E não me venham com maliciazinhas, não, que não vou falar de namorados,seus xeretos!
Vou falar da TV, e dos poucos programas e séries a que assisto. Listados como estarão aqui, vai parecer que não saio da frente da TV, mas minha assistência é meio indisciplinada, assim como eu mesma. Na maioria, policiais, que adoro tanto em livros como em filmes. E, vamos e venhamos, as séries policiais na TV são mesmo ótimas; algumas delas, ao menos. Por causa disso, virei fã do AXN (que repete a programação em blocos diários de oito horas), e alguma coisa no FOX. No A&E também passa, aos domingos, com repeteco no decorrer da semana, série interessante, chamada Numb3ers, muito, muito legal - nela, a Matemática é utilizada, com suas teorias, para auxiliar na solução dos crimes. Não sei se aprendi alguma coisa de Matemática: a forma como ela aparece ali talvez não seja lá muito verossímil prum matemático, mas pros leigos torna o bicho-papão da nossa vida escolar algo pra lá de legal. Simpático à beça, dá até vontade de ir pesquisar aquelas teorias todas…
Há mais de um tipo de série policial - de um modo geral, uma dramática, ou séria, se preferem, e outra apelando mais pro cômico. Às vezes essa variação se dá de um episódio pra outro da mesma série, com a mudança de roteirista, ou mesmo um roteirista só se mostrando… Há umas mais lights: Women Murder Club, por exemplo, ou Bones. E outras mais pesadas. Sou fã de carteirinha de Criminal Minds, que só vejo em repetição, pois passa nas sextas, às 20 horas, meu horário de boteco, na happy hour com tio Clóvis, Tadeu, Sabrina, Adriane, Amanda (que tem sete aninhos, e só vai de refri…) e quem mais aparecer.
Tenho duas favoritas: CSI-Miami, pela feiúra ruiva do David Caruso e seu pescoço torto (uma menina um dia entra lá e quer falar com “o homem do pescoço quebrado”, hehehe… Nada como autotexto gozador!) E pesa também a beleza cheia de mar e rios de Miami, e a qualidade da fotografia e dos cenários. Me divirto com toda a elegância das viúvas que acabaram de enterrar o marido, elas inconsoláveis, mas usando vestidos tomara-que-caia, very sexy, e muita maquiagem e penteados em estilo pirua… Variam muito os casos, alguns envolvendo a própria pessoa dos investigadores, e isso os torna mais próximos do telespectador. De um modo geral são atores canastrões, tornados populares por características não muito previsíveis, que vão sendo aproveitadas ao longo de seu desenvolvimento.
E aquela que me deixa rosnando quando perco algum episódio é Law&Order - Criminal Intent, mas aquela com Vincent D’Onofrio e Kathryn Erbe (tem um outro com Chris Noth, o Mr. Big de Sex and the city). D’Onofrio faz um investigador muito neurótico, Goren, mas brilhante, especialista em comportamento, uma coisa fantástica. Emprega soberbamente Psicologia Aplicada com sua observação de postura corporal, e é absolutamente improvável a maneira como sabe tudo a respeito de tudo - mas é ótimo vê-lo em ação. Em um dos episódios se confronta com uma criminosa tão brilhante em análise comportamental imediata (meio forçado, isso…) quanto ele - e seu duelo intelectual é fantástico, embora cruel ao extremo.
Só que tem um CSI que também sabe tudo: é Grissom, do CSI original, que se passa em Las Vegas. É um entomologista, um especialista em insetos, feito aquela criatura maravilhosa que foi o compositor Paulinho Vanzolini. E isso significa que gostar de insetos não depõe contra ninguém; afinal, eu sou essa Regininha maravilhosa que ‘cês conhecem, e adoro filmes de terror… O problema é que abusam um pouco das anatomias, dos cortes, recortes do legista, um humor que é meio nojento, e que ninguém merece. Quem gosta daquilo, faça o favor de ir se tratar, pois tem problemas MUITO SÉRIOS!
