigo Arno diz que não, que é “Madre Teresa de Florripá”…)
Pois foi um bom impulso: jamais me arrependi. Honesto, simples, querido, virou amigo logo, porque é o tipo de gente que aprecio. Gosta demais de ler, e o jeito que encontrou para sustentar o vício foi este, trabalhar com livros…E sempre tenho alguns livros pra passar adiante, o espaço do apê não é elástico, e há sempre livros que não se vai mesmo reler, ou não vale a pena guardar. E é bom que os livros circulem, nada de deixá-los sepultados na estante…
Ivair ligou há pouco, gripadíssimo. Tem dinheiro de livro pra me passar, e pensou em depositar na minha conta. Mas logo desistiu da idéia: se eu depositar na conta, ela não vem me ver, não me traz mais livros… Ri uma porção: tudo bem, seu danado. Já tenho uma sacola ali pra te levar, uns CDs de música erudita pa te dar… e vou levar um tubo de vitamina C de dois gramas pra ti, pó deixar… É preciso dizer que o Ivair agora está com o sebo lá na Palhoça… É uma viagem, mas me divirto: passo pela Ponta de baixo, pelo Kobrassol, dou paradinha no Larcenter ( ou é Centerlar?) da Kassol, faço algumas fotos por lá, arrelio o super-Ronaldo na viagem. E o pobre só diz: essa tia, essa tia…
Amei mais este relato!
Senti uma inveja danada de boa
e obrigado pelo “sem seqüelas” ^^
beijão!
PS: A Nice se apresentará nesse próximo sábado (24) no espaço cultural do Angeloni, com um amigo nosso no violão =D
Ai que pena que não estarei aí pra ver Nice cantando!
Boa sorte pra ela, ou como diz o pessoal do teatro: “merda”!
beijão, guri, já estava com saudades…
Ah, então quer dizer que você passa aqui por perto e não vem aqui em casa né? Bonito, muito bonito!
beijo pra você!
E eu…como é que fico? ….cara vermelha, focinho de porco, orelha de coelho….tive que vir ler…não aguentei…voce é mesmo uma pequena maravilhosa…Teu coração não é maior, pq não ia caber dentro deste corpicho….um grande abraço, e obrigado pelo que me cabe no texto…a recíproca é verdadeira…bem o sabes…
Ora, querido, a hora que eu vou lá, ainda estás dormindo, hehehe…
No dia em que for mais tarde um pouquinho, passarei aí!
bj
Ora, Ivair, tax muito exibidinho!
Mas é um prazer receber tua visita.
Já viste que o Aleph tá enciumado, né? Vou à Palhoça te ver, e não passo no Kobrassol pra visitar ele e a Leila.
Volte sempre!
bj
Regina, não me diga que você passa aqui antes das 7 da manhã. Ok, sei que é tarde, mas às 6 não né?
Ora, vais me enganar que às sete já estás de pé?
Tá bom, na próxima vez, deixo pra tomar o café da manhã com vocês, às sete e meia.E levo pão fresco!
Se quiserem que eu leve o leite, também, é só dizer!
bj