Exorcismo

Dos demônios que me habitam

vou me livrando devagar.

Usando surra de açoite

Infusão de folhas

filosofia , sessão de análise e novenas

A cada demônio vou entendendo

de cada manha

fico sabendo

de suas garras no meu peito

me livrando

Não tens garras

nem cascos, nem chifres

e não existe reza braba

nem novena, nem açoite

nem folhas em banho

não existe análise que

consiga me livrar…

Dos demônios que me habitam és

- sem dúvida! -

o maior.

5 Responses to “Exorcismo”


  1. 1 Ítalo Puccini

    Maravilhoso, maravilhoso, maravilhoso!!

  2. 2 regina

    Obrigadinha, lindo!
    Ainda vou mexer nele, tem um verso ou outro com um ritmo que não me agrada…
    Hoje recebi as fotos que o Chan fez, na última vez em que estive aí e tou me divertindo com elas.Depois te mostro algumas.
    bj

  3. 3 regina

    Não estava contente com o ritmo do poema, do jeito como estava.
    Fátima deu uma ajudinha, revisei a revisão dela, e ficou comme il faut
    Troquei a versão anterior por esta. Acho que agora, sim, tá do jeito certo.
    Ítalo, que achas? Me diz, quando voltares do Rio.
    bj.

  4. 4 Rubens

    eu achei ótimo :))
    beijos

  5. 5 regina

    Rubens:
    Se és tu que elogias, só posso acreditar, né?
    beijinho, guri!

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