Bom dia, tristeza…
Me tira da cama
me dá uma surra
me faz desistir
de tentar qualquer coisa…
Bom dia, tristeza…
me deixa na cama
me faz desejar
tudo que não posso
tudo que não vem
tudo que não é…
Bom dia, tristeza…
Vem, sorri pra mim,
com tua boca de monstro
castrador e mau
Vem, sorri pra mim,
me deixa sozinha
sabendo que será
para sempre assim.
Bom dia, tristeza…
Por favor, me devora!
Pois antes que alguém se preocupe, deixem-me dizer que quem está triste é meu eu-poético, não sou eu…
O título do poema é homenagem ao Júlio, revisor da EdUFSC, que foi meu colega de graduação em Letras, séculos atrás.Quando cheguei na editora, na quinta, pra reunião do Círculo de Leitura, Júlio me disse, lá do seu canto: gostei daquele “Bom dia, tristeza”…
Um poema é um poema é um poema…
E tou feliz traveis.
bj
Querida:
Gostar ou não gostar é um direito que te cabe. Não foi feito pra te agradar, mas para expressar algo MEU.
Se queres fazer teus poemas, faz.(Tens tanta necessidade de te expressar e de te dizer pro mundo, que deverias ter teu próprio blog - já te disse isso várias vezes).
Os meus poemas são meus, correspondem aos meus sentimentos daquele momento - ou aos meus-não sentimentos daquele momento. Penso diferente, sinto diferente, tenho vocabulário e repertório diferentes dos teus, uma história de vida bem diversa.O que cada um escreve corresponde aquilo que ele É.
Do mesmo jeito como Verde Charco e seus sapos são meus, e só eu invento o que vai acontecer lá… e o que os sapinhos vão fazer.
Quando entenderes isso,vai ser maravilha! (Ah, “gelo” não tem acento - é paroxítona terminada em -o,que, junto com a paroxítona terminada em -a,seguida ou não de -s, forma a ocorrência mais geral da Língua Portuguesa, dispensando acento)
bj