Fugindo disso, porém, dos policiais, fui um dia cair, por acaso, em série nova da HBO bolada e dirigida por Rodrigo García, filho do Gabriel García Márquez. Os roteiristas são muitos, e variados. O guri tem feito ótima carreira na terra do tio Sam, e já vi um longa seu simplesmente bom demais. Tinha visto já algumas propagandas da série, mas franzi o nariz e não fui assistir. Chama-se Em tratamento, In therapy, e fugi de início porque já fiz muita psicoterapia, neurótica assumida que sou, e não estava com saco. Um dia parei ali de paraquedas, sem saber o que era. O diálogo era muito bom, a atuação dos atores muito especial e sensível, e descobri que são quatro clientes, cada um em seu dia fixo da semana, e um dia para o terapeuta fazer seu acompanhamento com sua própria terapeuta, a atriz fantástica que é Dianne West. Isso sem contar que o terapeuta é o ótimo Gabriel Byrne que, além da competência, é homem pra lá de charmoso.( Aliás,não espalhem, mas eu o acho lindo!) Não vejo todos os dias, mas acompanho sempre que posso, e tenho adorado…
E notaram que horror: não vejo nada nacional, oh dor! Acompanho filmes hispanos no Cinemax, até uma série belga, eventualmente, no Eurochannel ( Septième Ciel) e muito pouca coisa a mais… Podem me recomendar algo nacional bom, sim, mas que tenha horário pra começar e pra terminar, ou nem toquem no assunto…
é in treatment!
adoro tb! viciei.
outro que eu sou viciada é the tudors, sobre o henrique VIII. produção da bbc, show de bola!
beijos!
Assisto todos os dias as reprises de CSI: Nova York e CSI: Miami que passam às 7h e às 8h (bom jeito de começar o dia…:)))) Gosto mais desses do que do CSI original (isso é um crime?)
Ana:
tenho é TVA, não há BBC. Mas fica o registro, pra quem tiver.E ainda bem que aprovas o In Therapy, uma surpresa muito grata (mas as séries da HBO são muito boas, normalmente).
Alex:
não, não é crime, muito pelo contrário…É bom demais, faz um bem danado!E os mais antigos estão melhores que os atuais.
É comum eu tomar café assistindo aos CSI, ainda mais com este frio.Quando o café acaba (logo, né) me ponho a fazer tricô, hehehe, mas do filminho não largo! O dia atrasa, mas fica bem mais agradável, com um começo tão bom.
bj
Ah os tempos que eu tinha tv a cabo em casa. Não sei o que é isso há quatro anos. Mas me viro comprando as caixas e assistindo SBT e Record. Dos policiais, eu gosto muito do Closer, que passa na tv do Silvio Santos e na TNT. É sobre a delegada chefe Brenda Lee Johnson, mulher da Georgia, sotaque carregado, que chefia uma equipe de homicídios prioritários em LA. Comprei a terceira temporada no fim de semana e assisti tudo em dois dias. Eu gostava muito de Monk também, mas até quando a personagem Sharona existia. Mas a atriz foi renegociar o contrato e os produtores acabaram com a personagem no meio da terceira temporada. Aí a série caiu demais.
Uma fantástica é Dexter, do canal FX, a história de um serial killer que caça e mata serial killers em Miami e é perito forense. “Uma cidade com a taxa de resolução de homicídios de 20% é o paraíso para um cara como eu”, diz o personagem logo no início do primeiro episódio. Nos EUA a segunda temporada já acabou, mas nem estreou aqui no Brasil ainda. E parece que vai demorar mais um tempo…:(
CSI eu vejo na Record mesmo. Esses dias baixei o final da quinta temporada, que foi dirigido pelo Quentin Tarantino. Caraca, muito angustiante! Um maníaco atrai um CSI para uma cena de crime, domina-o e o enterra vivo, dentro de uma urna de vidro. Imaginas o resto, né?
Beijos
Mário:
ora,adorei as referências pros desprovidos da TV a cabo…
Dexter passa, sim, ou passou, a primeira temporada. Não lembro em que canal. Comecei a ver, achei violento demais, não acompanhei , não. Vou rever.
Os canais estão anunciando o final desta temporada. Com algumas coisas que parecem interessantes. Em NCIS, que é meio cômica mas muito tola, a equipe do Gibbs vai ser toda alterada. E isso significa que não está rendendo audiência, decerto vão mudar o direcionamento. E em Criminal Minds vai haver atentado contra a equipe, e um deles vai sumir…Ficamos aqui torcendo, né? E fazendo conjeturas - quem e por quê? Já mudou o coordenador da equipe,da primeira temporada pra segunda, que foi trocado pelo Mantegna - porque o Mandy não renovou o contrato…Questões financeiras.
bj